Uma casa grande, com um jardim muito bonito e portão fechado com grades de ferro estava sendo vigiado por dois homens dentro de um carro. Era Lee e Lecir. Lee está sentado no banco do carona e colocava balas numa pistola. Ele estava vestido todo de preto e com um capuz preto na cabeça. Lecir respirando com dificuldade estava no volante do carro e olhava com os olhos esbugalhados para o amigo. Lee falava com calma.
- Fique aqui. Qualquer movimento estranho na rua dá um toque no meu celular. Se eu não voltar em meia hora você vai embora.
- Vamos embora Lee. Vamos sair dessa.
- Cala boca Lecir. Você sabe que não podemos. Ninguém sai do bando de Levy. Só morto.
- Agente foge.
- Fica frio Lecir. Eu já matei. Não é a primeira vez.
Lecir fica calado. Sabia que o amigo fazia trabalhos para Levy que ele não estava presente. E desconfiava dos inimigos desaparecidos logo depois do trabalho. Mas ouvir o amigo de infância falar assim era outra história. Nunca pretendeu entrar no crime. Foi algo que simplesmente aconteceu. Dava mais dinheiro. Não machucava ninguém vender drogas. Mas nunca pensou que um dia as coisas iam ficar tão sérias assim. Se envolvendo com policiais corruptos, pessoas importantes do governo e crime organizado.
Lee coloca a arma na barguilha da calça e sai do carro colocando o capuz cobrindo o rosto. Lee pega um enorme alicate no porta malas do carro e vai até o portão. E arrebenta o cadeado que trancava o portão. Ele deixa o alicate no chão, abre o portão e entra.
Tudo estava muito escuro. A lua clara iluminava a entrada da casa. Lee abre a porta de entrada da casa e tenta enxergar algum móvel para não derrubar. Mas não consegue ver nada. Ele tenta alcançar o interruptor para ligar a luz. Assim que acende se ouve um barulho muito alto. De inicio ele pensa que é a lampada que estourou. Mas ao acender a lampada vê apenas um homem com um sorriso no rosto e uma arma na mão. De repente ele sente a camiseta ficar molhada e quente. Ele coloca a mão no peito e sente uma pontada enorme vindo do meio do peito. O seu celular vibra. Ele retira a mão e olha o sangue escorrendo entre os dedos. Lee sai correndo para fora da casa e o homem percebe que tem que atirar novamente. Lee sai correndo para fora e o homem atrás dele dá mais dois tiros em suas costas. Lecir vendo a cena liga o carro e quando Lee pula pela janela do carro para dentro do banco de trás ele acelera o carro.
- Lee fala comigo brother!!!
Os tiros do homem ressoam pelo carro. Lee cuspindo sangue ainda fala:
- Abaixa a cabeça e acelera.
Lecir obedecendo fala:
- Eu vou te levar para um hospital.
- Não adianta Lecir. Taca para o barraco. O Tuca armou pra você. Era pra te matar. Não tinha nada na casa. Era armação. - Lee começa a cuspir mais sangue, e o cuspi vira um vomito até que ele para ficando imóvel, com os olhos estartalados. Ele estava morto. Lecir chorando continua a dirigir e gritando:
- Lee! Fala comigo cara!
Lee entra no barracão aonde Levy morava e mantinha a central do trafico de drogas em Erotildes. Ele para o carro diante o barracão. O dia amanhecia. Lecir sai do carro e vai até o banco de trás e puxa Lee morto no fundo do carro. O coloca nas costas e vai carregando-o até abrir a porta. Levy estava deitado num colchonete no chão, sem camisa, beijando duas mulheres que estavam só de roupas intimas em cima dele com alguns viciados o olhando. Quando Lecir chega, abre a porta e joga o corpo de Lee no chão, todos se viram para ele.
-Levy, mataram o Lee. Ajuda!
Levy se levanta e aponta para dois caras e fala:
- Levem o corpo para a cozinha. O que aconteceu Lecir?
- O Tuca armou pra mim. Ele tá querendo me matar. O Lee foi no meu lugar. Mataram ele. Era para ser eu.
- Vai no banheiro. Tira essas machas de sangue de você. Vou arrumar para te tirar daqui. Se o Tuca quer você morto. Erotildes não é um bom lugar para te tirar.
Dois caras levam Lee para a cozinha e Levy vai junto. Lecir vai para o banheiro e se olha no espelho. Estava todo manchado de sangue. Ele tira a camisa e a molha no lavatório e começa a esfregar o rosto.
Na cozinha os dois homem jogam Lee no chão. E Levy chama os dois mais para perto.
- Vem aqui...- Ao se aproximar um dos homens pisa no bolso de Lee aonde estava o celular. E começa a chamar o número da chamada perdida.
Levy no banheiro sente o celular vibrar e atende apavorado vendo o número de Lee. Ao atender ouve a voz de Levy falando:
- Temos que acabar com o Lecir. O Tuca não pode saber que falhamos se não agente vai tudo para cadeia. Ele foi ter ideia de fazer aquela festinha idiota com a vagabundinha. Agora estamos na mira da policia. Primeiro vamos matar ele, depois a namoradinha dele. Vamos lá?
Lecir na hora coloca o celular no bolso. Enrola a camisa molhada na fechadura da porta e na torneira do banheiro. E corre para a janelinha do banheiro. Sobe em cima do box de vidro e chuta a janela. Ela se abala mas não arrebenta. Alguém tenta abrir a fechadura da porta. Lecir olha assustado.
- Lecir abre ai. Temos que ir. - Diz Levy nervoso.
Eles chutam para arrombar a porta. E Levy chuta mais uma vez a janela do banheiro se equilibrando com a mão no box do banheiro e segurando no chuveiro. Levy dá outro chute na porta do banheiro fazendo a torneira do banheiro ser arrancada e jogando um monte de água entre Levy e Lecir. Lecir chuta mais uma vez a janela arrebentando a janela com um pedaço da parede do banheiro. E quando os dois homens atiram no banheiro sem ver que ele estava em cima do box, Lecir pula pelo buraco feito pela janela arrebentada bem na hora que o box que ele se equilibrava se destrói por causa dos tiros.
Lecir pula para fora do barraco e sai correndo para a frente da casa. E corre em direção ao seu carro estacionado na frente. Os dois homens que estavam falando com Levy corre para fora também dá vários tiros em direção a Lecir. Por sorte ele já estava dentro do carro e o ligado o carro. Ele quando os tiros aconteceram só se curvou deitando no banco e depois que pararam para avançar. Ele pisou no acelerador, afastando o carro dos bandidos.
Lecir respira fundo para tentar se acalmar e conseguir dirigir o carro. Mas para seu desespero ele vê o carro de Levy atrás dele. Estavam a uma certa distancia porém o transito não estava nada bom. Levy olha para o banco de trás por alguns segundos para ver o sangue de seu amigo morto. Mas para sua surpresa ele encontra a arma de Lee. Talvez tenha caído do bolso do colega.
A pista de duas mãos e muito apertada se fecha num engarrafamento. Lecir não pensa duas vezes em virar o carro pela calçada e entrar num beco atrás do banco da cidade. Mas para seu desespero Levy faz a mesa coisa. Olhando para trás para ver isso, Lecir acaba perdendo o controle do carro e batendo num poste. Lecir não para e no meio das ferragens tenta sair caindo no chão. E de repente um monte de balas voa sobre sua cabeça. Era Levy que também sai do carro. Todos no engarrafamento gritam de desespero. Lecir ainda no chão atira bem no pé de Levy que cai gritando de dor. Ele aproveita e sai correndo. Só que os dois capangas de Levy está atrás dele. Lecir entra num beco e pula uma grade de ferro. Os dois bandidões faz a mesma coisa. Lecir corre e se vê preso no fundo de algum prédio onde tinha apenas alguns lixos e uma caixa d'água. Os bandidões se aproximam e atira na direção de Lecir. Ele corre e se esconde atrás de uma caixa de água e atira também. Ele só vê uma saída. E com rapidez sobe nas escadas da caixa d'água enquanto os bandidos tentavam atirar nele. No meio do caminho Lecir atira para afujentar os bandidos e continua a subir. Quando chega a uma certa distancia do teto do prédio, ele pula e acaba quebrando o telhado e caindo em cima de uma cama na qual uma mulher estava deitada. Ela olha assustada para ele e grita e vai para sair correndo mas ele a segura e fala em desespero.
- Por favor! Me ajuda! Eles querem me matar!
Os dois capangas de Levy entram no quarto de repente com arma na mão. A porta estava aberta e a menina deitada na cama tapando o rosto com o cobertor grita rápido.
- Ele saiu por ali! - Diz ela apontando para fora. Eles correndo seguem aonde ela aponta. Um olha para o outro e fala:
- Perdemos ele.
- Droga. Vamos voltar para ajudar o Levy.
Eles vão embora e Lecir sai debaixo da cama.
A menina, uma coreana de mais ou menos quinze anos estava vestida com um pijama branco, com bolinhas cor de rosa, uma bermudinha pequena e uma blusa de alcinha. Os cabelos negros e lisos, eram curtos, com uma franja enorme quase tapando os pequeninos olhos amedrontados. Ela com delicadeza corre e tranca a porta do quarto.
O quarto era de um hotel barato de Erotildes. A pintura das paredes era um azul esverdeado, a cama de ferro e de molas gemia a cada mexida nela. A única janela era pequena e com grades de ferros que tapava sessenta por cento do sol. O cobertor, era claro que era da menina. Cor de rosa também.
Lecir sem camisa, com vestígios do sangue de Lee escorrendo pelo corpo, vestindo uma calça jeans surrada e um sapatenis que acabou abrindo quando saiu dos estilhaços do carro. Ele sai de baixo da cama e fala ofegante:
- Obrigado.
Ela vai até sua mala, da Hello Kit e abre e pega uma camiseta branca enorme, a mais masculina possível. E um chinelo de número três vezes menor que o de Lecir e deixa a sua frente e depois se recosta a parede com medo. Lecir pega e sai pela porta falando:
- Obrigado mais uma vez. Obrigado.
Tinha que ir até Isabela. Ela estava também correndo risco.
- Fique aqui. Qualquer movimento estranho na rua dá um toque no meu celular. Se eu não voltar em meia hora você vai embora.
- Vamos embora Lee. Vamos sair dessa.
- Cala boca Lecir. Você sabe que não podemos. Ninguém sai do bando de Levy. Só morto.
- Agente foge.
- Fica frio Lecir. Eu já matei. Não é a primeira vez.
Lecir fica calado. Sabia que o amigo fazia trabalhos para Levy que ele não estava presente. E desconfiava dos inimigos desaparecidos logo depois do trabalho. Mas ouvir o amigo de infância falar assim era outra história. Nunca pretendeu entrar no crime. Foi algo que simplesmente aconteceu. Dava mais dinheiro. Não machucava ninguém vender drogas. Mas nunca pensou que um dia as coisas iam ficar tão sérias assim. Se envolvendo com policiais corruptos, pessoas importantes do governo e crime organizado.
Lee coloca a arma na barguilha da calça e sai do carro colocando o capuz cobrindo o rosto. Lee pega um enorme alicate no porta malas do carro e vai até o portão. E arrebenta o cadeado que trancava o portão. Ele deixa o alicate no chão, abre o portão e entra.
Tudo estava muito escuro. A lua clara iluminava a entrada da casa. Lee abre a porta de entrada da casa e tenta enxergar algum móvel para não derrubar. Mas não consegue ver nada. Ele tenta alcançar o interruptor para ligar a luz. Assim que acende se ouve um barulho muito alto. De inicio ele pensa que é a lampada que estourou. Mas ao acender a lampada vê apenas um homem com um sorriso no rosto e uma arma na mão. De repente ele sente a camiseta ficar molhada e quente. Ele coloca a mão no peito e sente uma pontada enorme vindo do meio do peito. O seu celular vibra. Ele retira a mão e olha o sangue escorrendo entre os dedos. Lee sai correndo para fora da casa e o homem percebe que tem que atirar novamente. Lee sai correndo para fora e o homem atrás dele dá mais dois tiros em suas costas. Lecir vendo a cena liga o carro e quando Lee pula pela janela do carro para dentro do banco de trás ele acelera o carro.
- Lee fala comigo brother!!!
Os tiros do homem ressoam pelo carro. Lee cuspindo sangue ainda fala:
- Abaixa a cabeça e acelera.
Lecir obedecendo fala:
- Eu vou te levar para um hospital.
- Não adianta Lecir. Taca para o barraco. O Tuca armou pra você. Era pra te matar. Não tinha nada na casa. Era armação. - Lee começa a cuspir mais sangue, e o cuspi vira um vomito até que ele para ficando imóvel, com os olhos estartalados. Ele estava morto. Lecir chorando continua a dirigir e gritando:
- Lee! Fala comigo cara!
Lee entra no barracão aonde Levy morava e mantinha a central do trafico de drogas em Erotildes. Ele para o carro diante o barracão. O dia amanhecia. Lecir sai do carro e vai até o banco de trás e puxa Lee morto no fundo do carro. O coloca nas costas e vai carregando-o até abrir a porta. Levy estava deitado num colchonete no chão, sem camisa, beijando duas mulheres que estavam só de roupas intimas em cima dele com alguns viciados o olhando. Quando Lecir chega, abre a porta e joga o corpo de Lee no chão, todos se viram para ele.
-Levy, mataram o Lee. Ajuda!
Levy se levanta e aponta para dois caras e fala:
- Levem o corpo para a cozinha. O que aconteceu Lecir?
- O Tuca armou pra mim. Ele tá querendo me matar. O Lee foi no meu lugar. Mataram ele. Era para ser eu.
- Vai no banheiro. Tira essas machas de sangue de você. Vou arrumar para te tirar daqui. Se o Tuca quer você morto. Erotildes não é um bom lugar para te tirar.
Dois caras levam Lee para a cozinha e Levy vai junto. Lecir vai para o banheiro e se olha no espelho. Estava todo manchado de sangue. Ele tira a camisa e a molha no lavatório e começa a esfregar o rosto.
Na cozinha os dois homem jogam Lee no chão. E Levy chama os dois mais para perto.
- Vem aqui...- Ao se aproximar um dos homens pisa no bolso de Lee aonde estava o celular. E começa a chamar o número da chamada perdida.
Levy no banheiro sente o celular vibrar e atende apavorado vendo o número de Lee. Ao atender ouve a voz de Levy falando:
- Temos que acabar com o Lecir. O Tuca não pode saber que falhamos se não agente vai tudo para cadeia. Ele foi ter ideia de fazer aquela festinha idiota com a vagabundinha. Agora estamos na mira da policia. Primeiro vamos matar ele, depois a namoradinha dele. Vamos lá?
Lecir na hora coloca o celular no bolso. Enrola a camisa molhada na fechadura da porta e na torneira do banheiro. E corre para a janelinha do banheiro. Sobe em cima do box de vidro e chuta a janela. Ela se abala mas não arrebenta. Alguém tenta abrir a fechadura da porta. Lecir olha assustado.
- Lecir abre ai. Temos que ir. - Diz Levy nervoso.
Eles chutam para arrombar a porta. E Levy chuta mais uma vez a janela do banheiro se equilibrando com a mão no box do banheiro e segurando no chuveiro. Levy dá outro chute na porta do banheiro fazendo a torneira do banheiro ser arrancada e jogando um monte de água entre Levy e Lecir. Lecir chuta mais uma vez a janela arrebentando a janela com um pedaço da parede do banheiro. E quando os dois homens atiram no banheiro sem ver que ele estava em cima do box, Lecir pula pelo buraco feito pela janela arrebentada bem na hora que o box que ele se equilibrava se destrói por causa dos tiros.
Lecir pula para fora do barraco e sai correndo para a frente da casa. E corre em direção ao seu carro estacionado na frente. Os dois homens que estavam falando com Levy corre para fora também dá vários tiros em direção a Lecir. Por sorte ele já estava dentro do carro e o ligado o carro. Ele quando os tiros aconteceram só se curvou deitando no banco e depois que pararam para avançar. Ele pisou no acelerador, afastando o carro dos bandidos.
Lecir respira fundo para tentar se acalmar e conseguir dirigir o carro. Mas para seu desespero ele vê o carro de Levy atrás dele. Estavam a uma certa distancia porém o transito não estava nada bom. Levy olha para o banco de trás por alguns segundos para ver o sangue de seu amigo morto. Mas para sua surpresa ele encontra a arma de Lee. Talvez tenha caído do bolso do colega.
A pista de duas mãos e muito apertada se fecha num engarrafamento. Lecir não pensa duas vezes em virar o carro pela calçada e entrar num beco atrás do banco da cidade. Mas para seu desespero Levy faz a mesa coisa. Olhando para trás para ver isso, Lecir acaba perdendo o controle do carro e batendo num poste. Lecir não para e no meio das ferragens tenta sair caindo no chão. E de repente um monte de balas voa sobre sua cabeça. Era Levy que também sai do carro. Todos no engarrafamento gritam de desespero. Lecir ainda no chão atira bem no pé de Levy que cai gritando de dor. Ele aproveita e sai correndo. Só que os dois capangas de Levy está atrás dele. Lecir entra num beco e pula uma grade de ferro. Os dois bandidões faz a mesma coisa. Lecir corre e se vê preso no fundo de algum prédio onde tinha apenas alguns lixos e uma caixa d'água. Os bandidões se aproximam e atira na direção de Lecir. Ele corre e se esconde atrás de uma caixa de água e atira também. Ele só vê uma saída. E com rapidez sobe nas escadas da caixa d'água enquanto os bandidos tentavam atirar nele. No meio do caminho Lecir atira para afujentar os bandidos e continua a subir. Quando chega a uma certa distancia do teto do prédio, ele pula e acaba quebrando o telhado e caindo em cima de uma cama na qual uma mulher estava deitada. Ela olha assustada para ele e grita e vai para sair correndo mas ele a segura e fala em desespero.
- Por favor! Me ajuda! Eles querem me matar!
Os dois capangas de Levy entram no quarto de repente com arma na mão. A porta estava aberta e a menina deitada na cama tapando o rosto com o cobertor grita rápido.
- Ele saiu por ali! - Diz ela apontando para fora. Eles correndo seguem aonde ela aponta. Um olha para o outro e fala:
- Perdemos ele.
- Droga. Vamos voltar para ajudar o Levy.
Eles vão embora e Lecir sai debaixo da cama.
A menina, uma coreana de mais ou menos quinze anos estava vestida com um pijama branco, com bolinhas cor de rosa, uma bermudinha pequena e uma blusa de alcinha. Os cabelos negros e lisos, eram curtos, com uma franja enorme quase tapando os pequeninos olhos amedrontados. Ela com delicadeza corre e tranca a porta do quarto.
O quarto era de um hotel barato de Erotildes. A pintura das paredes era um azul esverdeado, a cama de ferro e de molas gemia a cada mexida nela. A única janela era pequena e com grades de ferros que tapava sessenta por cento do sol. O cobertor, era claro que era da menina. Cor de rosa também.
Lecir sem camisa, com vestígios do sangue de Lee escorrendo pelo corpo, vestindo uma calça jeans surrada e um sapatenis que acabou abrindo quando saiu dos estilhaços do carro. Ele sai de baixo da cama e fala ofegante:
- Obrigado.
Ela vai até sua mala, da Hello Kit e abre e pega uma camiseta branca enorme, a mais masculina possível. E um chinelo de número três vezes menor que o de Lecir e deixa a sua frente e depois se recosta a parede com medo. Lecir pega e sai pela porta falando:
- Obrigado mais uma vez. Obrigado.
Tinha que ir até Isabela. Ela estava também correndo risco.