segunda-feira, 29 de abril de 2013

Capitulo 31- Uma boa ideia de Paula e uma terrível ideia de Sheron

Gabael, sai do cubículo de um banheiro, quando de repente uma mulher o agarra e o beija. Era Mércia que com um sorriso deixa o rapaz respirar.
- Mércia? O que você está fazendo aqui na faculdade?
- Vim lhe fazer uma visitinha. - Diz ela indo até o espelho e ajeitando o batom na boca.
- Se o diretor te pegar aqui... - Diz ele desesperado. - Se alguém lhe pegar aqui dentro.
- Relaxa meu amor. - Diz ela saindo do banheiro seguida por ele. - Eu vim me cadastrar num cursinho também. Vou fazer faculdade.
Gabael transforma seu desespero numa cara emburrada.
- Porque?
- Porque eu quero. Eu vou querer ser bióloga marinha.
- Bióloga Marinha? Porque?
- Gabael querido. Você não queria casar. Pois é. Aqui em Erotildes está muito cheio. Vou fazer minha faculdade depois vou mudar para o Oceano. Quero viver debaixo da água. Se você quiser vir comigo?
- Você é louca. Para que quer morar debaixo de água? - Pergunta Gabael nervoso.
- Porque é um mundo novo e eu quero. - Diz ela com um sorriso solto no rosto. - Se vou viver eternamente não quero passar o resto da eternidade em Erotildes. Até mais. Vou ver os horários.
Gabael fica no corredor nervoso balançando a cabeça. E vai para um sala de aula, aonde o professor estava em pé sério ao lado de um outro professor, Sérgio.
O outro professor se vira para Gabael que estava na porta ainda e fala:
- Este é Gabael Henzel Inacio professor Sérgio.
Sergio olha firme para Gabael e fala:
- Senhor Gabael, poderia me acompanhar até o laboratório?
- Porque? Nem faço parte da sua turma! - Gabael olha para a turma de alunos, entre eles estava seu irmão Galério. Ele olhava preocupado.
- Sem perguntas senhor Gabael. - Diz o outro professor secamente.
Sérgio sai da sala ao lado do rapaz e andando firme pelo corredor fala:
- Senhor Sérgio Henzel Inacio é o seu nome correto?
- Sim senhor. Mas eu não consigo entender...
- Você tem um irmão não é?
- Tenho dois professor. Mas...
Eles entram num corredor todo feito de vidros. O teto era também feito de vidro feito uma estufa. Do lado de fora a noite era escura e sem estrelas. Esse corredor seguia até uma porta fechada de metal, parecida com elevador. Sérgio aperta um botão e surge um local para colocar a digital perto da porta. Sergio coloca a digital e entra. A porta se fecha atrás de Gabael. E ele vê o laboratório que Sergio a algum tempo suicidou-se.
- Senhor Gabael...
- Por favor professor pare de me chamar de senhor. Estou ficando preocupado.
- Senhor Gabael. -Diz Sérgio forçando ter paciência com o menino. - Estou te oferecendo uma oportunidade unica. E você foi escolhido entre os milhares estudantes dessa faculdade para poder ser cobaia de um experimento único neste mundo.
- Cobaia? Eu? O senhor tá me achando com cara de rato?
- Cale-se senhor Gabael! - Diz Sergio perdendo a paciência. Ele se controla mais uma vez. - Você gostaria de conversar com seus pais?
- O que? Eles morreram?
- Não. É isso que é  o experimento que estou fazendo. Uma conversa da pessoa viva com a pessoa morta. Vá para casa e pense. Se quiser conversar com seus pais venha até mim nesse dia e horário marcado aqui.
- diz Sergio anotando o horário num papelzinho.
- Mais é claro que eu quero conversar com meus pais. Pode mandar bronca prof.
- Venha nesse dia e nesse horário aqui no meu laboratório que vocês teram essa conversa.
- Porque não pode ser agora? Já estou aqui mesmo.
- Porque não Sérgio. Tem que ser no dia e horário combinado.
- Mas você chama eles que eu espero. Não tó afim de ver a aula de história mesmo.
Sérgio se controlando fala:
- É só no dia combinado!
- Porque não agora?
- Porque não seu menino indecente! - Diz Sérgio abrindo a porta do laboratório e empurrando Gabael para fora.
Gabael sai rindo e encontra Ailton, mordomo de Sheron,  no meio do corredor do colégio.
- Ailton? Beleza?
- Beleza Gabael. Estou esperando a Severina sair. Você viu ela?
- Não. Bora esperar ela lá fora. Não tó afim de ver a aula de história.
Eles saem para um pátio cheio de árvores e bancos. Eles se sentam num banco e Gabael fala:
- Você não sabe o que o doido do Sergio me pediu agorinha a pouco.
- Quem é Sergio?
- É o professor maluco de ciências daqui da faculdade.
- Nunca vi.
- Ninguém que não faz faculdade nunca viu ele. Ele fica o tempo inteiro infurnado naquele laboratório. Acho que até mora ali. Sei que ele me falou que vou poder falar com meus pais.
- Como assim? Tipo assombração?
- Não. Pelo jeito é tipo telefone ou bate-papo mesmo.
- Será que isso dá certo Gabael?
- Não sei. Sei que o cara me deu o dia de vir aqui no laboratório dele e vou vir.
- Legal. - Diz Ailton com cara de quem estava tendo uma ideia.
- O que você está pensando Ailton. Você tá uma cara de quem teve uma ideia.
- Eu tive. Vou ajudar a Sheron a resolver o probleminha com a perua que tá hospedada no casarão dela.
- Como?
- Ela vai assombrar a coroa até ela fugir de lá.
- Mas acho que as coisas não é bem assim.
- Que seja o que for. Só de eu dar essa dica pra chata da Sheron ela já vai ficar felizinha e vai me dar o aumento que estou querendo faz tempo.
De repente uma linda mulher aparece no corredor do colégio indo para o pátio também.
- Vamos Ailton?
- Já estou indo Severina. - Ailton se vira para Gabael e fala sério. - Valeu cara. Te devo um cerveja.
Ele se encontra e beija a menina e os dois saem abraçados para fora da faculdade.
- Não gosto que ande com esse menino Ailton. Ele é um vagabundo e a namorada dele é uma piranha. Não é boa imagem que vai dar para o meu irmão e meu pai.
- Ai Severina. Você se preocupa demais com o que eles vão falar.
- E ai? Já conseguiu o aumento pra gente poder casar?
- Não. - Diz eles andando pela rua de Erotildes a pé. - A Sheron está nervosa porque querem aumentar o imposto dela. Querem que a mansão dela se torne uma hospedaria e Roberta dá a maior força nisso.
- Essa Roberta é uma fresca nojenta. Viva arrastando asa para o meu pai. - Diz ela nervosa.
- O seu José também não é bobo nem nada. Eu não dou dois tempos para ele meter o pé na bunda da dona Arabela.
- Minha mãe é muito besta também. Porque não querer rejuvenescer? Pois trate de pedir aumento logo que quero mudar daquela bordel que meu pai chama de casa o mais rápido possível.
- E pra onde vamos querida. Aqui em Erotildes só existe local lotado.
- Se vira Ailton. Sei que você não é quadrado e que não vou sair de Erotildes.
Ailton para  diante a antiga mercearia do Ricardo. E Severina despede de Ailton com um longe beijo muito quente para todos que passavam na rua. Ailton ainda grita para José que estava lá dentro vendo a cena constrangido:
- E ai sogrão? Beleza?
José com cara nervoso fala:
- Tudo bem Ailton?
Ela entra subindo as escadas sem nem cumprimentar o pai.
Ailton segue pela rua que estava lotada de gente e vai até a mansão de Sheron. Ao entrar se depara com Sheron olhando nervosa para Paula que estava falando com Elvira. As duas de pijama no sofá.
- Eu não estava conseguindo dormir Elvira. Eu estou com tantas idéias. O Leandro abriu minha cabeça.
- O que foi dona Paula. Conta logo!
- Eu vou transformar a mansão da Sheron num lar para pessoas abandonadas.
- O que? - Pergunta Elvira com um grande sorriso.
- O que? - Pergunta Sheron e Ailton assustados.
- É isso que você ouviu Elvira. Eu cansei de usar meu dinheiro vulgarmente. Vou fazer algo útil. - Diz Paula toda animada. - Amanhã de manhã eu vou com o Eliano para um desses lugares existentes em Erotildes. Eu pesquisei na internet e vi que é um lugar que precisa de muita ajuda. Eu vou dar essa ajuda.
- Mas aqui na mansão dona Paula?
- Aqui não! Na minha mansão não sua monstra! - Grita Sheron enraivecida.
- Sim Elvira. Aqui! Eu vou fazer uma reforma boa nos quartos de visitas. Eu estou cansada desse silencio. Eu quero barulho, eu quero gente. Eu vou contratar professores para dar cursos personalizados de algo que vai fazer essas pessoas melhorem de vidas.
- E vai atender que tipo de gente?
Paula com um grande sorriso.
- Desde mendigos, crianças... até usuarios de drogas. Podemos dar o tratamento correto para elas.
Roberta chega da cozinha com o café de Sheron falando com um grande sorriso.
- Como pode existir uma pessoa tão boa quanto essa Paula em?
Sheron a bandeja de café no chão e fala nervosa:
- Essa mulher quer transformar minha mansão numa boca de fumo e você fala que isso é bom Roberta!
- Dona Sheron, não é assim. A Paula quer ajudar essas pessoas. E você podia tomar o exemplo e fazer o mesmo. Todos sabem como estão as pessoas que usam drogas na casa da dona Pérola. Se a senhora procurasse fazer isso resolveria até o seu problema. O governo até ajuda casas que trazem esse beneficio para a sociedade.
Sheron olha para Roberta como se fosse arrancar o pescoço da pobre menina.
- Eu não vou transformar minha mansão num albergue de porcos! Se eles quiserem aumentar o meu imposto que aumentem.
Sheron sobe as escadas nervosa para o seu quarto e Ailton vai atrás. Roberta sem se abalar pelos berros da chefe fala para Ailton:
- Ailton ajuda a faze-la entender que o dinheiro dela está acabando. Se não ela não terá dinheiro para pagar o salario de ninguém.
- Você tá louca. Eu quero é que ela se exploda. Logo vou sair daqui de Erotildes.
- A Severina nunca vai sair daqui.
- Se ela não quiser eu vou sozinho. Não vou passar a eternidade aqui não.
Ailton termina de subir as escadas e bate na porta do quarto de Sheron.
- Senhora Sheron. Tenho uma noticia boa para alegrar sua noite.
Ailton toma a liberdade de abrir a porta. Sheron deitada na cama chorava.
- Não tem noticia que me alegrara Ailton. Não existe.
- E seu eu disser para a senhora que tem como a senhora assombrar a Paula? - Pergunta Ailton se aproximando da cama.
- Você acha que eu sou boba Ailton. - Diz Sheron séria, demonstrando que aquilo tudo era só mimo. - Todo mundo sabe que esse negócio de morto assombrar vivo é só em filme de terror. Não tem como ter contato entre um mundo e outro.
- O Sérgio consegue.
- Quem é Sérgio?
- Um cientista da faculdade da minha namorada. Ele está fazendo um experimento para os primeiros contato.
- Eu preciso falar com ele Ailton! - Diz Sheron se levantando da cama. - Eu vou assombrar a Paula de uma forma que ela nunca mais vai querer pisar os pés na minha mansão! Ela vai chorar feito um bebê. - Diz Sheron abrindo um sorriso maligno. Quero esse tal cientista amanhã aqui, na minha mansão!

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