Fernanda abre seus olhos. Era de manhã e teria muito serviço para ser feito. Ela se levanta da cama se espreguiçando e passa a mão do lado da cama que ficava o marido, que agora estava morto. Ricardo estava lá, sentado do lado da esposa e fala com carinho.
- Bom dia minha esposa.
Ela se levanta e alisa um gato que pula em sua cama.
- Meu querido Baby, só você para retirar todo a minha tristeza de não ter meu querido Ricardo comigo.
Ela segura o gato pelas mãos e desse as escadas para a loja, aonde estava sua nora pegando algo na estante de mantimentos e colocando numa sesta.
- Felícia, querida, o que está fazendo? - Diz Fernanda colocando o gato no chão.
- Desculpe não ter te avisado dona Fernanda. Mas Cristiana me pediu para separar alguns mantimentos para fazer o almoço de hoje.
- Mas porque pegar daqui? Se está faltando mantimentos devemos pegar com os fornecedores para encher o estoque.
- Dona Fernanda, não sei se a senhora está notando, mas não temos dinheiro esse mês para pagar os fornecedores.
- Porque não?
- Ninguém está comprando de nós. A dias que não vendemos nada nesse mercado?
- Mas porque nossos clientes pararam de vir aqui? Abriram por acaso alguma loja concorrente?
- Que eu saiba não dona Fernanda. - Diz Felícia colocando as sua sesta de mantimentos no chão.
De repente chega na loja Cristiana correndo. E para pegando ar.
- O que é isso Cristiana? Que correria é essa? Está sendo perseguida? - Pergunta Fernanda assustada.
- Não mãe. Não estou sendo perseguida. Mas estou prestes a perseguir alguém e matar.
- Porque minha filha? Que raiva toda é essa?
- Acabo de saber pelo Daniel que a Selina, filha dos vizinhos aqui do lado, está espalhando para todo mundo que o papai anda aparecendo aqui na loja.
- Mas o seu pai morreu. - Diz Fernanda sem saber que Ricardo estava do seu lado ouvindo a conversa intrigado, junto de outro tanto de gente que já tinha morrido, e que frequentava o mercado que no mundo dos mortos era um bar. Fábio também estava lá intrigado com aquilo ao lado de Arabela, sua mãe. - Ele não pode frequentar mais nossa casa.
- Pois o Daniel falou que a Selina está jurando para todos de pés juntos, que viu o papai assombrando o mercado dele.
- Pois vamos conversar agora com essa tal menina e dizer para ela que se enganou. - Diz Fernanda já saindo do mercado, acompanhada do marido, o sogro e a sogra, junto da filha e da nora, com o gato entrelaçando nas suas pernas e quase lhe fazendo cair. Quando Fernanda chega na porta vizinha está Selina, e uma outra senhora idosa que é sua mãe, conversando com uma outra mulher.
- Pois Selina, que história é essa de sair por ai dizendo que viu meu marido andando pelo meu mercado.
Selina se vira para a mulher nervosa e fala:
- Pois eu vi sim senhora dona Fernanda. Vi com esses olhos que a terra ai de comer.
- Pois a senhorita deve ter se enganado. Meu marido morreu a quase um mês.
A senhora que é mãe de Selina fala com orgulho:
- Pois é gente morta mesmo que minha filha vê. Ela é sensitiva e vê de um tudo nesse mundo.
Fernanda com paciência fala:
- Pois eu tenho certeza que a senhorita se enganou. Meu marido morreu e foi para junto de Deus. E o que a senhora viu com certeza, foi a minha filha, ou a namorada dela andando pelo mercado.
Selina com um sorriso fala:
- A senhora pensa que me engana? Eu sei o que vocês fizeram com ele. Ele está me falando aqui no meu ouvido.
Ricardo vê a cena intrigado.
- Eu não estou falando nada não. Essa mulher é louca.
E Selina continua:
- Ele está me falando que não iria aceitar a filha dele virar uma sapata de jeito nenhum. E vocês foram e mataram ele. As duas sapatas mataram o pobre homem, e a mulher encobriu. - Diz ela colocando a mão na cabeça e fingindo que iria desmaiar.
Cristiana fala nervosa:
- Mas isso é uma calunia! Meu pai morreu porque descobriu que a minha irmã iria fazer a novela das oito. Nos nunca íamos matar meu pai só porque ele não me aceitou.
- Que mulher maluca. Não acredita nela não. - Diz Ricardo vendo que juntava um monte de gente viva na rua.
- Você deve estar se enganando querida. - Diz Fernanda com paciência.
- Minha filha nunca se engana Fernanda. - Diz a mãe novamente da vidente.
- Eu vou mostrar para ela que ela se enganou agora. - Diz Cristina pulando no cabelo da tal vidente e puxando com toda força que tinha. Fernanda e Felícia puxavam a filha de um lado e a mãe de Selina e a outra a mulher com quem ela fofocava puxava do outro. E no meio daquela gritaria Fernanda estava sendo agarrada pelo gato nas pernas. Ela sem prestar atenção acaba chutando o gatinho falando:
- Sai Baby! Deixa eu defender minha filha!
Mas o gato é chutado para o meio da rua. E todos param de brigar para ver o gato sendo transpassado por um carro em alta velocidade. Todos da rua veem com tristeza Fernanda gritando bem alto para todos ouvirem:
- BABY!!!! Meu bebê! Minha vida!
Fernanda cai de joelhos no chão do asfalto aos berros e segura o corpinho do gato com os miolos dele caindo em sua saia.
Ricardo vê a cena triste ao lado do pai. E de repente vê o gato que morreu roçando em suas pernas.
Fernanda está chorando quando um homem desse do carro que tinha matado o gatinho e corre até ela.
- Meu Deus senhora! Me desculpe! Eu não queria. Estava no celular e nem vi...
Fernanda se vira e para de chorar na hora ao ver a beleza do rapaz. De repente Selina corre para o rapaz gritando:
- Selmo! Meu irmão!
- Irmão? - Pergunta Felícia e Cristiana de uma vez.
A velhinha, mãe de Selina fala outra vez com orgulho.
- Sim. Meu filho, Selmo, acaba de voltar de Paris. Estava fazendo uma campanha de roupas intimas masculinas e entre umas fotos e outras resolveu dar uma passadinha aqui para ver a mamãe. Ele é modelo internacional. - Diz ela abraçando o filho.
Fernanda se levanta limpando as tripas do gato de sua saia. E o rapaz sem graça, ainda grudado na mãe e na irmã fala:
- Me desculpe dona. Eu não queria ter matado seu gatinho. Eu também gosto muito de animais e eu gostaria de te recompensar. Mas não sei como.
Fernanda sorrindo fala:
- Um jantar não ia ser nada de mau.
Ricardo ao ouvir isso quase desmaia no chão, se o pai não o tivesse segurado e o levado para dentro do bar.
- Calma meu filho. Toma essa água. - Diz colocando o filho sentado numa cadeira e pegando água para ele.
- Como ela pode pai? Não tem um mês que eu morri.
Fábio fala sério.
- Filho, a fila anda. A promessa é até que a morte os separe. E ela os separou.
- Isso não é justo pai. Eu dei tudo para essa mulher.
- E ela também te deu tudo meu filho. Mas a vida é assim.
- Não aceito. Não aceito.
De repente entra no mercado que era bar para os mortos, Fernanda abraçada a Felícia e Cristiana, as três com um grande sorriso no rosto.
- Eu não acredito mãe, que você conseguiu um jantar com o Selmo Quadrado Redondo. O modelo mais gato de todos os tempos.
- Sabia que ele foi escolhido em primeiro lugar, na lista dos homens mais charmosos do mundo fashion.
- Eu sei. Não é loucura minha. - Diz Fernanda rindo e se abanando com a mão.
Felícia fala se separando da namorada e da sogra deixando elas subirem as escadas para o quarto dizendo:
- Eu vou buscar uma pá para catar os restos do Baby.
Ricardo ouvindo isso chora mais ainda, com Baby roçando em sua perna.
- Bom dia minha esposa.
Ela se levanta e alisa um gato que pula em sua cama.
- Meu querido Baby, só você para retirar todo a minha tristeza de não ter meu querido Ricardo comigo.
Ela segura o gato pelas mãos e desse as escadas para a loja, aonde estava sua nora pegando algo na estante de mantimentos e colocando numa sesta.
- Felícia, querida, o que está fazendo? - Diz Fernanda colocando o gato no chão.
- Desculpe não ter te avisado dona Fernanda. Mas Cristiana me pediu para separar alguns mantimentos para fazer o almoço de hoje.
- Mas porque pegar daqui? Se está faltando mantimentos devemos pegar com os fornecedores para encher o estoque.
- Dona Fernanda, não sei se a senhora está notando, mas não temos dinheiro esse mês para pagar os fornecedores.
- Porque não?
- Ninguém está comprando de nós. A dias que não vendemos nada nesse mercado?
- Mas porque nossos clientes pararam de vir aqui? Abriram por acaso alguma loja concorrente?
- Que eu saiba não dona Fernanda. - Diz Felícia colocando as sua sesta de mantimentos no chão.
De repente chega na loja Cristiana correndo. E para pegando ar.
- O que é isso Cristiana? Que correria é essa? Está sendo perseguida? - Pergunta Fernanda assustada.
- Não mãe. Não estou sendo perseguida. Mas estou prestes a perseguir alguém e matar.
- Porque minha filha? Que raiva toda é essa?
- Acabo de saber pelo Daniel que a Selina, filha dos vizinhos aqui do lado, está espalhando para todo mundo que o papai anda aparecendo aqui na loja.
- Mas o seu pai morreu. - Diz Fernanda sem saber que Ricardo estava do seu lado ouvindo a conversa intrigado, junto de outro tanto de gente que já tinha morrido, e que frequentava o mercado que no mundo dos mortos era um bar. Fábio também estava lá intrigado com aquilo ao lado de Arabela, sua mãe. - Ele não pode frequentar mais nossa casa.
- Pois o Daniel falou que a Selina está jurando para todos de pés juntos, que viu o papai assombrando o mercado dele.
- Pois vamos conversar agora com essa tal menina e dizer para ela que se enganou. - Diz Fernanda já saindo do mercado, acompanhada do marido, o sogro e a sogra, junto da filha e da nora, com o gato entrelaçando nas suas pernas e quase lhe fazendo cair. Quando Fernanda chega na porta vizinha está Selina, e uma outra senhora idosa que é sua mãe, conversando com uma outra mulher.
- Pois Selina, que história é essa de sair por ai dizendo que viu meu marido andando pelo meu mercado.
Selina se vira para a mulher nervosa e fala:
- Pois eu vi sim senhora dona Fernanda. Vi com esses olhos que a terra ai de comer.
- Pois a senhorita deve ter se enganado. Meu marido morreu a quase um mês.
A senhora que é mãe de Selina fala com orgulho:
- Pois é gente morta mesmo que minha filha vê. Ela é sensitiva e vê de um tudo nesse mundo.
Fernanda com paciência fala:
- Pois eu tenho certeza que a senhorita se enganou. Meu marido morreu e foi para junto de Deus. E o que a senhora viu com certeza, foi a minha filha, ou a namorada dela andando pelo mercado.
Selina com um sorriso fala:
- A senhora pensa que me engana? Eu sei o que vocês fizeram com ele. Ele está me falando aqui no meu ouvido.
Ricardo vê a cena intrigado.
- Eu não estou falando nada não. Essa mulher é louca.
E Selina continua:
- Ele está me falando que não iria aceitar a filha dele virar uma sapata de jeito nenhum. E vocês foram e mataram ele. As duas sapatas mataram o pobre homem, e a mulher encobriu. - Diz ela colocando a mão na cabeça e fingindo que iria desmaiar.
Cristiana fala nervosa:
- Mas isso é uma calunia! Meu pai morreu porque descobriu que a minha irmã iria fazer a novela das oito. Nos nunca íamos matar meu pai só porque ele não me aceitou.
- Que mulher maluca. Não acredita nela não. - Diz Ricardo vendo que juntava um monte de gente viva na rua.
- Você deve estar se enganando querida. - Diz Fernanda com paciência.
- Minha filha nunca se engana Fernanda. - Diz a mãe novamente da vidente.
- Eu vou mostrar para ela que ela se enganou agora. - Diz Cristina pulando no cabelo da tal vidente e puxando com toda força que tinha. Fernanda e Felícia puxavam a filha de um lado e a mãe de Selina e a outra a mulher com quem ela fofocava puxava do outro. E no meio daquela gritaria Fernanda estava sendo agarrada pelo gato nas pernas. Ela sem prestar atenção acaba chutando o gatinho falando:
- Sai Baby! Deixa eu defender minha filha!
Mas o gato é chutado para o meio da rua. E todos param de brigar para ver o gato sendo transpassado por um carro em alta velocidade. Todos da rua veem com tristeza Fernanda gritando bem alto para todos ouvirem:
- BABY!!!! Meu bebê! Minha vida!
Fernanda cai de joelhos no chão do asfalto aos berros e segura o corpinho do gato com os miolos dele caindo em sua saia.
Ricardo vê a cena triste ao lado do pai. E de repente vê o gato que morreu roçando em suas pernas.
Fernanda está chorando quando um homem desse do carro que tinha matado o gatinho e corre até ela.
- Meu Deus senhora! Me desculpe! Eu não queria. Estava no celular e nem vi...
Fernanda se vira e para de chorar na hora ao ver a beleza do rapaz. De repente Selina corre para o rapaz gritando:
- Selmo! Meu irmão!
- Irmão? - Pergunta Felícia e Cristiana de uma vez.
A velhinha, mãe de Selina fala outra vez com orgulho.
- Sim. Meu filho, Selmo, acaba de voltar de Paris. Estava fazendo uma campanha de roupas intimas masculinas e entre umas fotos e outras resolveu dar uma passadinha aqui para ver a mamãe. Ele é modelo internacional. - Diz ela abraçando o filho.
Fernanda se levanta limpando as tripas do gato de sua saia. E o rapaz sem graça, ainda grudado na mãe e na irmã fala:
- Me desculpe dona. Eu não queria ter matado seu gatinho. Eu também gosto muito de animais e eu gostaria de te recompensar. Mas não sei como.
Fernanda sorrindo fala:
- Um jantar não ia ser nada de mau.
Ricardo ao ouvir isso quase desmaia no chão, se o pai não o tivesse segurado e o levado para dentro do bar.
- Calma meu filho. Toma essa água. - Diz colocando o filho sentado numa cadeira e pegando água para ele.
- Como ela pode pai? Não tem um mês que eu morri.
Fábio fala sério.
- Filho, a fila anda. A promessa é até que a morte os separe. E ela os separou.
- Isso não é justo pai. Eu dei tudo para essa mulher.
- E ela também te deu tudo meu filho. Mas a vida é assim.
- Não aceito. Não aceito.
De repente entra no mercado que era bar para os mortos, Fernanda abraçada a Felícia e Cristiana, as três com um grande sorriso no rosto.
- Eu não acredito mãe, que você conseguiu um jantar com o Selmo Quadrado Redondo. O modelo mais gato de todos os tempos.
- Sabia que ele foi escolhido em primeiro lugar, na lista dos homens mais charmosos do mundo fashion.
- Eu sei. Não é loucura minha. - Diz Fernanda rindo e se abanando com a mão.
Felícia fala se separando da namorada e da sogra deixando elas subirem as escadas para o quarto dizendo:
- Eu vou buscar uma pá para catar os restos do Baby.
Ricardo ouvindo isso chora mais ainda, com Baby roçando em sua perna.
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