Daniel abre os olhos. Já era de dia. O telefone tocava. O bebê chorava. Daniel se levanta esfregando os olhos. Thania do seu lado se levanta falando:
- Vai atender. Eu vou ver o Plínio.
Daniel junto com a esposa caminha pelo corredor. Ela vai para o quarto ao lado do deles e ele vai até a sala e pega o telefone:
- Alô?
- Daniel? É o Renato. Poderia vir até aqui em casa para termos uma conversa.
- Claro Renato. Algum problema?
- É só uma pista que tivemos. Por favor Daniel. - Diz Renato do outro lado da linha.
- Já estou indo.
Daniel desliga o telefone e vai até o quarto onde a esposa admirava Alexandre segurando o irmão mais novo e dando de mamar para ele. Ele abraça a esposa com carinho e fala:
- Deus nos deu um anjo para cuidar de outro não é?
Os três riem.
- O que era pai? - Pergunta Alexandre terminando de dar a mamadeira para o menino.
- O Renato. Eles não acreditam que a Juliana esteja envolvida com drogas.
- Ninguém quer acreditar que um parente esteja metido nisso não é Daniel? - Fala Thania.
- Vamos ver o que eles tem para mim.
Daniel veste uma camisa e uma calça jeans e sai. Dirigindo seu carro até a casa de dona Leandra ele lembra de Juliana e percebe que também não conseguia acreditar que aquela menina esteja metida com isso.
Chegando a casa de Leandra Renato já a esperava na porta da casa olhando com cara feia pois o sol batia em seu rosto.
Ele se aproxima do carro e fala:
- Daniel temos motivos para acreditar que Drica verdadeiramente queria Juliana morta.
- Porque ela ia querer isso Renato? - Fala Daniel só desligando o carro e ficando sentado no carro.
- Juliana descobriu alguma coisa que Drica andava fazendo de errado.
- Envolvida com o trafico?- Pergunta Daniel assustado.
- Não sei.- Diz Renato nervoso. - Sei que você deve procurar Drica e interroga-la.
- Renato eu não posso interrogar a cunhada do prefeito de Erotildes sem prova. Aceite que sua irmã será presa e condenada.
- Minha irmã não é traficante Daniel. Isso é armação. E se vocês não vão investigar. Eu vou!
- Cuidado Renato você está se metendo com coisa grande.
- Eu sei disso.
Renato sai nervoso de volta para casa e Daniel sai com o carro. E antes que Renato pudesse entrar em casa Luana aparece da sua casa com um grande sorriso.
- Renato! Você não vai acreditar! Eu consegui falar hoje de manhã com a dona da casa aonde a Paloma morou. Ela é amiga de Vera, mãe de Paloma. E me deu o endereço dela em Satsil. Estou indo lá agora.
Renato abre um sorriso e fala:
- Eu vou com você.
Thiago logo estava entregando a chave do carro para Renato:
- Tome cuidado com meus dois bebês viu Renato. Não quero ver nenhum dos dois arranhados.
- Pode deixar seu Thiago. Tenho muita responsabilidade.
Renato entra do carro e Luana se despede beijando o pai e de Leandra a abraça e fala:
- Como a senhora se sente em questão disso dona Leandra? Está chateada?
- Não Luana. Não estou triste com sua pesquisa para achar essa Paloma. Eu tenho tantos problemas e não é uma mulher que está no passado do meu velho que vai me fazer ficar com mais cabelos brancos.
Luana beija a prima no rosto e fala:
- Voltarei com boas noticias. - Ela sai pulando de alegria para o banco do carona do carro. E logo o carro sai pela estrada.
Renato dirigindo o carro se vira para Luana e pergunta:
- Você conheceu a Drica de onde Luana?
- Sempre fui mais sua amiga Renato. Mas depois que você foi para Satsil eu fiquei mais próxima de Juliana. Sua mãe a obrigou a ela me chamar para sair de vez em quando. E ela andava com a Drica que era amiga de colégio dela.
- Como é que é essa Drica?
- Renato no inicio, quando a conheci, ela era a cara de uma menina CDF. Cabelo mau penteado, nunca tinha visto uma maquiagem na vida. Vivia fazendo trabalhos da faculdades. Acho que foi mais por isso que sua irmã tinha me chamado para sair. Mas depois, em um curto período de tempo ela se transformou. Fez cirurgia plastica para aumentar os seios, tratou do cabelo, comprou vestidos novos, e passou a usar belamente maquiagem. Criou vida nova depois de largar do Sergio. Me parecia que ela ia querer uma vida nova. Mas agora, depois do que o Stenio falou. Não duvido nada que ela usou o casamento com o Sidney só para ter o financiamento das pesquisas dela.
- Você acha que ela era tão fanática assim por suas pesquisas?
- Bem, olhando para trás eu vejo que não. Ela era mais fascinada pelo Sergio. Ela era maluca por ele. Mas ele vivia só de suas pesquisas. E ela sofria por isso. Eu e a Juliana dávamos muitos conselhos para ela. E recebemos a noticia de que ela tinha largado ele, e começou a mudar pensávamos que era porque de verdade ela tinha largado dessa fixação por ele. Tanto que quando telefonei para ela contando do suicídio dele, ela nem deu moral. Eu lembro exatamente das palavras dela. Ela disse que já não importava. Ele não era mais noivo dela. Foi tão frio. Foi nesse dia que larguei de andar com ela e com Juliana. A Juliana em vez de largar de andar com ela ficou fascinada pelo mundo que Drica abria para ela. Um mundo de luxo e riqueza. Nem via a esnobação que ela fazia pra cima da gente. E depois que se casou mudou tudo de novo. Continuou ser aquela mulher linda, mas se afundou de vez nas pesquisas da faculdade. Se afastou da Juliana. E a Juliana ficou maluca com isso. Ligava para a amiga a chamando para ir nas festas que a Drica era convidada e ela não ia.
- Minha irmã com certeza foi atrás de Drica em seu laboratório e descobriu o que ela tem lá. O segredo de tudo está lá.
- Depois que voltarmos de Satsil podemos ir juntos ao laboratório dela.
Renato sorri para Luana e ela fala:
- Não sei como pude deixar uma amiga tão dedicada como você em Erotildes.
Logo eles chegam no endereço em Satsil. E param diante um apartamento antigo e velho. Renato vai na frente e Luana atrás. Renato tenta tocar um interfone, mas ele cai no chão ao apertar o botão. Fazendo Renato desquilibrar e segurar na grade do portão para não cair, à fazendo abrir.
Renato olha para Luana que estava com olhar temeroso e os dois caminham pelo corredor imundo do apartamento. E na primeira porta, que estava aberta Renato vê uma mulher de envolta numa toalha e só de roupas intimas e com unhas enormes assistindo televisão.
- Moça desculpe...- mas a mulher não pareceu se importar e faz é se levantar e ir até a porta.
- Pois não?
Luana passa na frente de Renato e fala:
- Estamos procurando por Vera Alves Hairot ou Paloma Alves Misroft.
A mulher pareceu não gostar da intromissão de Luana. E Renato puxa Luana de novo para trás dele a defendendo. A mulher aponta para a escada e fala:
- Segundo andar, número três. A velha é meio surda.
Renato sobe na frente, tomando cuidado com os degraus arrebentados e frouxos e Luana seguindo seus passos atrás.
Logo eles se deparam com um porta muito bem pintada e com o número três em um azulejo pregado a porta. Eles batem a porta a porta se abre.
A primeira coisa que Luana e Renato pensaram foi que estavam em um universo paralelo. Uma senhora com avental florido, calelos muito bem pintados e escovados em ondas e uma belo sorrizo abriu a porta. Ela ainda tinha no pescoço um grande colar de perolas e vestia um vestido também florido. Segurava uma colher de pau com uma luva de cozinheira. Sua casa mais parecia um conto de fadas. O apartamento era coberto por muita cor, panos cobrindo cada móvel cheio de bordados e tricos. Uma poltrona e uma televisão antiga ficavam no meio do sala, com um tapete enorme cobrindo tudo.
- Bom dia, a senhorita deve ser Luana Abeck Cruz. Deborah me falou que você viria. Entre por favor.
- Senhora Vera eu devo presumir. - Diz Luana com um sorriso e domonstrando claramente aliviada. - Esse é meu amigo Renato.
- Ou claro. Uma moça nunca deve andar sozinha em Satsil. Muito sábia a senhorita. Muito prazer senhor Renato. Entrem. - Diz ela deixando as visitas chegarem, sentir o cheiro do almoço e se sentarem:
- Vocês chegaram cedo. Não tive tempo de deixar o almoço pronto como planejado. Terei que deixa-los esperando um pouco. Se importariam?
- Não. Claro que não. - Diz Renato constrangido ao lado de Luana.
Ela sai os deixando sozinho na sala. Na estante aonde estava a televisão tinha várias fotos. Na parede em cima da televisão, uma estante de parede continha mais fotos. Renato olha para as fotos. Numa delas era um homem forte cheio de vida, a foto era muito antiga e em preto e branco. Em outra estava o mesmo homem, uma mulher, que com certeza era dona Vera bem mais nova, e uma menininha nos braços. No outro estava Vera e sua filha, uma criança, sentados numa poltrona. E depois está as duas já mulheres. E para a surpresa de Renato, com Paloma segurando um nenê nos braços. Ele passa os olhos pelas fotos para ver se encontra um marido para Paloma. Mas não. Renato olha para Luana que estava também vendo a mesma coisa e estranhando.
- Será Renato? - Pergunta Luana assustada.
De repente a mulher aparece na porta da sala novamente.
- O almoço está servido. Venham.
Luana e Renato se encaminham para a mesa. E veem a comida que aquela senhorinha tinha feito. Um banquete. Eles colocaram a comida e logo após Vera colocou. E quando Renato foi atacar a comida viu Vera fechar os olhos e começar a fazer uma oração. Logo depois ela sorri para eles e fala:
- Espero que vocês gostem. - Ela parte um pedaço do bife e mastiga com cara de quem a comida estava ótima. Depois de engolir ela pergunta. - Muito bem? Porque vieram de tão longe atrás de mim e minha filha?
Luana séria vai direto ao ponto.
- Paloma teve um namorado na adolescia dona Vera.
Seu sorriso se fecha e ela vira os olhos para o prato para continuar a comer. E fala triste:
- Sim, Paloma se apaixonou na adolescência por um garoto que morava na nossa rua. - E se vira com cara de séria para Renato e fala: - Ele era muito parecido com você meu jovem.
- Esse garoto é meu pai dona Vera.
- E você quer saber de como tudo aconteceu?
Luana se vira Vera e fala:
- Seu Diogo está doente e delirando. Pesamos que se encontrasse Paloma e levássemos até ele, quem sabe ele não melhoraria.
Vera limpa a boca com o guardanapo e toma uma taça de suco e fala para os dois.
- Diogo e Paloma se apaixonaram logo de cara. Só que o Diogo queria se aproveitar dela, pensando porque não tinha pai ia ser mais fácil. Meu marido morreu dois anos após ter Paloma. Mas minha filha foi firme. Só que Diogo era um sujeito astuto e nos fez pensar que tinha mudado. Ele encantou minha filha, a engravidou e a abandonou.
- Meu pai não faria isso dona Vera. Ele é um homem honesto. - Afirma Renato com firmeza.
Vera sorrindo para Renato fala:
- Pensamos que nossos pais são pessoas puras, anjos que Deus fez para nos proteger. Eles nunca erram e nunca fazem nada de errado. Mas não é bem assim Renato. Nossos pais tiveram uma vida antes da gente. E é muito difícil de admitir isso.
- Mas seu Diogo é uma pessoa boa dona Vera. - Fala Luana com sinceridade. - Eu fui testemunha de como ele criou os filhos dele com decência e honestidade. Eu vi que mesmo com a dificuldade e os meios para fazer coisas ilegais para conseguir dinheiro ele jamais se dobrou a corrupção.
- Ele sabe maquiar muito bem quem é menina. Ele fez isso comigo e com minha filha. E não duvido que tenha feito isso com a família dele também. Com certeza ele teve uma vida dupla.
Renato se levanta nervoso.
- Não admito que fale assim sobre meu pai. Ele está doente numa cama e chama pela sua filha.
- Calma Renato. - Diz Luana puxando Renato para se sentar novamente. Mas Vera não perdoa.
- Com certeza por arrependimento de ter feito isso com Paloma.
- O que a senhora sabe? Nos conte e tiraremos nossas conclusões. - Diz Luana com calma.
- Minha filha chegou uma noite para mim aos choros. E contou que tinha se entregado para Diogo e que estava grávida. Eu falei para ela contar tudo para Diogo que ela ia apoia-la. Mas ela me contou que Diogo depois que tinha feito aquilo com ela, já não falava com ela. Assim decidimos ir embora.
- A vizinha de vocês me contou que ele sofreu muito depois que sua filha deixou meu pai. Não tem como ele ter feito isso com a sua filha dona Vera. - Fala Renato sério.
- A dona Alessandra? - Diz Vera rindo. - Paloma me contou que ele saia escondido com ela de tarde quando o marido estava no trabalho.
Renato se levanta nervoso.
- Vamos embora Luana. Não vou mais tolerar isso. Isso é mentira. E está na cara.
Luana se levanta e fala:
- Precisamos falar com sua filha dona Vera. Aonde ela se encontra?
- Ela foi embora com a criança a anos atrás. Não deixou telefone, endereço. - Diz ela com olhar de quem tinha vencido.
- Não tem como a senhora me passar o nome de algum amigo do seu Diogo, ou da sua filha daquela época?- Fala Luana como ultima alternativa.
- Não tenho o telefone de mais ninguém daquela época infelizmente minha filha.
Renato deixa o prato na mesa e puxa Luana nervoso. No corredor do apartamento ele fala:
- Eu duvido que está história seja verdade Luana. Meu pai jamais faria isso.
- Renato, eu também acredito que não seja verdade que seu pai fez aquilo. Mas a foto do menino está lá. Nos braços de Paloma.
- Você acha que meu pai teria coragem de fazer isso com uma mulher Luana? - Pergunta Renato já saindo do prédio com Luana.
- É claro que não. Não teria sentido. Ele largou de uma mulher grávida para ficar com outra mulher, sua mãe. Eu vou procurar outros amigos de Paloma e Diogo e descobrirei a verdade.
- Minha irmã com certeza foi atrás de Drica em seu laboratório e descobriu o que ela tem lá. O segredo de tudo está lá.
- Depois que voltarmos de Satsil podemos ir juntos ao laboratório dela.
Renato sorri para Luana e ela fala:
- Não sei como pude deixar uma amiga tão dedicada como você em Erotildes.
Logo eles chegam no endereço em Satsil. E param diante um apartamento antigo e velho. Renato vai na frente e Luana atrás. Renato tenta tocar um interfone, mas ele cai no chão ao apertar o botão. Fazendo Renato desquilibrar e segurar na grade do portão para não cair, à fazendo abrir.
Renato olha para Luana que estava com olhar temeroso e os dois caminham pelo corredor imundo do apartamento. E na primeira porta, que estava aberta Renato vê uma mulher de envolta numa toalha e só de roupas intimas e com unhas enormes assistindo televisão.
- Moça desculpe...- mas a mulher não pareceu se importar e faz é se levantar e ir até a porta.
- Pois não?
Luana passa na frente de Renato e fala:
- Estamos procurando por Vera Alves Hairot ou Paloma Alves Misroft.
A mulher pareceu não gostar da intromissão de Luana. E Renato puxa Luana de novo para trás dele a defendendo. A mulher aponta para a escada e fala:
- Segundo andar, número três. A velha é meio surda.
Renato sobe na frente, tomando cuidado com os degraus arrebentados e frouxos e Luana seguindo seus passos atrás.
Logo eles se deparam com um porta muito bem pintada e com o número três em um azulejo pregado a porta. Eles batem a porta a porta se abre.
A primeira coisa que Luana e Renato pensaram foi que estavam em um universo paralelo. Uma senhora com avental florido, calelos muito bem pintados e escovados em ondas e uma belo sorrizo abriu a porta. Ela ainda tinha no pescoço um grande colar de perolas e vestia um vestido também florido. Segurava uma colher de pau com uma luva de cozinheira. Sua casa mais parecia um conto de fadas. O apartamento era coberto por muita cor, panos cobrindo cada móvel cheio de bordados e tricos. Uma poltrona e uma televisão antiga ficavam no meio do sala, com um tapete enorme cobrindo tudo.
- Bom dia, a senhorita deve ser Luana Abeck Cruz. Deborah me falou que você viria. Entre por favor.
- Senhora Vera eu devo presumir. - Diz Luana com um sorriso e domonstrando claramente aliviada. - Esse é meu amigo Renato.
- Ou claro. Uma moça nunca deve andar sozinha em Satsil. Muito sábia a senhorita. Muito prazer senhor Renato. Entrem. - Diz ela deixando as visitas chegarem, sentir o cheiro do almoço e se sentarem:
- Vocês chegaram cedo. Não tive tempo de deixar o almoço pronto como planejado. Terei que deixa-los esperando um pouco. Se importariam?
- Não. Claro que não. - Diz Renato constrangido ao lado de Luana.
Ela sai os deixando sozinho na sala. Na estante aonde estava a televisão tinha várias fotos. Na parede em cima da televisão, uma estante de parede continha mais fotos. Renato olha para as fotos. Numa delas era um homem forte cheio de vida, a foto era muito antiga e em preto e branco. Em outra estava o mesmo homem, uma mulher, que com certeza era dona Vera bem mais nova, e uma menininha nos braços. No outro estava Vera e sua filha, uma criança, sentados numa poltrona. E depois está as duas já mulheres. E para a surpresa de Renato, com Paloma segurando um nenê nos braços. Ele passa os olhos pelas fotos para ver se encontra um marido para Paloma. Mas não. Renato olha para Luana que estava também vendo a mesma coisa e estranhando.
- Será Renato? - Pergunta Luana assustada.
De repente a mulher aparece na porta da sala novamente.
- O almoço está servido. Venham.
Luana e Renato se encaminham para a mesa. E veem a comida que aquela senhorinha tinha feito. Um banquete. Eles colocaram a comida e logo após Vera colocou. E quando Renato foi atacar a comida viu Vera fechar os olhos e começar a fazer uma oração. Logo depois ela sorri para eles e fala:
- Espero que vocês gostem. - Ela parte um pedaço do bife e mastiga com cara de quem a comida estava ótima. Depois de engolir ela pergunta. - Muito bem? Porque vieram de tão longe atrás de mim e minha filha?
Luana séria vai direto ao ponto.
- Paloma teve um namorado na adolescia dona Vera.
Seu sorriso se fecha e ela vira os olhos para o prato para continuar a comer. E fala triste:
- Sim, Paloma se apaixonou na adolescência por um garoto que morava na nossa rua. - E se vira com cara de séria para Renato e fala: - Ele era muito parecido com você meu jovem.
- Esse garoto é meu pai dona Vera.
- E você quer saber de como tudo aconteceu?
Luana se vira Vera e fala:
- Seu Diogo está doente e delirando. Pesamos que se encontrasse Paloma e levássemos até ele, quem sabe ele não melhoraria.
Vera limpa a boca com o guardanapo e toma uma taça de suco e fala para os dois.
- Diogo e Paloma se apaixonaram logo de cara. Só que o Diogo queria se aproveitar dela, pensando porque não tinha pai ia ser mais fácil. Meu marido morreu dois anos após ter Paloma. Mas minha filha foi firme. Só que Diogo era um sujeito astuto e nos fez pensar que tinha mudado. Ele encantou minha filha, a engravidou e a abandonou.
- Meu pai não faria isso dona Vera. Ele é um homem honesto. - Afirma Renato com firmeza.
Vera sorrindo para Renato fala:
- Pensamos que nossos pais são pessoas puras, anjos que Deus fez para nos proteger. Eles nunca erram e nunca fazem nada de errado. Mas não é bem assim Renato. Nossos pais tiveram uma vida antes da gente. E é muito difícil de admitir isso.
- Mas seu Diogo é uma pessoa boa dona Vera. - Fala Luana com sinceridade. - Eu fui testemunha de como ele criou os filhos dele com decência e honestidade. Eu vi que mesmo com a dificuldade e os meios para fazer coisas ilegais para conseguir dinheiro ele jamais se dobrou a corrupção.
- Ele sabe maquiar muito bem quem é menina. Ele fez isso comigo e com minha filha. E não duvido que tenha feito isso com a família dele também. Com certeza ele teve uma vida dupla.
Renato se levanta nervoso.
- Não admito que fale assim sobre meu pai. Ele está doente numa cama e chama pela sua filha.
- Calma Renato. - Diz Luana puxando Renato para se sentar novamente. Mas Vera não perdoa.
- Com certeza por arrependimento de ter feito isso com Paloma.
- O que a senhora sabe? Nos conte e tiraremos nossas conclusões. - Diz Luana com calma.
- Minha filha chegou uma noite para mim aos choros. E contou que tinha se entregado para Diogo e que estava grávida. Eu falei para ela contar tudo para Diogo que ela ia apoia-la. Mas ela me contou que Diogo depois que tinha feito aquilo com ela, já não falava com ela. Assim decidimos ir embora.
- A vizinha de vocês me contou que ele sofreu muito depois que sua filha deixou meu pai. Não tem como ele ter feito isso com a sua filha dona Vera. - Fala Renato sério.
- A dona Alessandra? - Diz Vera rindo. - Paloma me contou que ele saia escondido com ela de tarde quando o marido estava no trabalho.
Renato se levanta nervoso.
- Vamos embora Luana. Não vou mais tolerar isso. Isso é mentira. E está na cara.
Luana se levanta e fala:
- Precisamos falar com sua filha dona Vera. Aonde ela se encontra?
- Ela foi embora com a criança a anos atrás. Não deixou telefone, endereço. - Diz ela com olhar de quem tinha vencido.
- Não tem como a senhora me passar o nome de algum amigo do seu Diogo, ou da sua filha daquela época?- Fala Luana como ultima alternativa.
- Não tenho o telefone de mais ninguém daquela época infelizmente minha filha.
Renato deixa o prato na mesa e puxa Luana nervoso. No corredor do apartamento ele fala:
- Eu duvido que está história seja verdade Luana. Meu pai jamais faria isso.
- Renato, eu também acredito que não seja verdade que seu pai fez aquilo. Mas a foto do menino está lá. Nos braços de Paloma.
- Você acha que meu pai teria coragem de fazer isso com uma mulher Luana? - Pergunta Renato já saindo do prédio com Luana.
- É claro que não. Não teria sentido. Ele largou de uma mulher grávida para ficar com outra mulher, sua mãe. Eu vou procurar outros amigos de Paloma e Diogo e descobrirei a verdade.
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