terça-feira, 9 de abril de 2013

Capitulo 18 - Dira decide ajudar Renato

A bela limusine sai da mansão da prefeitura e desse a rua até que para no meio da rua. O vidro traseiro do carro desce e uma mulher de óculos escuros aparece pela janela.
- O que aconteceu Bóris?
O homem sai do banco do motorista falando:
- Um pneu estourou dona Dira. Vamos voltar. Eu vou troca-lo.
- Não Bóris. Já estou atrasada para a homenagem das crianças no orfanato. Eu vou ir a pé mesmo.
- Eu não posso deixar a senhora ir a pé dona Dira. - Diz o homem assustado.
Ela sai do carro e mesmo de salto alto e com a bolsa nas mãos caminha pela rua em meio ao sol quente.
- Então tente me impedir pra você ver.
Dira caminha pela rua, onde paredes grandes cheias de plantas trepadeiras formavam uma cor bela demarcando até onde ia a propriedade do prefeito. Até que ela vê um homem escalando um muro pela as plantas.
- Ei! O que você está fazendo ai?
O homem desequilibra e cai no chão. 
- Eu conheço você. É aquele homem que veio aqui daquela vez.
O homem era Renato. 
- Olá madame. - Diz ele rindo e se levantando.
- Eu vou chamar é a policia! - Diz ela pegando o telefone e discando um número e colocando no ouvido. Renato corre e toma o celular e joga no chão. 
- Não vai coisa nenhuma. 
- Socorro! - Diz ela gritando feito louca.
- Para de gritar. Eu não vou fazer nada com você.
- O que quer então.
- Sua cu-cunhada armou uma armadilha para minha irmã e agora ela está presa.
- Porque ela iria fazer isso? Quem é sua irmã?
- Uma ex-amiga da Drica. E minha irmã descobriu algo. Só que não quer me falar o que é. 
- E você quer descobrir o que sua irmã descobrir para ser presa. Você está querendo ser preso também?
- Isso é uma ameaça?
- Não. - Diz ela rindo. - Eu não sei no que a doida da Drica está metida. Sei que não quero me envolver.
- Mas só você pode me ajudar. 
- Se sua irmã estava metida com a Drica então não é uma pessoa que eu gostaria de ajudar. - Diz ela pegando o celular e saindo andando.
Renato corre atrás e fala:
- Mas não é pela minha irmã. É pelo meus pais. Eles estão doentes e minhas férias estão acabando. Logo vou voltar para Satsil e não tem ninguém para cuidar deles. Apenas a minha irmã. Só que ela está na cadeia.
Dira vira os olhos e se vira para o homem. 
- E como eu posso te ajudar?
- Você sabe no que a Drica tá metida? 
- Eu não. Eu vejo ela duas ou três vezes na semana em jantares especiais. Só isso. De resto passo a maior parte do meu tempo em orfanatos e no hospital ajudando os doentes.
- Então deixe eles um pouquinho e vai atrás de sua cu-cunhada para ver o que ela está fazendo. Depois me liga para me contar.
Diz ele entregando-lhe um cartão. Drica olha duas vezes antes de pegar. Mas pega e coloca na bolsa. Ela pega o celular e de frente para Renato ainda fala:
- Dilma, eu não vou poder ir hoje. Tenho um compromisso urgente. Me desculpa... tá?
Renato respirou fundo e falou:
- Obrigado.
- Acho que não vou ser mais a embaixadora do orfanato mas vai ser por uma boa causa.

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