É noite na grande mansão do prefeito. Dira de frente a um balcão fazia um sanduíche em quanto falava no telefone sem fio pendurado entre o ombro e o ouvido enquanto estava com a mão ocupada com a faca e o vidro de maionese. Ela estava na cozinha. Luxuosa, espaçosa e cheia de moveis de primeira linha. Com uma decoração moderna. Dira com um blusa de alça rosa claro que não tampava a barriga e uma calça de moletom cinza já se preparava para dormir. Descalça e cheia e com um dos pés na cadeira ela falava tentando ficar calma.
- Eu sei Valentina. Eu sei que tenho uma responsabilidade grande. Mas não deu para ir. - Dira vira os olhos e guarda a maionese na grande geladeira de metal. - Eu imagino como as crianças ficaram tristes. - Ela se volta de novo para o balcão e segura o telefone. E fala já nervosa: - A senhora não acha que é um pouco tarde para tratar desse assunto? Amanhã agente se vê.
Dira desliga o telefone chateada e vai para dar a primeira mordida no sanduíche quando o telefone toca de novo. Ela larga o sanduíche no prato de novo, limpa as mãos e pega o telefone novamente.
- Alô?
De repente uma voz triste fala do outro lado da linha:
- Alô? Drica?
Dira nervosa pergunta, já reconhecendo quem era e o estado que estava:
- Sidney? É você?
- Drica?
- É Dira Sidney? Você tá bêbado?
- Dira passa para a Drica por favor.
- Ela está na faculdade. Já ligou para o celular dela.
- Não atende Dira. Passa para o meu irmão.
Dira atravessa a entrada da mansão escura e silenciosa. Sobe as escadas da mansão correndo e abre a porta do escritório do marido aonde ele estava do lado de vários outros homens em reunião. E todos olham para ela. Dira fica constrangida e volta para trás aparecendo só a cabeça na porta.
- Vladimir. É seu irmão no telefone.
Vladimir com cara de muito nervoso fala:
- Não avisei você que eu estava em reunião?
- Parece que é urgente.
- Tudo para o meu irmão é urgente. Resolva para mim e feche a porta.
Dira fecha a porta envergonhada e se senta nos degraus da escada.
- Sidney, o Vladimir não está podendo atender agora o que é...
De repente uma fusão de choro e soluços se ouve do outro lado da linha:
- Eu estou aqui no Restaurante Reunim. E passei um pouco da conta. Bebi de mais. E está cheio de fotógrafos do lado de fora me esperando para flagrar o irmão do prefeito bêbado feito um gambá.
Logo Dira sai com o carro pela noite para salvar o cunhado. Dentro do carro ela está com uma peruca loira e óculos bem grandes e escuros. Ela deixa o carro num beco e anda para a outra esquina aonde vários fotografos cercava a porta de vidro do restaurante tentando focalizar alguém lá dentro.
Dira disfarçada entra no restaurante e pergunta a um garçom:
- Aonde está Sidney?
- No banheiro senhora.
Dira sem pensar duas vezes entra no banheiro masculino afugentando alguns homens que urinavam no urinol.
E pelo barulho de choro ela vai até uma das repartições do vaso e bate na porta.
- Sidney é você?
- Dira? O que você faz no banheiro masculino?
- Eu vim te salvar. - Diz ela. Sidney abre a porta e um sujeito elegante só que chorando feito um bebê com um garrafa de conhaque na mão aparece. - O que foi que aconteceu?
- Não aconteceu nada Dira. Só que não aguento mais essa vida. - Ele continuava sentado no vaso sanitário, só que para o alivio de Dira estava sendo usado só com acento mesmo. Dira se ajoelha do seu lado e pergunta:
- Foi a Drica novamente Sidney. O que ela fez?
- O Paco vai casar. E ele está de todo tchutchutchu com a noiva dele agorinha a pouco. Querem que eu seja o padrinho.
- Que coisa boa Sidney.
- Mas não é um coisa boa Dira! - Diz ele alto e chateado.
- Ah não?- Pergunta Dira se sentando no chão.
- Não. Eu não tenho isso com a Drica.
- Ou Sidney, mas depois de um certo tempo de casado é normal o casal se afastar um pouco. E a Drica é uma mulher muito ocupada.
- Dira, nos últimos meses eu sai com três mulheres diferentes nas capas das revistas mais famosas de Erotildes e a Drica nem falou nada.
- Toda mulher se importa Sidney. As vezes ela está trabalhando feito uma louca assim no laboratório é justamente por isso. Talvez ela está sufocando a dor da traição lá.
-Ela nem olha mais para mim.
- É você que tem que fazer ser visto Sidney. Cara, você está num banheiro de um restaurante furreca, bêbado Uma mulher não quer olhar mesmo para alguém nessas circunstancias. Lute para ser alguém admirável e ela vai te admirar.
- Mas como vou ser alguém admirável para Drica? O último namorado dela era professor de uma faculdade.
- Ela largou dele por você. Lembre-se quem você era quando a conheceu. E volte a fazer as coisas que fazia.
- Você está certa. - Diz Sidney se controlando e se levantando. - O primeiro passo é sair daqui. Como? Não posso aparecer para esses fotógrafos. Isso não vai me ajudar com a Drica.
Dira só se vira o olhar para a pequena janela do banheiro. Dira logo pula a janela dando num beco escuro. E olha para o lado preocupada se alguém o tivesse visto. Não. Ninguem a viu. Mas porque Sidney demorava tanto?
- Vem logo Sidney!
- Eu estou tentando. Mas estou preso. - Dira ao olhar para cima, na janela que tinha acabado de passar vê o cunhado preso pela barriga. Metade do lado de dentro, metade do lado de fora.
- Droga Sidney. Eu te falei para não ir tanto na academia.
- Me puxa Dira!
Dira tenta puxar Sidney sem perceber que um homem se aproximava do beco fumando. E ao ver a cena joga o cigarro no chão e desaparece por alguns segundos. Dira vê a cena. E começa a puxar desesparada o cunhado. Até que ele se solta e os dois caem no chão.
O fotografo logo vem correndo com a camera na mão e um monte de outros fotografos atrás dele.
- Corre Sidney! - Antes que qualquer um tirasse qualquer foto. Dira e Sidney correm em desespero atravessando o beco, pulando uma grade de ferro para o outro lado e pegando o carro de Dira e saindo em disparada.
Os dois riem dentro do carro, Dira dirigindo e rindo as gargalhadas. Sidney também ria e fala com carinho.
- Você viu a cara daquele homem quando nos viu Dira?
- Eu pensei que ele ia ter um infarto enquanto corria.
- Tivemos sorte que ele é gordinho.
As rizadas se acalmam e Dira fala mais séria.
- Você é um cara legal Sidney. Só valoriza demais a atenção de Drica. Se valorize.
- Tenho que voltar a valorizar as coisas boas na minha vida. - Diz ele demonstrando que quer mudar.
- Eu sei Valentina. Eu sei que tenho uma responsabilidade grande. Mas não deu para ir. - Dira vira os olhos e guarda a maionese na grande geladeira de metal. - Eu imagino como as crianças ficaram tristes. - Ela se volta de novo para o balcão e segura o telefone. E fala já nervosa: - A senhora não acha que é um pouco tarde para tratar desse assunto? Amanhã agente se vê.
Dira desliga o telefone chateada e vai para dar a primeira mordida no sanduíche quando o telefone toca de novo. Ela larga o sanduíche no prato de novo, limpa as mãos e pega o telefone novamente.
- Alô?
De repente uma voz triste fala do outro lado da linha:
- Alô? Drica?
Dira nervosa pergunta, já reconhecendo quem era e o estado que estava:
- Sidney? É você?
- Drica?
- É Dira Sidney? Você tá bêbado?
- Dira passa para a Drica por favor.
- Ela está na faculdade. Já ligou para o celular dela.
- Não atende Dira. Passa para o meu irmão.
Dira atravessa a entrada da mansão escura e silenciosa. Sobe as escadas da mansão correndo e abre a porta do escritório do marido aonde ele estava do lado de vários outros homens em reunião. E todos olham para ela. Dira fica constrangida e volta para trás aparecendo só a cabeça na porta.
- Vladimir. É seu irmão no telefone.
Vladimir com cara de muito nervoso fala:
- Não avisei você que eu estava em reunião?
- Parece que é urgente.
- Tudo para o meu irmão é urgente. Resolva para mim e feche a porta.
Dira fecha a porta envergonhada e se senta nos degraus da escada.
- Sidney, o Vladimir não está podendo atender agora o que é...
De repente uma fusão de choro e soluços se ouve do outro lado da linha:
- Eu estou aqui no Restaurante Reunim. E passei um pouco da conta. Bebi de mais. E está cheio de fotógrafos do lado de fora me esperando para flagrar o irmão do prefeito bêbado feito um gambá.
Logo Dira sai com o carro pela noite para salvar o cunhado. Dentro do carro ela está com uma peruca loira e óculos bem grandes e escuros. Ela deixa o carro num beco e anda para a outra esquina aonde vários fotografos cercava a porta de vidro do restaurante tentando focalizar alguém lá dentro.
Dira disfarçada entra no restaurante e pergunta a um garçom:
- Aonde está Sidney?
- No banheiro senhora.
Dira sem pensar duas vezes entra no banheiro masculino afugentando alguns homens que urinavam no urinol.
E pelo barulho de choro ela vai até uma das repartições do vaso e bate na porta.
- Sidney é você?
- Dira? O que você faz no banheiro masculino?
- Eu vim te salvar. - Diz ela. Sidney abre a porta e um sujeito elegante só que chorando feito um bebê com um garrafa de conhaque na mão aparece. - O que foi que aconteceu?
- Não aconteceu nada Dira. Só que não aguento mais essa vida. - Ele continuava sentado no vaso sanitário, só que para o alivio de Dira estava sendo usado só com acento mesmo. Dira se ajoelha do seu lado e pergunta:
- Foi a Drica novamente Sidney. O que ela fez?
- O Paco vai casar. E ele está de todo tchutchutchu com a noiva dele agorinha a pouco. Querem que eu seja o padrinho.
- Que coisa boa Sidney.
- Mas não é um coisa boa Dira! - Diz ele alto e chateado.
- Ah não?- Pergunta Dira se sentando no chão.
- Não. Eu não tenho isso com a Drica.
- Ou Sidney, mas depois de um certo tempo de casado é normal o casal se afastar um pouco. E a Drica é uma mulher muito ocupada.
- Dira, nos últimos meses eu sai com três mulheres diferentes nas capas das revistas mais famosas de Erotildes e a Drica nem falou nada.
- Toda mulher se importa Sidney. As vezes ela está trabalhando feito uma louca assim no laboratório é justamente por isso. Talvez ela está sufocando a dor da traição lá.
-Ela nem olha mais para mim.
- É você que tem que fazer ser visto Sidney. Cara, você está num banheiro de um restaurante furreca, bêbado Uma mulher não quer olhar mesmo para alguém nessas circunstancias. Lute para ser alguém admirável e ela vai te admirar.
- Mas como vou ser alguém admirável para Drica? O último namorado dela era professor de uma faculdade.
- Ela largou dele por você. Lembre-se quem você era quando a conheceu. E volte a fazer as coisas que fazia.
- Você está certa. - Diz Sidney se controlando e se levantando. - O primeiro passo é sair daqui. Como? Não posso aparecer para esses fotógrafos. Isso não vai me ajudar com a Drica.
Dira só se vira o olhar para a pequena janela do banheiro. Dira logo pula a janela dando num beco escuro. E olha para o lado preocupada se alguém o tivesse visto. Não. Ninguem a viu. Mas porque Sidney demorava tanto?
- Vem logo Sidney!
- Eu estou tentando. Mas estou preso. - Dira ao olhar para cima, na janela que tinha acabado de passar vê o cunhado preso pela barriga. Metade do lado de dentro, metade do lado de fora.
- Droga Sidney. Eu te falei para não ir tanto na academia.
- Me puxa Dira!
Dira tenta puxar Sidney sem perceber que um homem se aproximava do beco fumando. E ao ver a cena joga o cigarro no chão e desaparece por alguns segundos. Dira vê a cena. E começa a puxar desesparada o cunhado. Até que ele se solta e os dois caem no chão.
O fotografo logo vem correndo com a camera na mão e um monte de outros fotografos atrás dele.
- Corre Sidney! - Antes que qualquer um tirasse qualquer foto. Dira e Sidney correm em desespero atravessando o beco, pulando uma grade de ferro para o outro lado e pegando o carro de Dira e saindo em disparada.
Os dois riem dentro do carro, Dira dirigindo e rindo as gargalhadas. Sidney também ria e fala com carinho.
- Você viu a cara daquele homem quando nos viu Dira?
- Eu pensei que ele ia ter um infarto enquanto corria.
- Tivemos sorte que ele é gordinho.
As rizadas se acalmam e Dira fala mais séria.
- Você é um cara legal Sidney. Só valoriza demais a atenção de Drica. Se valorize.
- Tenho que voltar a valorizar as coisas boas na minha vida. - Diz ele demonstrando que quer mudar.
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