No meio da escuridão uma porta se abre. Iluminando dentro de um barraco velho pela lua. Duas pessoas entram. Um homem na frente e uma menina no fundo. Ele tenta acender o interruptor. Mas depois de cinco tentativas ele percebe que estavam sem luz. A voz forte de Jaime se fala:
- É. Cortaram a luz de novo.
A menina passa na frente de Jaime o empurrando com brutalidade e entra na casa.
Logo a cena muda para Clara e Jaime jantando numa mesa com uma perna menor do que as outras sendo equilibrada por um monte de livros. Um copo virado servia de castiçal para equilibrar a única vela acesa. O barraco agora mais iluminado se via que estava precisando de uma boa pintura e de moveis novos.
Clara mexia na panela que servia de prato com o garfo com descrença e tristeza. Jaime olha para ela triste enquanto mexia no ultimo grão de arroz que tinha sobrado.
- Você sabia que íamos ficar sem energia Clara. Eu tinha te avisado.
- Porque não pagou a conta pai? - Pergunta Clara nervosa.
- Porque eu tive que escolher entre pagar a luz daqui ou da rodoviária.
- Podia pelo menos ter deixado eu ir para o jantar da minha mãe. Assim não teria que comer no escuro.
- Não estamos comendo no escuro Clarinha. Não está vendo o seu prato. Então não estamos no escuro.
- Eu estou sem fome. - Diz ela se levantando e deixou a penela na mesa quase cheia.
- Não comeu nada filha. Isso não vai para o lixo. Ficará para amanhã.
Ela fechando a porta do único quarto que tinha grita alto.
- Eu não vou comer isso amanhã pai!
Jaime triste pega a panela amaçada que a filha comia e coloca em seu prato e depois coloca na geladeira.
Clara dentro do quarto que era iluminado apenas pela janela aberta se deita na cama até que ouve um "psiu". Ela levanta a cara do travesseiro e vê Isabela na janela. Uma menina bronzeada, com muita maquiagem no rosto e um grande brinco.
- Ei o que aconteceu Clarinha.
- Não está vendo que estamos sem energia de novo.
- Seu pai é folgado mesmo. Esqueceu de novo de pagar a conta de luz?
- Sim. - Diz a menina indo até a janela. - Larga desse chororô porque não vem pra minha casa. Vou fazer uma festinha com as meninas.
- Meu pai não ia me deixar.
- Vem escondida uai.
- Se for para ir escondida eu ia para a casa da minha mãe.
- Sua mãe? Mas sua mãe não tinha morrido?
- Não. Tinha falado isso só para não te torrar a cabeça com meus problemas. - Diz Clara se recostando no parapeito da janela. - Ela fugiu da cidade depois que eu nasci e agora está rica. Está morando na mansão da viúva Sheron.
- Sua mãe está morando na casa da viúva Sheron? Mentira! Jura?
- Sim. Ela apareceu hoje a tarde para mim e meu pai e contou tudo. E chamou agente para jantar com ela.
- Quem sabe não é para chamar vocês para morar lá também?
- Pois é. Mas meu pai ainda está sentido porque ela fugiu. E não quer ir.
- Mas porque você não vai sozinha?
- Ele também não deixa.
- E você vai perder a chance de ver a casa da viúva Sheron por dentro por causa do besta do seu pai? É seu direito. É sua mãe!
- Tem razão Isabela. Eu vou lá. E ninguém me segura!
Logo depois o quarto estava vazio e ouve-se batidas na porta do quarto. E a voz de Jaime se ouve e ele vai abrindo a porta.
- Clarinha. Filha? - Pergunta ele triste. Ele vê a cama toda embolada e pensa que a filha está ali no escuro.
- Sei que você quer ter mais do que temos filha. Mas foi o que eu pude te dar. Não tive tempo para estudar. E por causa disso o máximo que consegui foi aquela venda na rodoviária. Mas você pode. Você só tem que estudar e trabalhar muito. Se esforçar.... - De repente Jaime balança um pouco as cobertas e vê que não é a filha. - Clara? Clarinha? - Ele apavorado roda o quarto e fala: - Cadê você filha.
- É. Cortaram a luz de novo.
A menina passa na frente de Jaime o empurrando com brutalidade e entra na casa.
Logo a cena muda para Clara e Jaime jantando numa mesa com uma perna menor do que as outras sendo equilibrada por um monte de livros. Um copo virado servia de castiçal para equilibrar a única vela acesa. O barraco agora mais iluminado se via que estava precisando de uma boa pintura e de moveis novos.
Clara mexia na panela que servia de prato com o garfo com descrença e tristeza. Jaime olha para ela triste enquanto mexia no ultimo grão de arroz que tinha sobrado.
- Você sabia que íamos ficar sem energia Clara. Eu tinha te avisado.
- Porque não pagou a conta pai? - Pergunta Clara nervosa.
- Porque eu tive que escolher entre pagar a luz daqui ou da rodoviária.
- Podia pelo menos ter deixado eu ir para o jantar da minha mãe. Assim não teria que comer no escuro.
- Não estamos comendo no escuro Clarinha. Não está vendo o seu prato. Então não estamos no escuro.
- Eu estou sem fome. - Diz ela se levantando e deixou a penela na mesa quase cheia.
- Não comeu nada filha. Isso não vai para o lixo. Ficará para amanhã.
Ela fechando a porta do único quarto que tinha grita alto.
- Eu não vou comer isso amanhã pai!
Jaime triste pega a panela amaçada que a filha comia e coloca em seu prato e depois coloca na geladeira.
Clara dentro do quarto que era iluminado apenas pela janela aberta se deita na cama até que ouve um "psiu". Ela levanta a cara do travesseiro e vê Isabela na janela. Uma menina bronzeada, com muita maquiagem no rosto e um grande brinco.
- Ei o que aconteceu Clarinha.
- Não está vendo que estamos sem energia de novo.
- Seu pai é folgado mesmo. Esqueceu de novo de pagar a conta de luz?
- Sim. - Diz a menina indo até a janela. - Larga desse chororô porque não vem pra minha casa. Vou fazer uma festinha com as meninas.
- Meu pai não ia me deixar.
- Vem escondida uai.
- Se for para ir escondida eu ia para a casa da minha mãe.
- Sua mãe? Mas sua mãe não tinha morrido?
- Não. Tinha falado isso só para não te torrar a cabeça com meus problemas. - Diz Clara se recostando no parapeito da janela. - Ela fugiu da cidade depois que eu nasci e agora está rica. Está morando na mansão da viúva Sheron.
- Sua mãe está morando na casa da viúva Sheron? Mentira! Jura?
- Sim. Ela apareceu hoje a tarde para mim e meu pai e contou tudo. E chamou agente para jantar com ela.
- Quem sabe não é para chamar vocês para morar lá também?
- Pois é. Mas meu pai ainda está sentido porque ela fugiu. E não quer ir.
- Mas porque você não vai sozinha?
- Ele também não deixa.
- E você vai perder a chance de ver a casa da viúva Sheron por dentro por causa do besta do seu pai? É seu direito. É sua mãe!
- Tem razão Isabela. Eu vou lá. E ninguém me segura!
Logo depois o quarto estava vazio e ouve-se batidas na porta do quarto. E a voz de Jaime se ouve e ele vai abrindo a porta.
- Clarinha. Filha? - Pergunta ele triste. Ele vê a cama toda embolada e pensa que a filha está ali no escuro.
- Sei que você quer ter mais do que temos filha. Mas foi o que eu pude te dar. Não tive tempo para estudar. E por causa disso o máximo que consegui foi aquela venda na rodoviária. Mas você pode. Você só tem que estudar e trabalhar muito. Se esforçar.... - De repente Jaime balança um pouco as cobertas e vê que não é a filha. - Clara? Clarinha? - Ele apavorado roda o quarto e fala: - Cadê você filha.
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