segunda-feira, 29 de abril de 2013

Capitulo 32 - Os problemas de seu José

José estando no balcão da mercearia que era de Ricardo, que é no mundo dos vivos e no mundo dos mortos é um bar servia bebidas para mais um grupo de amigos sentados de junto ao balcão. Quando Fábio chega ao lado de Ricardo com um grande sorriso no rosto.
- Fui fazer compra pela primeira vez com meu filho pai. - Diz levando as coisas para a cozinha no fundo da loja.
- É filho. Que bom que você está alegre. Mas eu não estou. 
- O que foi vô? - Pergunta Ricardo ajudando a colocar as coisas dentro da sacola no estante.
- O que foi? Sua tia de novo Ricardo! - Diz ele nervoso. 
- Eu nem tive tempo de conhecer minha tia. Ela morreu, eu era muito novo. - Fala Ricardo rindo. - Ela só fica naquela faculdade.
- Ela está saindo com aquele tal de Ailton. - Fala José nervoso.
- O mordomo da Sheron. - Pergunta Fábio rindo. - Aquele cara tem vida própria? Pensei que fosse apenas marionete da dondoca.
- Eu fiquei sabendo que eles eram amantes quando vivos? - Pergunta Ricardo interessado.
- Cuidado meu filho. Já te falei das conversalhada que você tinha quando vivo. Nos víamos tudo daqui.
Fábio e Ricardo termina de desempacotar as coisas e vai até o balcão ajudar a servir as mesas. José fala para o neto e o filho.
- Agora que vocês chegaram. Eu vou ter uma conversa séria com a Severina.
José deixa os dois e sai para a casa ao lado. Um muro enorme e um portão grande. José apenas atravessa ele e no quintal está umas três barracas armadas e várias pessoas cozinhando algo num fogo. 
- Boa noite gente. 
- Seu José, sua filha está toda nervozinha ai dentro. - Diz uma senhora gorda. - Maltratou até meu filho.
- Ela está nervosa Giuslene. Me desculpe. 
Ele entra na casa atravessando também a porta. Na sala várias pessoas viam televisão comendo pipoca. 
Um rapaz com roupas dos anos trinta grita:
- Vem assistir televisão com agente seu José. O filme está batuta. 
- Agora não Jonatham. Tenho que achar a Severina.
- Está no quarto.
José atravessa o corredor se desviando das várias pessoas que estavam passando e atravessa a porta do quarto que estava fechada. Severina estava no quarto em cima da mesa do computador fazendo o dever de casa enquanto um pessoa viva dormia na cama.
- Filha que vexame foi aquele na porta do meu bar?
- Vergonha? O que mais que eu fiz? Dei só uns beijinhos no meu namorado! Não posso? Pelo que eu saiba já passei do quinze anos a mais de sessenta anos. Pra falar a verdade já estava na hora de eu começar a fazer isso.
- Não é porque você está morta que deixou de ser minha filha e me deve o respeito.
- Respeito é você que deveria dar! Está todas as minhas amigas da faculdade querendo agarrar meu pai.
- O que?- Diz ele rindo.
- É isso que você me ouviu. Eu não gostei de você ter rejuvenecido. Minha mãe está lá, deprimida.
- Ela pode também rejuvenecer minha filha. Ela é que não quer.
- Ela se dá ao respeito. Sabe que não precisa mais ter beleza.
- Duvido que se você tivesse tido chance de envelhecer também não ia querer rejuvenecer.
- Eu morri assim não foi porque eu quis pai. Eu queria ter casado. - Ela começa a chorar. - Eu queri ter tido filhos. Mas não pude. Deus não deixou.
José se senta na cama onde uma jovem roncava. E fala triste:
- Filha eu só quero que você tome cuidado. Esse seu desespero em ser livre me assusta. Eu estou do seu lado. E tenha cuidado com o seu namorado. Não confio nele.
- Pai o que o Ailton te fez?
- Nada filha. Mas ele não me parece confiável.
- Ok pai. Então faz o seguinte. Eu não vou me importar com sua juventude, os comentários maliciosos das minhas amigas e você não se intromete no meu namoro com o Ailton.
Severina sai nervosa, deixando José chateado dentro do quarto. Ele queria ajuda-la. Mas não sabia que jeito. De repente Roberta entra dentro do quarto.
- José?
- Roberta? Tudo bem?
- É que eu vim ver a Selina. - Diz ela apontando para a menina deitada na cama roncando. - Ela é minha neta.
- Sua neta? Não sabia que você era casada. - Diz ele olhando para a menina começando a babar na cama.
- Fui casada por alguns anos. Mas morri nova. Meu marido casou de novo, com uma ótima mulher que criou meus dois filhos. Ela é filha do meu segundo filho. Ninguém ainda morreu. E fiquei sozinha. Meus pais moram em outro país.
- Não sei me imaginar longe dos meus filhos, meu neto. Meus pais vem me visitar uma vez por mês.
- Eu queria ter isso. Mas não são todos que tem  a mesma sorte. Minha família acabou sendo a Sheron e o Ailton.
- Deus que me livre dessa família. - Diz José rindo e se levantando da cama. - Você acha que eles são confiáveis?
- Não, né? Mas é o que eu tenho.  - Diz Roberta.
José fala com calma para Roberta.
- Mas você pode criar uma nova família aqui Roberta. Não precisa esperar.
- Eu? - Diz ela assustada. - Não. Acho que ninguém mais se interessaria por mim não. E nesse mundo é muito difícil arrumar um homem que queira algo sério. Agora não é mais até a morte nos separe. É a eternidade inteira.
- Pois acho que deve ter muitos homens que queiram passar a eternidade do seu lado Roberta.
Roberta olha para José com uma ponta de esperança e sorri. Ela fala sem graça.
- Bem, deixa eu ir. Que a Sheron tá uma arara. Tchau José.
- Tchau Roberta.
Roberta sai deixando ele sozinho no quarto e José sai para a cozinha e encontra Arabela batendo um bolo. Ele sorrindo vai para beija-la. E ela desvia nervosa.
- O que foi Arabela?
- O que os outros vão pensar em ver uma senhora da minha idade beijando um rapaz novo feito você?
José vira os olhos triste e fala:
- Meu amor. Porque então você não rejuvenesce também.
- Porque eu combinei com meu marido assim que nos chegamos que não íamos querer ficar novos de novo. Lembra?
José anda ao redor da cozinha nervoso sem olhar para  a esposa anciã.
- Arabela, você tinha vindo primeiro, eu estava ainda zonzo por causa da minha morte. E você já foi logo afirmando isso. Não me deu chance de dizer sim ou não.
Arabela taca a vasilha em cima da mesa nervosa. Assustando pessoas que andavam pela cozinha.
- Eu lembro muito bem você dizendo seu mentiroso: "Está tudo bem. Nos vamos ficar desse jeito mesmo." Mas você me traiu! Você rejuvenesceu e sem falar comigo!
- Mas eu cansei de falar pra você Arabela que eu queria isso!
- Você queria. Querer não é fazer José. Agora me deixe em paz que vou terminar esse bolo para o Ricardinho.

Capitulo 31- Uma boa ideia de Paula e uma terrível ideia de Sheron

Gabael, sai do cubículo de um banheiro, quando de repente uma mulher o agarra e o beija. Era Mércia que com um sorriso deixa o rapaz respirar.
- Mércia? O que você está fazendo aqui na faculdade?
- Vim lhe fazer uma visitinha. - Diz ela indo até o espelho e ajeitando o batom na boca.
- Se o diretor te pegar aqui... - Diz ele desesperado. - Se alguém lhe pegar aqui dentro.
- Relaxa meu amor. - Diz ela saindo do banheiro seguida por ele. - Eu vim me cadastrar num cursinho também. Vou fazer faculdade.
Gabael transforma seu desespero numa cara emburrada.
- Porque?
- Porque eu quero. Eu vou querer ser bióloga marinha.
- Bióloga Marinha? Porque?
- Gabael querido. Você não queria casar. Pois é. Aqui em Erotildes está muito cheio. Vou fazer minha faculdade depois vou mudar para o Oceano. Quero viver debaixo da água. Se você quiser vir comigo?
- Você é louca. Para que quer morar debaixo de água? - Pergunta Gabael nervoso.
- Porque é um mundo novo e eu quero. - Diz ela com um sorriso solto no rosto. - Se vou viver eternamente não quero passar o resto da eternidade em Erotildes. Até mais. Vou ver os horários.
Gabael fica no corredor nervoso balançando a cabeça. E vai para um sala de aula, aonde o professor estava em pé sério ao lado de um outro professor, Sérgio.
O outro professor se vira para Gabael que estava na porta ainda e fala:
- Este é Gabael Henzel Inacio professor Sérgio.
Sergio olha firme para Gabael e fala:
- Senhor Gabael, poderia me acompanhar até o laboratório?
- Porque? Nem faço parte da sua turma! - Gabael olha para a turma de alunos, entre eles estava seu irmão Galério. Ele olhava preocupado.
- Sem perguntas senhor Gabael. - Diz o outro professor secamente.
Sérgio sai da sala ao lado do rapaz e andando firme pelo corredor fala:
- Senhor Sérgio Henzel Inacio é o seu nome correto?
- Sim senhor. Mas eu não consigo entender...
- Você tem um irmão não é?
- Tenho dois professor. Mas...
Eles entram num corredor todo feito de vidros. O teto era também feito de vidro feito uma estufa. Do lado de fora a noite era escura e sem estrelas. Esse corredor seguia até uma porta fechada de metal, parecida com elevador. Sérgio aperta um botão e surge um local para colocar a digital perto da porta. Sergio coloca a digital e entra. A porta se fecha atrás de Gabael. E ele vê o laboratório que Sergio a algum tempo suicidou-se.
- Senhor Gabael...
- Por favor professor pare de me chamar de senhor. Estou ficando preocupado.
- Senhor Gabael. -Diz Sérgio forçando ter paciência com o menino. - Estou te oferecendo uma oportunidade unica. E você foi escolhido entre os milhares estudantes dessa faculdade para poder ser cobaia de um experimento único neste mundo.
- Cobaia? Eu? O senhor tá me achando com cara de rato?
- Cale-se senhor Gabael! - Diz Sergio perdendo a paciência. Ele se controla mais uma vez. - Você gostaria de conversar com seus pais?
- O que? Eles morreram?
- Não. É isso que é  o experimento que estou fazendo. Uma conversa da pessoa viva com a pessoa morta. Vá para casa e pense. Se quiser conversar com seus pais venha até mim nesse dia e horário marcado aqui.
- diz Sergio anotando o horário num papelzinho.
- Mais é claro que eu quero conversar com meus pais. Pode mandar bronca prof.
- Venha nesse dia e nesse horário aqui no meu laboratório que vocês teram essa conversa.
- Porque não pode ser agora? Já estou aqui mesmo.
- Porque não Sérgio. Tem que ser no dia e horário combinado.
- Mas você chama eles que eu espero. Não tó afim de ver a aula de história mesmo.
Sérgio se controlando fala:
- É só no dia combinado!
- Porque não agora?
- Porque não seu menino indecente! - Diz Sérgio abrindo a porta do laboratório e empurrando Gabael para fora.
Gabael sai rindo e encontra Ailton, mordomo de Sheron,  no meio do corredor do colégio.
- Ailton? Beleza?
- Beleza Gabael. Estou esperando a Severina sair. Você viu ela?
- Não. Bora esperar ela lá fora. Não tó afim de ver a aula de história.
Eles saem para um pátio cheio de árvores e bancos. Eles se sentam num banco e Gabael fala:
- Você não sabe o que o doido do Sergio me pediu agorinha a pouco.
- Quem é Sergio?
- É o professor maluco de ciências daqui da faculdade.
- Nunca vi.
- Ninguém que não faz faculdade nunca viu ele. Ele fica o tempo inteiro infurnado naquele laboratório. Acho que até mora ali. Sei que ele me falou que vou poder falar com meus pais.
- Como assim? Tipo assombração?
- Não. Pelo jeito é tipo telefone ou bate-papo mesmo.
- Será que isso dá certo Gabael?
- Não sei. Sei que o cara me deu o dia de vir aqui no laboratório dele e vou vir.
- Legal. - Diz Ailton com cara de quem estava tendo uma ideia.
- O que você está pensando Ailton. Você tá uma cara de quem teve uma ideia.
- Eu tive. Vou ajudar a Sheron a resolver o probleminha com a perua que tá hospedada no casarão dela.
- Como?
- Ela vai assombrar a coroa até ela fugir de lá.
- Mas acho que as coisas não é bem assim.
- Que seja o que for. Só de eu dar essa dica pra chata da Sheron ela já vai ficar felizinha e vai me dar o aumento que estou querendo faz tempo.
De repente uma linda mulher aparece no corredor do colégio indo para o pátio também.
- Vamos Ailton?
- Já estou indo Severina. - Ailton se vira para Gabael e fala sério. - Valeu cara. Te devo um cerveja.
Ele se encontra e beija a menina e os dois saem abraçados para fora da faculdade.
- Não gosto que ande com esse menino Ailton. Ele é um vagabundo e a namorada dele é uma piranha. Não é boa imagem que vai dar para o meu irmão e meu pai.
- Ai Severina. Você se preocupa demais com o que eles vão falar.
- E ai? Já conseguiu o aumento pra gente poder casar?
- Não. - Diz eles andando pela rua de Erotildes a pé. - A Sheron está nervosa porque querem aumentar o imposto dela. Querem que a mansão dela se torne uma hospedaria e Roberta dá a maior força nisso.
- Essa Roberta é uma fresca nojenta. Viva arrastando asa para o meu pai. - Diz ela nervosa.
- O seu José também não é bobo nem nada. Eu não dou dois tempos para ele meter o pé na bunda da dona Arabela.
- Minha mãe é muito besta também. Porque não querer rejuvenescer? Pois trate de pedir aumento logo que quero mudar daquela bordel que meu pai chama de casa o mais rápido possível.
- E pra onde vamos querida. Aqui em Erotildes só existe local lotado.
- Se vira Ailton. Sei que você não é quadrado e que não vou sair de Erotildes.
Ailton para  diante a antiga mercearia do Ricardo. E Severina despede de Ailton com um longe beijo muito quente para todos que passavam na rua. Ailton ainda grita para José que estava lá dentro vendo a cena constrangido:
- E ai sogrão? Beleza?
José com cara nervoso fala:
- Tudo bem Ailton?
Ela entra subindo as escadas sem nem cumprimentar o pai.
Ailton segue pela rua que estava lotada de gente e vai até a mansão de Sheron. Ao entrar se depara com Sheron olhando nervosa para Paula que estava falando com Elvira. As duas de pijama no sofá.
- Eu não estava conseguindo dormir Elvira. Eu estou com tantas idéias. O Leandro abriu minha cabeça.
- O que foi dona Paula. Conta logo!
- Eu vou transformar a mansão da Sheron num lar para pessoas abandonadas.
- O que? - Pergunta Elvira com um grande sorriso.
- O que? - Pergunta Sheron e Ailton assustados.
- É isso que você ouviu Elvira. Eu cansei de usar meu dinheiro vulgarmente. Vou fazer algo útil. - Diz Paula toda animada. - Amanhã de manhã eu vou com o Eliano para um desses lugares existentes em Erotildes. Eu pesquisei na internet e vi que é um lugar que precisa de muita ajuda. Eu vou dar essa ajuda.
- Mas aqui na mansão dona Paula?
- Aqui não! Na minha mansão não sua monstra! - Grita Sheron enraivecida.
- Sim Elvira. Aqui! Eu vou fazer uma reforma boa nos quartos de visitas. Eu estou cansada desse silencio. Eu quero barulho, eu quero gente. Eu vou contratar professores para dar cursos personalizados de algo que vai fazer essas pessoas melhorem de vidas.
- E vai atender que tipo de gente?
Paula com um grande sorriso.
- Desde mendigos, crianças... até usuarios de drogas. Podemos dar o tratamento correto para elas.
Roberta chega da cozinha com o café de Sheron falando com um grande sorriso.
- Como pode existir uma pessoa tão boa quanto essa Paula em?
Sheron a bandeja de café no chão e fala nervosa:
- Essa mulher quer transformar minha mansão numa boca de fumo e você fala que isso é bom Roberta!
- Dona Sheron, não é assim. A Paula quer ajudar essas pessoas. E você podia tomar o exemplo e fazer o mesmo. Todos sabem como estão as pessoas que usam drogas na casa da dona Pérola. Se a senhora procurasse fazer isso resolveria até o seu problema. O governo até ajuda casas que trazem esse beneficio para a sociedade.
Sheron olha para Roberta como se fosse arrancar o pescoço da pobre menina.
- Eu não vou transformar minha mansão num albergue de porcos! Se eles quiserem aumentar o meu imposto que aumentem.
Sheron sobe as escadas nervosa para o seu quarto e Ailton vai atrás. Roberta sem se abalar pelos berros da chefe fala para Ailton:
- Ailton ajuda a faze-la entender que o dinheiro dela está acabando. Se não ela não terá dinheiro para pagar o salario de ninguém.
- Você tá louca. Eu quero é que ela se exploda. Logo vou sair daqui de Erotildes.
- A Severina nunca vai sair daqui.
- Se ela não quiser eu vou sozinho. Não vou passar a eternidade aqui não.
Ailton termina de subir as escadas e bate na porta do quarto de Sheron.
- Senhora Sheron. Tenho uma noticia boa para alegrar sua noite.
Ailton toma a liberdade de abrir a porta. Sheron deitada na cama chorava.
- Não tem noticia que me alegrara Ailton. Não existe.
- E seu eu disser para a senhora que tem como a senhora assombrar a Paula? - Pergunta Ailton se aproximando da cama.
- Você acha que eu sou boba Ailton. - Diz Sheron séria, demonstrando que aquilo tudo era só mimo. - Todo mundo sabe que esse negócio de morto assombrar vivo é só em filme de terror. Não tem como ter contato entre um mundo e outro.
- O Sérgio consegue.
- Quem é Sérgio?
- Um cientista da faculdade da minha namorada. Ele está fazendo um experimento para os primeiros contato.
- Eu preciso falar com ele Ailton! - Diz Sheron se levantando da cama. - Eu vou assombrar a Paula de uma forma que ela nunca mais vai querer pisar os pés na minha mansão! Ela vai chorar feito um bebê. - Diz Sheron abrindo um sorriso maligno. Quero esse tal cientista amanhã aqui, na minha mansão!

Capitulo 30 - Paula encontra Jaime

    Paula sai do banheiro enrolada na toalha. Abre o guarda-roupa e pega um belo vestido vermelho. Logo já estava vestida e com uma bela maquiagem no rosto. Um grande sorriso realçava ainda mais sua beleza. Ela desce as escadas segurando uma pequena bolsa da cor do vestido cheia de brilho. Elvira chega com Milene nos braços e Paula percebe o sorriso no rosto.
  - Pelo jeito a consulta com doutor Horácio não fez bem só para Milene. - Diz Paula descendo o ultimo degrau e se encontrando com amiga no meio da sala.
  - E pelo seu jeito finalmente o seu Eliano chegou.
  - Sim e meu deu forças para me encontrar com Jaime. Sei que ele não vai resistir Elvira e vai me perdoar. - Fala Paula emocionada.
 - Você está verdadeiramente deslumbrante dona Paula. Jaime vai voltar pra você.
 - Obrigada. Eu já vou. Eliano está descansando. Não o acorde. A viagem deve ter sido muito cansativa.
 - Pode deixar. A Milene está dormindo tranquila e só vou tomar um banho e vamos para o quarto.
 Paula sai da mansão entra no carro. Tinha certeza que Jaime iria lhe perdoar. Não tinha chance nenhuma deles não voltarem naquela noite. Ela dirige o carro pelas ruas de Erotildes e lembra de sua vida com Jaime.
Tinham se casados novos, cheios de esperanças, apesar da contrariedade dos pais dela. Os pais iriam mudar para Satsil e ela e Jaime resolveram se casar. Tudo foi preparado meio as pressas. Mas no fim, ficou uma linda cerimonia. Foram morar na mesma casa que os pais de Paula moravam de aluguel. Mas as contas foram apertando. E com a chegada da gravides três meses depois de casados as coisas não ficaram mais fácies. Brigas começaram a acontecer por causa do pouco dinheiro. Jaime era ciumento e Paula teve que sair do terceiro serviço por causa de homens dando em cima dela. Ela era muito bonita, apesar dos trapos que usava e o cabelo mau cuidado.
   Quando Milene nasceu a situação ficou um absurdo. E Leandro, um amigo de Jaime apareceu com a chance de ir para os Estados Unidos de forma ilegal. Só que a proposta era para Jaime. Ele não aceitou. Não iria ficar longe da esposa. Mas Paula via isso como uma chance de mudança. Mas Jaime não via isso como uma opção.
  Numa manhã, depois de Jaime ir para o serviço, Paula foi na casa de Leandro e combinou com ele que iria. Leandro no inicio não queria aceitar levar a esposa do amigo. Mas depois de muita conversa Leandro aceitou. Porém Paula não contava que pessoas com má índole tivesse visto ela indo na casa de Leandro. Depois de duas semanas fugiu com Leandro para os Estados Unidos. Por causa das fofocas Jaime ficou pensando que ela e Leandro estavam juntos. Mas Paula foi puramente para os Estados Unidos arrumar um bom dinheiro, comprar uma casa própria e voltar para o Brasil no máximo em alguns meses para continuar a vida com o marido. Mas infelizmente o destino foi mais cruel.
  Paula olha finalmente a igreja que seu marido congregava. E respira fundo. Estaciona o carro e ao sair se depara com as irmãs da igreja a olhando estupefadas.  Costumava ir todos os domingos a igreja e sabia que qualquer deslize era tido como um pecado mortal. Nunca iria se esquecer de quando ouviu músicas tidas como mundanas e um irmã passou na porta de sua casa naquele dia. O pastor naquele domingo deixou claro que músicas mundanas levava ao inferno e só não falou o nome deles porque o tempo era pouco.
Paula quando viu as várias senhoras a olhando de inicio abaixou a cabeça, mas lembrou das palavras de Eliano, ergueu a cabeça, colocou um sorriso nos lábios vermelhos e entrou na igreja. Paula não esperava era que o pastor chegasse parar de pregar para olhar para ela chegando. Todos os fieis olharam para trás e finalmente Paula percebeu que o belo vestido vermelho não estava adequado para o culto de domingo.
Entre as várias cabeças viradas para ela, estava Jaime branco, ao lado de Clara.  Paula caminha até o banco aonde estava o marido e a filha e com jeito pede:
- Posso me sentar aqui Jaime?
Jaime sério fala:
- A casa de Deus é de todos Paula. Pode se sentar aonde quiser.
Paula se sentou ao lado de Jaime para alegria de Clara que estava do lado do pai com um grande sorriso no rosto. O pastor esperou todos os bafafás dos fieis terminar e recomeçou o culto de forma que Paula não esperava.
- Bem, eu acabei perdendo o rumo da minha pregação graças ao interrompimento. Então acho melhor recomeçar de um modo mais adequado as circunstancias. Em Hebreus 13:4 fala: "O casamento deve ser honrado por todos; o leito conjugal, conservado puro; pois Deus julgará os imorais e os adúlteros."
Paula abaixa a cabeça envergonhada. Sabia que aquelas palavras eram dirigidas a ela. Todos perceberam. Inclusive Jaime que fecha os  olhos triste por ouvir aquilo.
Mas de repente uma voz do fundo da igreja se ouve.
- Mas Deus também fala em João 8:7 "Se algum de vocês estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar pedra nela".
Todos se viram assustados e vê para o terror de Paula,  Leandro no fundo da igreja.
- Acho que devemos largar de jogar indiretas pastor. E falar abertamente as coisas. Não acha?
- Se você veio para tumultuar o culto irmão Leandro. Eu peço que se retire. Mas se veio pedir perdão pelos seus pecados e dessa mulher a igreja do Senhor está aberta.
Leandro corajosamente vai mais para frente e aponta dedo para o pastor falando:
- A casa de Deus deveria estar aberta é para todos. Mas eu vim aqui para dizer para todos que o único pecado que essa moça cometeu foi querer uma vida melhor para sua família.  - Diz Leandro apontando para Paula. Ela olhava apavoradas para todos e principalmente para Jaime que estava ficando vermelho. - Ela nunca se envolveu com ninguém a não ser o próprio marido. Foi fiel ao marido em todas as situações que viveu.
Jaime de repente se levanta e fala sério:
- Já terminou seu show Leandro?
Leandro olha por alguns segundos para Jaime como se estivesse preparado para tudo, menos para falar diretamente com Jaime. Leandro desce do altar onde todos olhavam para ele apavorado e vai para junto de Jaime, Paula e Clara. Jaime sério e nervoso fala:
- Podemos ir conversar lá fora por favor.
Os quatro se levantam e vão para fora da igreja. O pastor constrangido olha para seus fieis e fala com um grande sorriso:
- Deus está me falando que tem alguém aqui que precisa ofertar esse mês...
Do lado de fora Jaime bufando de raiva sai segurando o braço da filha. Paula e Leandro vão atrás dele. Leandro fala com calma:
- Jaime você precisa nos ouvir. As coisas não aconteceram como pareceu.
Jaime nervoso se vira para Paula e Leandro:
- O que? O que pareceu para mim que não é verdade? Que minha mulher me largou para fugir com meu amigo para os Estados Unidos me deixando cuidando de uma menina que nem uma ano tinha sozinho?
Clara assustada e chorando fala:
- Calma pai!
Paula chorando também fala para Jaime:
- Jaime, eu queria voltar, mas...
- Paula quando você vai entender que você não errou por não voltar. Você errou em ir.
Paula nervosa grita:
- Você queria que eu ficasse aqui passando fome Jaime?
- Eu teria conseguido vencer se você tivesse ficado Paula! Você não acreditou em mim! Você prefiriu acreditar no Leandro, mostrando para você uma vida de faz de conta, do que a vida real. A vida que agente ia lutar para conseguir nossas coisas, lutar para vencer. Eu teria conseguido te dar uma vida boa Paula.
Paula limpa as lágrimas e fala:
- Não dava para aguentar mais. - Diz ela tapando a boca com a mão por causa do choro.
- Não dava para aguentar mais Paula? E eu? Eu tive que aguentar sozinho! Eu fui obrigado a trabalhar noite e dia para minha filha poder estudar. Sendo que poderíamos ter dado conta de uma forma mais fácil se você ficasse.
Leandro se aproxima falando:
- Ela errou Jaime. Mas veja que foi por uma intenção.
- De verdade Leandro, você acha que ela pensou em mim ou na filha quando largou tudo para fugir com você para os Estados Unidos? Ela pensou só nela! Ela que queria ser rica, glamurosa! Conseguiu! Fique feliz com isso! Pois meu perdão você não vai conseguir Paula!
Ele sai nervoso arrastando a filha deixando Paula chorando nos braços de Leandro. Ele se senta com ela num banco da praça. Ela chora ao seu lado.
- Eu fui uma burra Leandro! Como eu fui burra!
- Calma Paula! - Diz Leandro com calma. - Ele está no direito de ficar chateado Paula. Mas você não pode ficar se martirizando por causa de algo que você fez a dezesseis anos atrás.
- Eu fui um monstro! Como pude deixa-los?
- Você foi, você pode Paula. Foi no passado. Não adianta você chorar pelo o que aconteceu. Você deve levantar essa cabeça e fazer um novo começo.
- Eu preciso do meu marido e da minha filha Leandro. - Diz ela finalmente levantando o olhar para Leandro e se acalmando.
- Então pare de chorar e lute por eles. Você vai ouvir palavras duras do Jaime sim. Mas se você quer reconquistar ele, você deve esquecer o passado. Você errou e isso não dá para mudar. Mas mostre para ele que você mudou. Que você aprendeu com seus erros.
- Ele nunca vai querer voltar pra mim.
- Então aproveite o que Deus lhe deu. Deu o carinho da sua filha. Ela já foi um grande presente que Deus lhe deu. Use isso para tomar força e colocar sua vida pra frente. Esquece um pouco o Jaime. Você já pensou no que vai fazer com todo seu dinheiro aqui em Erotildes.
Paula mais calma limpa as lágrimas e fala:
- Na verdade eu nunca pensei nisso Leandro. Eu sempre quis voltar para o Brasil e só reconsquistar o Jaime e o amor da minha filha.
- Então pense no que você vai fazer com seu tempo e seu dinheiro. Pense numa forma de mostrar para o mundo que você é diferente.
Paula sorriu e olhou para Leandro e falou:
- Eu sei o que eu quero. Se não posso ajudar meu marido a melhorar de vida vou ajudar os outros. 

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Capitulo 29 - A história de Horácio

Elvira sentada no quarto da enfermaria do hospital olha para sua linda bebezinha, agora rosada e felizinha. Apenas com a visão macabra da agulha no bracinho do bebê. Mas Elvira olhava aquela linda criança e sozinha na sala lembrava de como se deixou levar por aquela aventura momentânea que a trouxe aquele lindo presente.
Lembrou-se de quando entrou pelo quarto para fazer a primeira arrumação após ser contratada e viu Kenny dormindo. Ela ia para fechar a porta. Mas ficou olhando para ele por um bom tempo.
Depois vendo ele andar de toalha pela casa. Elvira também passou a perceber os olhares dele para ela.
Mas foi numa noite de sua folga. Elvira tinha se arrumado para sair com um outro rapaz que tinha conhecido no curso de inglês que estava fazendo. Ela se arrumou e desceu as escadas da casa da família.  Kenny estava na sala vendo televisão juntos dos pais. Quando ele a viu seus olhos brilharam diante da beleza dela. Ela usava um vestido muito justo e uma maquiagem que disfarçava as imperfeições do rosto.Ele não soube disfarçar o que estava sentindo.  Após ela sair para se encontrar com o outro rapaz no restaurante próximo da casa, ele foi atrás. E antes que ela entrasse no restaurante ele a agarrou e a levou para o beco do lado do restaurante.  Elvira se entregou aos beijos do rapaz. E ali começou um romance. Assim que os pais saiam para as festas da sociedade Kenny levava Elvira para seu quarto.
Mas Elvira numa noite, depois de fazer um teste, descobriu que estava gravida. Não tinha outro jeito. Teria que fugir. Deixou uma carta agradecendo aos pais de Kenny e uma outra na cama dele. Uma bela carta mencionando que não poderiam ficar juntos. Mas ela não mencionou que estava grávida.
Se mudou para um quarto que alugara, e sabia que deveria ficar por pouco tempo pois os donos da casa eram muito conservadores. Logo encontrou o anuncio de Paula no jornal. Era um sonho, trabalhar para uma brasileira tão famosa como Paula Pereira. Conseguindo o emprego ela estava segura. Ainda mais  que Paula descobriu que ela estava gravida e a acolheu mesmo assim. Mas uma noite, um telefonema tirou o sossego de Elvira. A voz de Kenny soou pelo telefone:
- Hello? This phone I talk with Elvira?
Ela reconheceu a voz na hora. Não poderia esquecer. Sabia que Paula pretendia vir para o Brasil. Elvira estava com duvidas. Mas isso deu força para ela ir junto. Depois que Milene nasceu elas vinheram para o Brasil. Paula para reconquistar o marido e Elvira para fugir do pai de sua filha.
- Estou atrapalhando seus pensamentos? - Diz Horácio batendo na porta, entrando e acendendo a luz. Ele não estava mais com as roupas de médico. Já estava com uma roupa comum, uma camiseta polo, de cor azul clara, a gola com dois botões era um rosa bem claro. Os dois botões da camisa estava aberto deixando aparecer uma medalhinha de ouro.  Uma calça jeans e um tênis preto dava mais impressão de normalidade o que surpreendeu Elvira. Horácio percebe e fala rindo: - É eu sou um ser humano também.
- Desculpa mas é que agente vê um médico vestido todo de branco se surpreende quando...
Horácio vai até o bebê e com delicadeza retira o soro da menina de um jeito que ela nem acorda.
- Vamos?
- Sim. - Diz ela pegando a bolsa na cadeira e Milene que finalmente abriu os olhinhos, mas se virou para junto do peito da mãe e reclamando um pouquinho acabou cochilando mais uma vez.
O hospital agora estava um pouco quieto, e andando pelo corredor da enfermaria percebe como as horas passaram rápidas e já estava anoitecendo. O corredor vazio ia acendendo as luzes a cada passo que Elvira e Horácio iam passando. Elvira estava tímida e ficou ainda mais depois de sua ultima fala para o médico. Mas Horácio acaba com o silencio enquanto caminhavam para o elevador.
- Aqui fica estranho quando está nesse horário. Mais tarde até fica mais movimentado.
- Porque esse horário não fica movimentado?
- Não sei. Sempre foi assim. - Fala eles entrando no elevador e Horácio apertando o botão do elevador escrito "Subsolo".
Elvira animada por voltar a ter assunto fala:
-Será que nos outros hospitais é assim?
- Eu nasci em Satsil. E lá o hospital era movimentado todo o tempo. Erotildes é mais calma.
-Você nasceu em Satsil?
- Não. Meus pais eram daqui. Fui para lá depois que minha mãe morreu. E voltei depois que meu pai morreu.
Eles saem do elevador entrando na garagem.
- Nossa, devem ter morrido muito cedo.
- Sim. - Diz ele apertando um controle grudado na chave do carro, fazendo um barulho muito alto na garagem, fazendo Milene pular no braço da mãe. Mas logo ela volta para o cochilo. Eles caminham em direção ao carro que fez barulho - Minha mãe morreu depois que meu irmão caçula por parte de mãe nasceu. Deu complicações no parto. Eramos cinco irmãos. E todos fomos morar na casa dos meus avos maternos em Satsil.- Ao se aproximar do carro, Horácio aperta mais um botão no controle destrancando o carro. Ele abre a porta do carona para Elvira entrar com o bebê,  da a volta para sentar no banco do motorista e sai da garagem entrando na cidade iluminada pelas estrelas e luz dos prédios a distancia. - Meu pai se casou novamente com uma mulher que já tinha uma filha. Com ela teve mais cinco filhos. No nascimento do quinto filho, a segunda esposa de meu pai também morreu. Todos os cincos foram morar na casa dos meus avos também, mesmo não sendo avos deles. A única que ficou morando com ele foi a filha da segunda esposa dele. Já tinha quinze anos e passou a viver nas costas do meu pai até quando ele morreu.
Pegou de herança a mansão que ele tinha em Satsil e mora lá com seu marido. Um homem aleijado que ela não cansa de trair com cada homem que aparece na rua.
Elvira olha assustada para Horário e ele sorrindo para ela enquanto dirigia pelas ruas de Erotildes, fala:
- Desculpe, eu precisava desabafar um pouco. Meus irmãos são bem afastados um do outro. E acho que foi por isso que a megera da Firmina conseguiu ganhar a tal mansão no julgamento. Acho que se agente fosse um pouco mais unido...
- Não adianta doutor. - Diz Elvira sabiamente. - Se não era para ser, não era para ser. Pelo que vejo ela não deve viver uma vida feliz. Ninguém é feliz casando com um homem que não ama. E muito menos o traindo. As vezes se vocês tivessem ganhado essa mansão, eram vocês que estariam com uma vida tão perdida como a dela. Aposto que você se sente mais feliz que ela com a vida que leva.
Horácio sorri e se vira para Elvira.
- Você tem razão. Apesar de ainda não encontrar alguém para dividir a vida. Me sinto muito feliz no meu emprego aqui em Erotildes. Consegui comprar uma casinha e terminar a minha faculdade por meus méritos próprios  Lógico que tive de vez em quando uma ajudinha dos meus avós, mas eu sou muito feliz.
- Para sua felicidade completa falta só uma pessoa para dividir a vida? - Pergunta Elvira tomando uma audácia que nunca tinha tido antes.
Horácio carinhosamente fala:
- Sim. Eu não tenho muito tempo sendo médico. E muitas mulheres não entendem isso. Querem o homem só para ela. Ele não pode ter outra coisa para fazer a não ser para sustenta-la no horário em que deseja.
- Meu problema também é parecido. - Ele esperou que ela contasse qual era o problema. Mas ela não falou e ele se virou e falou:
- Me conte qual é a sua história.  - Ela fica meio receosa e ele ainda cutuca. - Você deve ter algum podre na sua história...
- Não é isso! - Diz ela rindo.
- E na minha você acha que não teve? Pois vou te contar um podre então. Eu sou fanático em ouvir a conversa dos meus vizinhos.
- O que? - Fala Elvira espantada soutando uma rizada.
- É verdade. Teve um tempo, durando a faculdade que minha televisão estragou. E eu passei é a ouvir a conversa dos meus vizinhos. Eu moro em apartamento e as paredes são muito finas. A casa tem dois casais e eu acho que eles vivem um relacionamento a quatro.
- Como assim?
- Eu juro! Eles trocam de casais de vez em quando. Eles vivem como um casal normal só que a quatro. Achei super moderno. As contas são dividas em quatro em vez de ser em dois. Dá para acreditar? O pior é que uma das mulheres engravidou e não sabem quem é o pai.
- Horácio você não tem jeito!
- Até hoje não mandei arrumar minha televisão.
Ela ri um pouco. E depois respirando fundo fala:
- Eu sai da casa dos meus pais com uma proposta de trabalhar nos Estados Unidos. Fui para lá. Trabalhei de doméstica na casa de uma família muito rica. O filho do meu patrão se apaixonou por mim. E acabou rolando algo. Esse algo virou na minha pequenininha aqui. Sai de lá sem contar para ninguém que estava grávida e voltei para o Brasil.
- O pai não sabe?
- Ele é uma criança praticamente Horácio. Não teria como lidar com essa situação. Na verdade o pai dele é que iria lidar com essa situação e com certeza da pior forma possível. Acho que se eu ouvisse do pai dele que teria que tirar, eu arrancava o pescoço dele. Achei melhor evitar tudo isso e voltar para o Brasil.
- Você foi muito corajosa. - Diz Horácio firme.
- Eu corajosa? Eu fui uma vadia, isso sim.
- Você foi um ser humano que teve desejos. Que errou por não se precaver. E arcou muito bem com a sua responsabilidade.
Elvira olhou para Horácio por alguns segundos e sorriu logo depois.
- Nossa, ninguém nunca tinha falado algo assim pra mim. - Ela abaixa o olhar triste ajeitando o bebê no seu colo. - Fui tão julgada. Não foi fácil procurar um emprego. Tive sorte de encontrar a dona Paula. Ela me ajuda muito. Nem sinto que seja um trabalho o que faço para ela. Ainda não tive coragem de ligar para os meus pais.
- Você faz isso por que tem peso na consciência  Colocado ai por uma sociedade machista e idiota que pensa que mulher só é boa quando é pura. Você tem um valor Elvira. Tem coragem de assumir as consequências de seus erros. E isso poucas mulheres tem. E quem vai poder mostrar isso pra você é seus pais. Chegamos.
Elvira olha para o lado. Tinha mesmo chegado na mansão da Sheron. Mas não tinha falado pra ele o endereço.
- Mas como você soube? Fiquei tão perdida na conversa que nem te contei aonde eu moro.
- É porque meu apartamento é esse ai da frente. E todos iam perceber a movimentação no assombrado casarão da Sheron. A chegada de você de da Paula são o assunto mais comentado do prédio.
- Jura? Então você espia também os seus vizinhos quando o quarteto do seu lado não está?
- É. Tem algumas vezes que eles saem para jantar. E passei a olhar para o casarão. - Diz ele com um sorriso sedutor.
- Obrigada por me trazer Horácio. Foi muito divertido sua carona. Espero te ver mais vezes.
- No hospital nunca mais. - Diz ele rindo.
- Não. Talvez num jantar, amanhã a noite?
- Pode ser. Até mais. - Diz ele saindo do carro e abrindo a porta para Elvira sair. Ela sai e fica olhando para ele enquanto dirigir o carro pelo prédio.
Elvira segurando seu bebê 

Capitulo 28 - Um anjo na vida de Paula

Paula desse do carro apressada, ela tenta correr com o salto alto e encontra Clara na porta da mansão tentando trancar.
- Filha desculpa. Não lembrei da dificuldade que é trancar essa mansão velha. - Diz Paula que pega a chave da filha. Sheron que estava do lado de Clara naquele momento assistindo a cena fala:
- Mansão velha é a casa da sua avó! - Sheron se vira para Ailton que estava do seu lado e fala: - Não é possível que uma pessoa tenha tanto desrespeito a casa dos outros.
- Elas são uma banda de folgadas. Isso sim dona Sheron. - Fala Ailton alimentando a raiva de Sheron.
Mas logo chega Roberta carregando um monte de sacolas e falando.
- Ailton pare de alimentar a raiva da dona Sheron. - E ela se vira para Sheron falando. - Dona Sheron larga a vida deles em paz e vai viver a sua. Não veio o delegado hoje para falar com você que se a senhora não deixar mais algumas pessoas morarem na região vai aumentar o preço do seu imposto?
Sheron se afasta babando de raiva e passa a andar pelo jardim.
- Isso é uma calamidade! Eles não podem fazer isso comigo!
- A cidade está um caus dona Sheron. Gente intupindo cada canto da cidade.  Porque não deixa pelo menos algumas pessoas virem morar no jardim?
- Não! Não e Não! Definitivamente é não Roberta!
- O dinheiro está ficando cada vez menor Sheron. - Diz Roberta abrindo espaço para extravasar tudo que queria falar para aquela mulher. - Seus pais já disseram que não vai te sustentar por toda eternidade. Você precisa fazer algo para ganhar algum dinheiro.
Sheron se vira nervosa para Roberta e fala:
- E o que você quer que eu faça? Alugue a minha mansão para fantasmas sem casa?
Roberta se anima entrando na mansão do lado da patroa.
- Ia ser uma ótima ideia e a senhora poderia cobrar muito bem por isso. Ia ser uma forma de manter o dinheiro da sua família. Temos vários quartos e espaço.
Sheron sobe as escadas da mansão nervosa falando:
- Vou pensar Roberta.
- Não tem que pensar Sheron! Tem que agir!
- Eu disse que vou pensar. - Diz ela se trancando em seu quarto.
Enquanto isso lá em baixo Paula se despedia da filha.
- Filha vai com Deus. Amanhã você volta?
- Porque não vem comigo mãe. Vamos na igreja também. Aposto que meu pai vai adorar. - Diz Clara com um grande sorriso.
- Não Clarinha. Hoje não. Quem sabe da próxima vez.
- Aproveita mãe. Da igreja ele não vai te expulsar.
- Da próxima filha. - Diz Paula beijando o rosto da filha.- Tchau.
- Tchau mãe.
Ela sai indo embora. E Paula fica olhando a filha com tristeza. Quando alguém se aproxima da rua. Paula se assusta mas vê com alegria um homem segurando um monte de malas.
- Sua filha é linda Paula.
Paula abraça o homem e fala:
- Que bom que você veio meu amigo. Já não aguentava de saudade Eliano. - Eles trocam um forte abraço.
- Nem eu aguentava mais ficar longe dessa minha pequenucha.- Ele se desvencilha do abraço e puxando Paula pela mão e as malas na outra mão fala: - Vem, quero que me conte tudo como foi o reencontro com o seu marido e sua filha.
-Eles entram na mansão e ele larga as malas no chão e se senta no sofá ao lado de Paula que com tristesa fala:
- Meu ex-marido. Ele não me recebeu como eu gostaria.
- Ok querida. - Diz o homem rindo. - Você queria que o cara te recebesse com flores depois de abandonar ele por dezesseis anos? Acorda Paulinha!
- Mas ele não me dá chance Eliano.
- Mas ele não vai te dar chance mesmo meu amor. Você é que tem que arrancar essa chance das mãos dele. Paulinha, ele se sente traído. Para ele você fugiu com outro homem. E pior que isso, ele se sente um fracassado, você largou ele por que não tinha dinheiro. Ele deve te odiar. Mas o jeito é você lutar para mudar essa imagem que ele tem de você e dele próprio.
- Mas como vou fazer isso? Me ajuda meu amigo! - Pedi Paula quase chorando.
- Ótimo, primeira coisa é vestir um lindo vestido e ir na igreja com a sua filha e seu marido.
- Não Eliano. Na igreja não.
- Que medo é esse de igreja menina? Por acaso você virou bruxa foi?
- Todos vão me julgar Eliano.
Eliano levanta, arreta a coluna  e fala sério para amiga.
- Você vai vestir aquele seu belo vestido vermelho, tirar essa grama do cabelo, se maquiar e vai enfrentar qualquer pessoa que venha te julgar por coisas que não fez você está me entendendo Paula Pereira Gocelus  Mazzeo!
Ela emocionada abraça Eliano e corre subindo as escadas para tomar um banho.


quinta-feira, 25 de abril de 2013

Capitulo 27 - O cupido visita Elvira

Paula estava abraçada a filha junto ao belo jardim da mansão da Sheron. Ela estava feliz e conversando enquanto olhavam as formas da nuvem no céu.
- Eu acho que aquela ali parece uma maçã. - Diz Clara rindo.
- A não. Parece um ônibus. Tem até uma mulher muito gorda lá dentro. Não vê?
Clara olha para mãe estranhando e percebe que ela estava brincando e não via nada daquilo.
- A sua bobona. - Diz ela rindo e se levantando do chão e começando a fazer cocegas na mãe. Ela ri.
De repente surge Elvira com a filha nos braços.
- Precisam de alguma coisa dona Paula?
Paula ainda rindo se levanta graças a parada que Clara dá por se surpreender com o bebê no colo de Elvira. Ela se vira e fala:
- Eu não sabia que você tinha uma filha.
- Tenho sim. - Diz Elvira com um sorriso e se senta no gramado com Paula e Clara. - O nome dela é Milene.
- É muito linda. - Diz Clara emocionada. E se vira com um grande sorriso para Elvira. - Posso segurar?
- Pode.
Clara pega dos braços de Elvira com carinho e estranha.
- Nossa. Ela está quente.
Paula encosta a mão na cabeça do nenê e fala:
- Eu já falei para Elvira levar essa menina ao médico. Mas não me esculta.
- Eu vou dar um banho nela e se não melhorar eu juro que levo dona Paula.
Ela pega a menina dos braços de Clara e vai para dentro da grande mansão. Clara se vira para a mãe e pergunta:
- Mãe, aonde está o pai de Milena?
Paula fazendo uma careta fala:
- Clarinha, a minha história e da Elvira não são muito fáceis de serem contadas. Nos duas nos vimos em uma situação muito difícil nos Estados Unidos. E juntas nos ajudamos.
- Ela também foi presa, junto com a senhora e o seu amante.
Paula vira os olhos e com calma explica para a filha.
- Por mais que não acreditem eu não era amante do Leandro. Eu apenas fui com ele. Atravessamos o México dentro de um caminhão, fugimos da policia por um rio e chegamos do outro lado. Mas lá que iriamos encontrar o pesadelo.
Fui com o Leandro para a casa desse primo dele. E ele nos prendeu dentro de casa e fizeram muita maldade com agente. Aquele homem era maluco. Depois de muito sofrimento consegui fugir e chamar a policia. Íamos ser deportados porém ficamos famosos por ter ficado tantos anos nas mãos de um psicopata. E consegui fazer um dinheiro com tanta publicidade. E num dia encontrei a Elvira. Ela queria a vaga de minha secretária particular. Contratei-a sem saber que estava gravida. Mas logo desconfiei e ela me contou sua história.
Ela veio do Brasil para ser empregada doméstica numa casa da família de um homem muito famoso e  rico. O filho desse homem com apenas dezesseis anos se apaixonou por ela. E Elvira cedeu aos desejos do rapaz. Quando ela soube que estava gravida resolveu sair do emprego. E não contou nada para o jovem. Iria destruir a vida dele, e o pai com certeza não iria apoiar um casamento, isso se o menino quisesse. Resolveu fugir e achou meu anuncio.
Quando ela recebeu telefonemas do jovem resolveu vir para o Brasil comigo. Esperamos o bebê nascer e vinhemos.
Clara olha incrédula para a mãe  e pergunta:
- Que tipo de maldade que o primo de Leandro fazia com vocês?
Paula sorrindo disfarçando a tristeza fala:
- Isso são coisas que é melhor serem esquecidas. E você? Já falou com seu pai? Ele vai me perdoar.
- Não sei mãe. - Diz Clara se levantando e sacudindo a grama de seu vestido. - Meu pai ultimamente nem conversa direito comigo. Não gosta que eu venha aqui. Se sente traído por mim.
Paula fala nervosa:
- Não era para ser assim Clara. Quando chegasse lá eu ia ligar. Eu ia conseguir dinheiro pra gente viver uma vida boa aqui e voltava no máximo em alguns anos. Mas não espera virar escrava lá. Não tive acesso a telefone por mais de doze anos. Não tinha como avisar.
- Mas ele que precisa entender isso. Porque você não vai até lá e conta para ele mãe? - Pergunta Clara ajudando a mãe a levantar também do gramado e começam a caminhar pelo jardim.
- Eu não sei Clara. Tenho medo dele me expulsar ou falar algo que me machuque.
- Isso não vai acontecer. - Diz Clara abrindo um sorriso. - O papai te ama. Se não teria arrumado outra mulher enquanto a senhora estava fora.
Paula também um sorriso e se pergunta:
- Será?
De repente Elvira aparece vindo da porta da cozinha novamente assustada:
- Dona Paula a Milene está tremendo toda. Eu vou leva-la ao pronto socorro.
Paula se vira para ela e fala:
- Eu vou pegar o carro e vou te levar. Clara você não se importa?
- Claro que não mãe. Vão logo, eu tranco a mansão.
Paula e Elvira entram dentro do carro que estava a poucos quilômetros e saem apressadas.
- O que será que essa menina tem? - Pergunta Paula apavorada dirigindo o carro.
Logo estavam de frente ao médico. Ele com um sorriso calmo fala:
- É só uma gripe atoa. Fiquem tranquilas.
- Que bom doutor. - Diz Elvira colocando a mão no peito e a outra mão segurando a bebezinha na maca do hospital tomando soro.. - Fiquei com o coração na boca.
- Sua filha já está medicada. Fique tranquila. - Fala o médico com carinho.-  Ela só vai tomar esse soro e depois poderá ir para casa. O pai da criança vem buscar?
Elvira riu constrangida e Paula falou:
- A bebê não tem pai. Mas eu vou leva-la.
De repente o telefone celular toca. E os três procuram em seus bolsos. Mas Paula fala:
-É o meu. - Diz ela pegando o celular na bolsa e colocando no ouvido. - Oi?
- Mãe. É a Clara. - Diz a voz da menina do outro lado da linha.
- O que foi filha? Algum problema?
- Sim. Eu não consigo trancar a casa e eu vou me atrasar para a igreja com o meu pai. Ele vai ficar uma fera. Ainda vai demorar ai?
- É só girar a tranca filha.
- Não consigo mãe. Será que não pode deixar aberto. Se eu faltar no culto da igreja hoje meu pai nunca mais vai me deixar ir para sua casa.
Paula nervosa olha para Elvira e o bebê tomando soro e pergunta para o médico.
- Doutor ainda vai demorar muito.
- Uma hora mais ou menos e estão liberadas. Porque? - Responde o médico.
- É que eu vou ter de deixar você ai Elvira. Minha filha não deu conta de trancar a mansão. - Diz Paula constrangida.
- Sei como é que é. Tem umas manhas para trancar. - Fala Elvira demonstrando que compreende.
- E se a Jaime ficar sabendo que deixei nossa filha sozinha naquela mansão vai ficar uma fera.
- Vai amiga. Eu vou embora de apé mesmo.  - Fala Elvira demonstrando que estava tudo bem.
- Não senhora. - Diz o médico que ainda estava ali. - Quando o soro terminar, daqui uma hora, eu vou terminar meu plantão e eu dou uma carona para você.
- Não precisa...
Paula sorrindo percebe que o médico se interessou pela mãe solteira.
- A doutor, você ia me fazer um grande favor levando minha amiga para casa.
- Paula! - Diz reclamando Elvira.
- Pode deixar. Pode ir dona Paula. Eu vou leva-la. - Diz o médico rindo.
Paula coloca o telefone no ouvido e fala com carinho para a filha:
- Daqui dois minutos eu estou ai filha. Já estou chegando. - E sai pelo corredor do hospital deixando Elvira e o médico sozinhos e envergonhados.
- Que isso doutor? Não precisa se incomodar de me dar uma carona. - Fala Elvira vermelha.
- Não vai ser incomodo algum.
- Mas o senhor nem me conhece.- Diz Elvira abaixando os olhos nervosa.
- Sei que seu nome é Elvira, que tem uma filha e que é solteira. Isso já me fez gostar muito da senhora.
Elvira sorrindo finalmente percebe que o médico estava interessado nela. Ela então toma um ar atrevido.
- Mas agora sou eu que não conheço o senhor.
- Meu nome é Horácio Nue Penz. Médico de Erotildes a dez anos. Muito prazer. - Diz ele esticando a mão. - Quando estiver terminando meu plantão eu venho tirar o soro da sua filha e nos vamos embora.
Ele sai deixando Elvira sorrindo.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Capitulo 26 - Um carta para Sr. e Sra. Henzel.

Era final de semana. Alessandra se levanta da cama. Seu marido está do seu lado. Ela tinha um belo sorriso no rosto e suspira com alegria. Ela se vira para o relógio na cabeceira da cama e se assusta. Se levanta e passar a trocar de roupa e acordando o marido com um cutucão no pé.
- Reinaldo acorda. Já é muito tarde.
- É final de semana Alessandra. Deixe-me em paz.  - Diz ele resmungando ainda de olhos fechados.
- Minha irmã vem almoçar hoje com agente Reinaldo. E você vai trata-la super bem está me ouvindo.
Ela sai para a cozinha já com um belo vestido e penteando os cabelos. Reinaldo de cuecas e meias no pés sai para sala e se senta no sofá. Ela nervosa fala:
- Vai vestir sua roupa Reinaldo. Eu vou fazer uma lista para você fazer as compras.
- Deixa eu pelo menos lanchar? - Diz Reinaldo ligando a televisão.
Alessandra colocando a rabinha de café no fogo vai até o marido na sala desliga a televisão e fala com um sorriso meigo no rosto.
- Que eu saiba agente não lancha o canal de esportes da televisão. Vai trocar de roupa enquanto eu preparo o lanche e a lista de compras por favor Reinaldo!
Reinaldo logo sai arrumado, com a lista de compras nas mãos deixando Alessandra sozinha se despedindo do marido. Logo um carro para diante dela. E um senhor e uma senhora desse do carro, ao lado de um menino de dez anos.
- Violeta você chegou cedo! - Diz Alessandra com carinho para a irmã. Uma senhora também muito bem arrumada, com enormes brincos na orelha e um vestido todo florido bem apertado ao corpo. Ela abraça a irmã. - Que bom que veio.
-Não tinha como recusar um pedido de minha irmã. - Diz ela alegre.
O senhor, um homem alto, com cabelo grisalho e usando um moletom xadrez se aproxima de Alessandra e também a abraça com carinho.
- Espero que Reinaldo tenha visto o jogo ontem na televisão.
- Aquele lá não perde um Thales. O futebol é a vida dele. - E Alessandra se vira para o menininho com camiseta com listras coloridas. - E quem é esse menininho lindo.
- É o filho da Margarida. - Diz Violeta com um sorriso. - Não se lembra dele?
- O Maicou. Mas já está desse tamanho? - Pergunta Alessandra com um grande sorriso olhando para o menino que timidamente  segurava a mão da avó. Mas a avó fala séria:
- Cumprimente a sua tia avó Maicou Jiéquisom!
- Oi. - Responde o garotinho tímido.
- Mas vamos entrar gente. - Diz Alessandra rindo e entrando em casa junto das visitas e ela vai cumprimentando.
- Mas me conta aonde sua filha foi achar um nome desses para o filho?
Já tomando um café na sala, muito bem arrumada, Alessandra ouvia com calma o porque da sobrinha achar um nome tão diferente para o filho. O relato era feito por Violeta
- Ela gostava muito do músico. Mas o marido dela é muito certinho em alguns pontos. E tremendamente brasileiro. E não gostou de colocar nome americano no filho e por isso resolveu colocar o nome do menino abrasileirado.
- Ficou original não é? - Diz Alessandra rindo. Mas vendo que o menino começava a desfiar o carpete de sua sala. Violeta vê e solta um grito.
- Larga o tapete de sua tia menino!
Alessandra sem jeito se levanta falando:
- Deixa Violeta. Eu nem gostava tanto assim desse carpete. - Ela se vira para o controle remoto e liga a televisão e entrega para Thales falando: - Fica à vontade Thales. O Reinaldo já deve estar chegando. A Violeta vai me ajudar um pouquinho na cozinha.
Quando elas vão sair para a cozinha Reinaldo abre a porta de casa com um monte de sacolas na mão e uma bilhete  na outra mão.
- Alguém deixou esse bilhete grudado na nossa porta.  - As duas senhoras param estranhando.
Alessandra pega o bilhete e começa a ler enquanto Reinaldo cumprimenta as visitas:
 " Sr e Sra Henzel, vinhemos por meio deste bilhete lhe informar que vocês foram escolhidos entre vários candidatos para serem cobaias de um experimento revolucionário em meio a ciência.
    Desde vários milhões de anos o homem tenta contato com o outro lado da vida. A morte sempre foi um tema cheio de discussões e lhe informamos que finalmente essas discussões serão caladas porque temos a resposta. As pessoas quando morrem vão para um outro universo, onde eles nos veem. Veem o que fazemos, porém nos não o vemos. Ficam no nosso mundo só que invisíveis  E queremos dar a oportunidade para você e seu marido de verem eles através de uma invenção feita pela Faculdade de Ciências de Erotildes. Sabemos que perderam seus filhos a alguns anos e daremos a vocês o meio de acha-los.
Nos encontre na faculdade na data e no local informado a baixo."
- Alessandra? Está pálida! O que tem nessa carta?
Alessandra olha apavorada para todos, mas logo abre um grande sorriso escondendo a carta atrás das costas e com um sorriso fala:
- Contas para pagar como sempre. Vamos a cozinha Violeta?

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Capitulo 25 - Drica tira satisfação com Dira

Drica chega em casa ainda naquela noite. Entra no banheiro e toma um banho. Ao sair de lá, enrolada numa toalha, dá de cara com Sidney deitado em sua cama dormindo. Ela fica nervosa e vai para sair do quarto, quando ouve a voz de Sidney.
- Drica?
- O que você quer Sidney? - Diz ela se virando para ele. Ele se levanta da cama. Sem camisa e com uma bermuda de ceda como pijama faz Drica sentir um calor novamente. Mas algo a repulsava naquela homem. 
Ele se levanta e abraça e a beija. Ela o ignora apenas dando um selinho enquanto ele queria um beijo mais quente. Ele fala com carinho.
- Faz tempo que agente não se vê. Você fica o tempo todo na faculdade.
Ela se desvia dele indo se sentar na cama.
- Me desculpa Sidney. - Fala ela grosseiramente  - Mas eu quero fazer algo da minha vida. Ter utilidade  Não sou como você.
Sidney não desiste e se aproxima novamente beijando seu pescoço e acariciando sua coxas e subindo a mão. 
- Pode abaixar a guarda meu amor. Não quero brigar. Eu quero te dar é carinho. 
Ela começa a se envolver. Mas quando Drica fecha os olhos logo se lembra do tiro que tirou a vida de seu marido e ela se afasta.
- Me desculpe Sidney. Eu não estou bem mesmo. - Diz ela agora mais fragilizada. Ela pega seu pijama no guarda-roupa, um travesseiro da cama e fala: - Eu vou dormir no quarto de visitas.
Drica vai até a cozinha nervosa já vestida com seu pijama. Quando encontra Dira bebendo água de costas para a entrada da cozinha. Ela vai até Dira e puxa-lhe o cabelo com força fazendo o copo de água cair no chão.
- Ai sua louca! - Dira empurra Drica com raiva arrancando um tufo do cabelo dela. - Você tá louca?
Drica coloca toda raiva que sentia de tudo que acontecia naquele momento e fala bufando de raiva.
- Isso é pouco o que eu vou fazer com você se você continuar mexendo nas minhas coisas! Está me ouvindo Dira?!!!
- Estou vendo que você é uma louca varrida! É isso que eu estou vendo! O que você está armando em? O que você quer?
Drica fala nervosa:
- É melhor você se afastar e ficar longe se quiser continuar sendo a primeira dama da cidade e tendo cabelos. Está me ouvindo?
Drica vai para a sala e sobe para seu quarto deixando Dira apavorada.
Dira sobe até o seu quarto e fala nervosa para o marido que estava lendo um livro.
- Você não sabe o que a Drica fez comigo agora mesmo?
- Que isso amor? Você está vermelha!
- Ela arrancou um tufo do meu cabelo.
- O que? - Pergunta Vladimir não largando o livro.
- Estou te falando que a Drica me agrediu!
- E o que você fez para ela chegar nisso?
Dira olha estranhando o marido.
- Eu estou dizendo que sua cunhada me agrediu e você me pergunta o que eu fiz pra ela.
- Você foi mexer nas coisas dela não foi?
- E isso é motivo para ela me bater.
Vladimir se levanta nervoso e finalmente larga o livro na cama.
- Ela estava quieta no lugar dela. Fazendo as coisas dela e você foi procurar encrenca. Mereceu!
- O que? Eu não estou ouvindo isso!
Vladimir percebe que exagerou e se aproxima de Dira para abraça-la.
- Desculpa meu amor. Mas você me deixou nervo...
- Tira as mãos de mim Vladimir! - Diz ela indo para a cama e se virando para o outro lado e deitando.
Vladimir se senta na cama e fala:
- Todos temos nossos fantasmas Dira. E não devemos ficar fuçando nos fantasmas dos outros. Deixa ela em paz que tudo ficará bem.
Dira deita chorando na cama de costas para o marido.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Capitulo 24 - Paloma e Diogo, um mistério.

Daniel abre os olhos. Já era de dia. O telefone tocava. O bebê chorava. Daniel se levanta esfregando os olhos. Thania do seu lado se levanta falando:
- Vai atender. Eu vou ver o Plínio. 
Daniel junto com a esposa caminha pelo corredor. Ela vai para o quarto ao lado do deles e ele vai até a sala e pega o telefone:
- Alô?
- Daniel? É o Renato. Poderia vir até aqui em casa para termos uma conversa.
- Claro Renato. Algum problema?
- É só uma pista que tivemos. Por favor Daniel. - Diz Renato do outro lado da linha.
- Já estou indo. 
Daniel desliga o telefone e vai até o quarto onde a esposa admirava Alexandre segurando o irmão mais novo e dando de mamar para ele. Ele abraça a esposa com carinho e fala:
- Deus nos deu um anjo para cuidar de outro não é?
Os três riem.
- O que era pai? - Pergunta Alexandre terminando de dar a mamadeira para o menino.
- O Renato. Eles não acreditam que a Juliana esteja envolvida com drogas.
- Ninguém quer acreditar que um parente esteja metido nisso não é Daniel? - Fala Thania.
- Vamos ver o que eles tem para mim. 
Daniel veste uma camisa e uma calça jeans e sai. Dirigindo seu carro até a casa de dona Leandra ele lembra de Juliana e percebe que também não conseguia acreditar que aquela menina esteja metida com isso. 
Chegando a casa de Leandra Renato já a esperava na porta da casa olhando com cara feia pois o sol batia em seu rosto.
Ele se aproxima do carro e fala: 
- Daniel temos motivos para acreditar que Drica verdadeiramente queria Juliana morta.
- Porque ela ia querer isso Renato? - Fala Daniel só desligando o carro e ficando sentado no carro.
- Juliana descobriu alguma coisa que Drica andava fazendo de errado.
- Envolvida com o trafico?-  Pergunta Daniel assustado.
- Não sei.- Diz Renato nervoso. - Sei que você deve procurar Drica e interroga-la. 
- Renato eu não posso interrogar a cunhada do prefeito de Erotildes sem prova. Aceite que sua irmã será presa e condenada.
- Minha irmã não é traficante Daniel. Isso é armação. E se vocês não vão investigar. Eu vou!
- Cuidado Renato você está se metendo com coisa grande. 
- Eu sei disso.
Renato sai nervoso de volta para casa e Daniel sai com o carro. E antes que Renato pudesse entrar em casa Luana aparece da sua casa com um grande sorriso. 
- Renato! Você não vai acreditar! Eu consegui falar hoje de manhã com a dona da casa aonde a Paloma morou. Ela é amiga de Vera, mãe de Paloma. E me deu o endereço dela em Satsil. Estou indo lá agora.
Renato abre um sorriso e fala: 
- Eu vou com você.
Thiago logo estava entregando a chave do carro para Renato:
- Tome cuidado com meus dois bebês viu Renato. Não quero ver nenhum dos dois arranhados. 
- Pode deixar seu Thiago. Tenho muita responsabilidade.
Renato entra do carro e Luana se despede beijando o pai e de Leandra a abraça e fala:
- Como a senhora se sente em questão disso dona Leandra? Está chateada?
- Não Luana. Não estou triste com sua pesquisa para achar essa Paloma. Eu tenho tantos problemas e não é uma mulher que está no passado do meu velho que vai me fazer ficar com mais cabelos brancos. 
Luana beija a prima no rosto e fala:
- Voltarei com boas noticias. - Ela sai pulando de alegria para o banco do carona do carro. E logo o carro sai pela estrada. 
Renato dirigindo o carro se vira para Luana e pergunta:
- Você conheceu a Drica de onde Luana?
- Sempre fui mais sua amiga Renato. Mas depois que você foi para Satsil eu fiquei mais próxima de Juliana. Sua mãe a obrigou a ela me chamar para sair de vez em quando. E ela andava com a Drica que era amiga de colégio dela. 
- Como é que é essa Drica?
- Renato no inicio, quando a conheci, ela era a cara de uma menina CDF. Cabelo mau penteado, nunca tinha visto uma maquiagem na vida. Vivia fazendo trabalhos da faculdades. Acho que foi mais por isso que sua irmã tinha me chamado para sair. Mas depois, em um curto período de tempo ela se transformou. Fez cirurgia plastica para aumentar os seios, tratou do cabelo, comprou vestidos novos, e passou a usar belamente maquiagem. Criou vida nova depois de largar do Sergio. Me parecia que ela ia querer uma vida nova. Mas agora, depois do que o Stenio falou. Não duvido nada que ela usou o casamento com o Sidney só para ter o financiamento das pesquisas dela.
- Você acha que ela era tão fanática assim por suas pesquisas? 
- Bem, olhando para trás eu vejo que não. Ela era mais fascinada pelo Sergio. Ela era maluca por ele. Mas ele vivia só de suas pesquisas. E ela sofria por isso. Eu e a Juliana dávamos muitos conselhos para ela. E recebemos a noticia de que ela tinha largado ele, e começou a mudar pensávamos que era porque de verdade ela tinha largado dessa fixação por ele. Tanto que quando telefonei para ela contando do suicídio dele, ela nem deu moral. Eu lembro exatamente das palavras dela. Ela disse que já não importava. Ele não era mais noivo dela. Foi tão frio. Foi nesse dia que larguei de andar com ela e com Juliana. A Juliana em vez de largar de andar com ela ficou fascinada pelo mundo que Drica abria para ela. Um mundo de luxo e riqueza. Nem via a esnobação que ela fazia pra cima da gente. E depois que se casou mudou tudo de novo. Continuou ser aquela mulher linda, mas se afundou de vez nas pesquisas da faculdade. Se afastou da Juliana.  E a Juliana ficou maluca com isso. Ligava para a amiga a chamando para ir nas festas que a Drica era convidada e ela não ia.
- Minha irmã com certeza foi atrás de Drica em seu laboratório e descobriu o que ela tem lá. O segredo de tudo está lá.
- Depois que voltarmos de Satsil podemos ir juntos ao laboratório dela.
Renato sorri para Luana e ela fala:
- Não sei como pude deixar uma amiga tão dedicada como você em Erotildes.
Logo eles chegam no endereço em Satsil. E param diante um apartamento antigo e velho. Renato vai na frente e Luana atrás. Renato tenta tocar um interfone, mas ele cai no chão ao apertar o botão. Fazendo Renato desquilibrar e segurar na grade do portão para não cair, à fazendo abrir.
Renato olha para Luana que estava com olhar temeroso e os dois caminham pelo corredor imundo  do apartamento. E na primeira porta, que estava aberta Renato vê uma mulher de envolta numa toalha e só de roupas intimas e com unhas enormes assistindo televisão.
- Moça desculpe...- mas a mulher não pareceu se importar e faz é se levantar e ir até a porta.
- Pois não?
Luana passa na frente de Renato e fala:
- Estamos procurando por Vera Alves Hairot ou Paloma Alves Misroft.
A mulher pareceu não gostar da intromissão de Luana. E Renato puxa Luana de novo para trás dele a defendendo. A mulher aponta para a escada e fala:
- Segundo andar, número três. A velha é meio surda.
Renato sobe na frente, tomando cuidado com os degraus arrebentados e frouxos e Luana seguindo seus passos atrás.
Logo eles se deparam com um porta muito bem pintada e com o número três em um azulejo pregado a porta. Eles batem a porta a porta se abre.
A primeira coisa que Luana e Renato pensaram foi que estavam em um universo paralelo. Uma senhora com avental florido, calelos muito bem pintados e escovados em ondas e uma belo sorrizo abriu a porta. Ela ainda tinha no pescoço um grande colar de perolas e vestia um vestido também florido. Segurava uma  colher de pau com uma luva de cozinheira. Sua casa mais parecia um conto de fadas. O apartamento era coberto por muita cor, panos cobrindo cada móvel cheio de bordados e tricos. Uma poltrona e uma televisão antiga ficavam no meio do sala, com um tapete enorme cobrindo tudo.
- Bom dia, a senhorita deve ser Luana Abeck Cruz. Deborah me falou que você viria. Entre por favor.
- Senhora Vera eu devo presumir. - Diz Luana com um sorriso e domonstrando claramente aliviada. - Esse é meu amigo Renato.
- Ou claro. Uma moça nunca deve andar sozinha em Satsil. Muito sábia a senhorita. Muito prazer senhor Renato. Entrem. - Diz ela deixando as visitas chegarem, sentir o cheiro do almoço e se sentarem:
- Vocês chegaram cedo. Não tive tempo de deixar o almoço pronto como planejado. Terei que deixa-los esperando um pouco. Se importariam?
- Não. Claro que não. - Diz Renato constrangido ao lado de Luana.
Ela sai os deixando sozinho na sala. Na estante aonde estava a televisão tinha várias fotos. Na parede em cima da televisão, uma estante de parede continha mais fotos. Renato olha para as fotos. Numa delas era um homem forte cheio de vida, a foto era muito antiga e em preto e branco. Em outra estava o mesmo homem, uma mulher, que com certeza era dona Vera bem mais nova, e uma menininha nos braços. No outro estava Vera e sua filha, uma criança,  sentados numa poltrona. E depois está as duas já mulheres. E para a surpresa de Renato, com Paloma segurando um nenê nos braços. Ele passa os olhos pelas fotos para ver se encontra um marido para Paloma. Mas não. Renato olha para Luana que estava também vendo a mesma coisa e estranhando.
- Será Renato? - Pergunta Luana assustada.
De repente a mulher aparece na porta da sala novamente.
- O almoço está servido. Venham.
Luana e Renato se encaminham para a mesa. E veem a comida que aquela senhorinha tinha feito. Um banquete. Eles colocaram a comida e logo após Vera colocou. E quando Renato foi atacar a comida viu Vera fechar os olhos e começar a fazer uma oração. Logo depois ela sorri para eles e fala:
- Espero que vocês gostem. - Ela parte um pedaço do bife e mastiga com cara de quem a comida estava ótima. Depois de engolir ela pergunta. - Muito bem? Porque vieram de tão longe atrás de mim e minha filha?
Luana séria vai direto ao ponto.
- Paloma teve um namorado na adolescia dona Vera.
Seu sorriso se fecha e ela vira os olhos para o prato para continuar a comer. E fala triste:
- Sim, Paloma se apaixonou na adolescência por um garoto que morava na nossa rua. - E se vira com cara de séria para Renato e fala: - Ele era muito parecido com você meu jovem.
- Esse garoto é meu pai dona Vera.
- E você quer saber de como tudo aconteceu?
Luana se vira Vera e fala:
- Seu Diogo está doente e delirando. Pesamos que se encontrasse Paloma e levássemos até ele, quem sabe ele não melhoraria.
Vera limpa a boca com o guardanapo e toma uma taça de suco e fala para os dois.
- Diogo e Paloma se apaixonaram logo de cara. Só que o Diogo queria se aproveitar dela, pensando porque não tinha pai ia ser mais fácil. Meu marido morreu dois anos após ter Paloma. Mas minha filha foi firme. Só que Diogo era um sujeito astuto e nos fez pensar que tinha mudado. Ele encantou minha filha, a engravidou e a abandonou.
- Meu pai não faria isso dona Vera. Ele é um homem honesto. - Afirma Renato com firmeza.
Vera sorrindo para Renato fala:
- Pensamos que nossos pais são pessoas puras, anjos que Deus fez para nos proteger. Eles nunca erram e nunca fazem nada de errado. Mas não é bem assim Renato. Nossos pais tiveram uma vida antes da gente. E é muito difícil de admitir isso.
- Mas seu Diogo é uma pessoa boa dona Vera. - Fala Luana com sinceridade. - Eu fui testemunha de como ele criou os filhos dele com decência e honestidade. Eu vi que mesmo com a dificuldade e os meios para fazer coisas ilegais para conseguir dinheiro ele jamais se dobrou a corrupção.
- Ele sabe maquiar muito bem quem é menina. Ele fez isso comigo e com minha filha. E não duvido que tenha feito isso com a família dele também. Com certeza ele teve uma vida dupla.
Renato se levanta nervoso.
- Não admito que fale assim sobre meu pai. Ele está doente numa cama e chama pela sua filha.
- Calma Renato. - Diz Luana puxando Renato para se sentar novamente. Mas Vera não perdoa.
- Com certeza por arrependimento de ter feito isso com Paloma.
- O que a senhora sabe? Nos conte e tiraremos nossas conclusões. - Diz Luana com calma.
- Minha filha chegou uma noite para mim aos choros. E contou que tinha se entregado para Diogo e que estava grávida. Eu falei para ela contar tudo para Diogo que ela ia apoia-la. Mas ela me contou que Diogo depois que tinha feito aquilo com ela, já não falava com ela. Assim decidimos ir embora.
- A vizinha de vocês me contou que ele sofreu muito depois que sua filha deixou meu pai. Não tem como ele ter feito isso com a sua filha dona Vera. - Fala Renato sério.
- A dona Alessandra? - Diz Vera rindo. - Paloma me contou que ele saia escondido com ela de tarde quando o marido estava no trabalho.
Renato se levanta nervoso.
- Vamos embora Luana. Não vou mais tolerar isso. Isso é mentira. E está na cara.
Luana se levanta e fala:
- Precisamos falar com sua filha dona Vera. Aonde ela se encontra?
- Ela foi embora com a criança a anos  atrás. Não deixou telefone, endereço. - Diz ela com olhar de quem tinha vencido.
- Não tem como a senhora me passar o nome de algum amigo do seu Diogo, ou da sua filha daquela época?- Fala Luana como ultima alternativa.
- Não tenho o telefone de mais ninguém daquela época infelizmente minha filha.
Renato deixa o prato na mesa e puxa Luana nervoso. No corredor do apartamento ele fala:
- Eu duvido que está história seja verdade Luana. Meu pai jamais faria isso.
- Renato, eu também acredito que não seja verdade que seu pai fez aquilo. Mas a foto do menino está lá. Nos braços de Paloma.
- Você acha que meu pai teria coragem de fazer isso com uma mulher Luana? - Pergunta Renato já saindo do prédio com Luana.
- É claro que não. Não teria sentido. Ele largou de uma mulher grávida para ficar com outra mulher, sua mãe. Eu vou procurar outros amigos de Paloma e Diogo e descobrirei a verdade.

Capitulo 23 - A história completa de Sergio e Drica

    Num laboratório um homem acende uma chama num pequeno aparelho chamado Bico de Bunsen. E coloca um tubo com um liquido dentro. Soltando um fumaça. Essa fumaça vai para dentro de um outro vidro intubado no outro e o homem o desconecta do outro vidro e leva para perto do nariz. Cheirando o vidro o homem, de rosto quadrado e de óculos de aros redondos vai até uma maquina. Um tipo de moldura de espelho redondo metalizado. Ele aperta um interruptor do lado e começa a surgir raios no meio da moldura e no meio dos raios surge a figura de Drica.
   - Está me ouvindo claramente Drica?
   - Sim Sérgio. Estou te ouvindo. - Ele cheira mais uma vez o produto no vidro e fala:
   - Finalmente, depois de anos de pesquisas o nosso projeto é um sucesso!
   - Não tinha como não ser meu amor. - Diz ela com um grande sorriso no rosto. - Você deu a própria vida por ele.
    Ele com um sorriso fala:
    - Quem diria? Que em meio aos universos paralelos existia um em que as pessoas quando morriam iam para ele.
    - Pense no que ganharemos com isso Sérgio. Nossos nomes ficara para a história. Ligando um mundo ao outro.
    - Valeu a pena tudo meu amor. Desde meu suicídio para vir para esse mundo e trabalhar nesse maquina até seu casamento com o milionário Sidney para o financiamento das pesquisas.
    - Quando vamos revelar nosso experimento para o mundo Sergio?
    - Calma meu amor. Temos muito o que provar ainda. Não podemos simplesmente dizer que ultrapassamos a barreira da morte. Teremos que provar.  - Diz Sergio pegando uma agenda com anotações. - O próximo passo será arrumar uma outra pessoa para conversar com seu ente querido. Filmaremos e soltaremos tanto em um mundo quanto no outro.
    - Isso sem contar as várias pesquisas em outros universos que poderemos fazer. - Diz Drica que estava de óculos também e muito entretida com tudo que falava.
    - Por isso temos que tomar cuidado com a mídia Drica. Alguém pode roubar nossas pesquisas. Calou a boca daquela menina que nos seguiu aquele dia?
    - Que raiva que me dá só de sitar naquela intrometida. - Diz Drica nervosa. - Mas ela está controlada por enquanto.
    - Resolva isso Drica. - Diz Sergio firmemente. - Eu já achei alguém que possa ser nossa cobaia. O nome dele é Gabael Henzel Inacio. Seu trabalho será chamar os pais deles para um contato. O nome deles são Alessandra Inacio Henzel Losekann e Reinaldo Henzel Krug. Aja da forma mais imperceptível possível.
    - Pode deixar meu amor. Vou fazer tudo direitinho. Adeus meu amor. Até breve.
  Drica desliga a maquina e tira o óculos. Estava sozinha na faculdade. E sorrindo se rememora de como chegou até lá.
    Das interessantes aulas de universo paralelo na faculdade. De como logo se identificou com Sergio nos trabalhos em grupos. E em como ele e ela ficaram fascinados pela ideia. E de como poderiam contorcer a linha dos universos para ter uma visão do outro lado por eletro estáticas de televisores.
    De como pegaram uma estação de rádio de outro universo pela primeira vez.
    De como num trabalho mais desenvolvido descobriram um universo onde só ia as pessoas que já morreram.
    Em como ficaram frustados quando a faculdade diminui as verbas deles. E em como era difícil a comunicação com o outro mundo.
    Se lembrou de como numa noite deitados no colchonete no laboratório Sérgio se virou para ela e falou:
    - Eu vou morrer Drica. Vou morrer e irei trabalhar do outro lado para nos comunicarmos.
    Drica de inicio sorriu achando que era piada. Mas logo percebeu que não era. Será que o nível de loucura de Sergio tinha chegado a esse limite. Mas logo Drica se entregou. Para que teria que ter limites.
    - Isso ia ser perfeito Sergio. Teria eu, desse lado estudando e você do outro lado tentando comunicação.
    Ele se levanta do colchonete e vai até uma pasta e fala:
    - Existe uma tribo indígenas no interior que diz que entram em contato com seus ancestrais por meio de um fumo. Terei que viajar para lá e ver como isso funciona.
   - Mas como iriamos fazer isso Sergio? Não temos dinheiro.
   - Eu morrerei Drica e você arrumara esse dinheiro. - Ele se levanta entusiasmado e vai até um quadro negro e ao vira-lo vê a foto de Sidney. -  Tem um homem chamado Sidney Brito Lenoy. Ele é um dos homens mais ricos de Erotildes. Seu irmão vai se candidatar para prefeito ano que vem. Um de seus projetos é a formação da família. E seu irmão mulherengo não é a melhor forma de demonstrar que defende essa pratica. E ele precisa de uma esposa.
   - Você quer que eu me case com Sidney Brito para ter dinheiro para nossas pesquisas?
   Sergio entusiasmado se abaixa para a noiva que estava no chão e fala:
   - É a única chance de futuro da nossa pesquisa Drica. A não ser que você que eu queira que eu ache uma viúva rica por ai e você morra.
   Drica se lembra do forte estudo que foi feito em cima de Sidney e de como ela teve que mudar para conquistar Sideney. E nunca vai esquecer quando teve que se separar do seu amado.

    Drica já estava linda e triste no laboratório olhando para o ex-noivo que sempre com seu entusiasmo armava tudo para um suicidio. Ele terminava de escrever a carta e olhava para Drica com um grande sorriso.
   - Suas amigas acreditam fielmente que estou morrendo de tristeza por você ter me largado pelo Sidney. Nossos planos estão correndo como planejado meu amor.
   Drica maquiada, com um belo vestido de gala e cabelos lisos e longos olhava para Sergio com tristeza.
   - E se for só loucura da nossa cabeça Sergio? E se esse mundo não existir?
   - Drica nos pegamos estação de onde o presidente dos Estados Unidos  é vivo e apresenta um show de calouros. Vimos uma informação num jornal onde o ancora é Nicolas Sparks e  de que Lindsay Loham assumiu a presidencia dos Estados Unidos. Sem contar que vimos pessoas famosas que já morreram fazendo novelas. Sem contar que as pesquisas em volta dos contatos com espíritos indígenas.
   Sergio termina de escrever e a carta e entrega para Drica.
   - Leia. Veja se é convincente.
   Drica leu pausadamente com sua boca com batons vermelhos que jamais usava.
   - "Querida Drica, não fiz isso porque estava triste por você ter me largado. Estou triste porque não terei mais minha companheira de pesquisas. Não terei mais a mulher que me apoia e não terei mais minha amada.
Não quero mais viver sabendo que terei que acompanhar você na televisão sendo a companheira de outro homem se não a mim. Essa tortura ira ser pior que a morte. Assinado seu eterno apaixonado Sergio."
   Drica olha para Sergio tentando se controlar. Mas quando Sérgio sentado na escrivaninha abre a gaveta e retira uma arma e coloca sobre a mesa Drica deixa lágrimas caírem dos olhos. Sergio ainda com aquele sorriso no rosto fala:
  - Você tem que ser forte Drica. Irá para a festa de Vladimir e irá sorrir muito para Sidney.  É tudo pela ciência meu amor. - Diz ele com uma mão segurando a mão de Drica e com a outra já segurando o frio metal da arma.
  - Tudo pela ciência Sergio. - Diz ela em meio as lágrimas teimosas em cair.
Ela vê seu amado tirar o travamento da arma e aponta-la para a própria cabeça. Drica segura firme a mão de Sergio. E vê seu amor piscando pela ultima vez. E mandando um beijo a distancia para ela. O tiro ressoa mais alto do que Drica pensava a assustando. O sangue voa pela parede ao lado dela transformando a parede branca em uma obra de arte mórbida.
Por um segundo Drica pensa que nada tinha acontecido. Ele estava lá, com seus grandes olhos azuis olhando para ela ainda. Porém sem o sorriso, sem o olhar alegre e entusiasmante. Estava assustado, porém parado. Ereto ainda na cadeira. De repente um filete de sangue sai dos lábios dele pingando em sua calça branca. A mão que segurava a arma cai boba e deixa a arma cair. Drica ainda segurava a mão do ex-noivo. E de repente seu corpo cai no chão, manchando o chão e de repente o sangue começa a correr pela sala.
Drica se solta da mão de Sergio. Deixa a carta na mesa e sai do laboratório a trancando.
Drica lembra de sorrir muito na festa de Vladimir. Estourar shampaing ao lado de Sidney. E o mais difícil  Dormir com ele naquela noite.
Drica lembra de enquanto Sidney tirava a roupa e a despia de que só pensava no que Sergio falou para ela naquele dia. Tudo pela ciência.
Quando recebeu o telefonema de Luana naquele dia lembrou de fazer como ele mandou:
Nua ainda do lado de Sidney que dormia tranquilo falou calma e tranquilo.
- Já não importa Luana. Ele não era mais meu noivo mesmo.
Drica se lembra dessas coisas e limpa as lágrimas e volta com um grande sorriso. E sai do laboratório o trancando, como naquele dia.
Ela sai e encontra Antônio a esperando do lado de fora da faculdade.
- Iremos passar num lugar Antônio. Se apresse.
Antônio olha para Drica e pergunta:
- Conseguiu madame?
Drica sorri e fala:
- Sim Antônio, nôs conseguimos.

Capitulo 22 - Fuga de um banheiro de um restaurante

É noite na grande mansão do prefeito. Dira de frente a um balcão fazia um sanduíche em quanto falava no telefone sem fio pendurado entre o ombro e o ouvido enquanto estava com a mão ocupada com a faca e o vidro de maionese. Ela estava na cozinha. Luxuosa, espaçosa  e cheia de moveis de primeira linha. Com uma decoração moderna. Dira com um blusa de alça rosa claro que não tampava a barriga e uma calça de moletom cinza já se preparava para dormir. Descalça e cheia e com um dos pés na cadeira ela falava tentando ficar calma.
- Eu sei Valentina. Eu sei que tenho uma responsabilidade grande. Mas não deu para ir. - Dira vira os olhos e guarda a maionese na grande geladeira de metal. - Eu imagino como as crianças ficaram tristes. - Ela se volta de novo para o balcão e segura o telefone. E fala já nervosa: - A senhora não acha que é um pouco tarde para tratar desse assunto? Amanhã agente se vê.
Dira desliga o telefone chateada e vai para dar a primeira mordida no sanduíche quando o telefone toca de novo. Ela larga o sanduíche no prato de novo, limpa as mãos e pega o telefone novamente.
- Alô?
De repente uma voz triste fala do outro lado da linha:
- Alô? Drica?
Dira nervosa pergunta, já reconhecendo quem era e o estado que estava:
- Sidney? É você?
- Drica?
- É Dira Sidney? Você tá bêbado?
- Dira passa para a Drica por favor.
- Ela está na faculdade. Já ligou para o celular dela.
- Não atende Dira. Passa para o meu irmão.
Dira atravessa a entrada da mansão escura e silenciosa. Sobe as escadas da mansão correndo e abre a porta do escritório do marido aonde ele estava do lado de vários outros homens em reunião. E todos olham para ela.  Dira fica constrangida e volta para trás aparecendo só a cabeça na porta.
- Vladimir. É seu irmão no telefone.
Vladimir com cara de muito nervoso fala:
- Não avisei você que eu estava em reunião?
- Parece que é urgente.
- Tudo para o meu irmão é urgente. Resolva para mim e feche a porta.
Dira fecha a porta envergonhada e se senta nos degraus da escada.
- Sidney, o Vladimir não está podendo atender agora o que é...
De repente uma fusão de choro e soluços se ouve do outro lado da linha:
- Eu estou aqui no Restaurante Reunim. E passei um pouco da conta. Bebi de mais. E está cheio de fotógrafos do lado de fora me esperando para flagrar o irmão do prefeito bêbado feito um gambá.
Logo Dira sai com o carro pela noite para salvar o cunhado. Dentro do carro ela está com uma peruca loira e óculos bem grandes e escuros. Ela deixa o carro num beco e anda para a outra esquina aonde vários fotografos cercava a porta de vidro do restaurante tentando focalizar alguém lá dentro.
Dira disfarçada entra no restaurante e pergunta a um garçom:
- Aonde está Sidney?
- No banheiro senhora.
Dira sem pensar duas vezes entra no banheiro masculino afugentando alguns homens que urinavam no urinol.
E pelo barulho de choro ela vai até uma das repartições do vaso e bate na porta.
- Sidney é você?
- Dira? O que você faz no banheiro masculino?
- Eu vim te salvar. - Diz ela. Sidney abre a porta e um sujeito elegante só que chorando feito um bebê com um garrafa de conhaque na mão aparece. - O que foi que aconteceu?
- Não aconteceu nada Dira. Só que não aguento mais essa vida. - Ele continuava sentado no vaso sanitário, só que para o alivio de Dira estava sendo usado só com acento mesmo. Dira se ajoelha do seu lado e pergunta:
- Foi a Drica novamente Sidney. O que ela fez?
- O Paco vai casar. E ele está de todo tchutchutchu com a noiva dele agorinha a pouco. Querem que eu seja o padrinho.
- Que coisa boa Sidney.
- Mas não é um coisa boa Dira! - Diz ele alto e chateado.
- Ah não?- Pergunta Dira se sentando no chão.
- Não. Eu não tenho isso com a Drica.
- Ou  Sidney, mas depois de um certo tempo de casado é normal o casal se afastar um pouco. E a Drica é uma mulher muito ocupada.
- Dira, nos últimos meses eu sai com três mulheres diferentes nas capas das revistas mais famosas de Erotildes e a Drica nem falou nada.
- Toda mulher se importa Sidney. As vezes ela está trabalhando feito uma louca assim no laboratório é justamente por isso. Talvez ela está sufocando a dor da traição lá.
-Ela nem olha mais para mim.
- É você que tem que fazer ser visto Sidney. Cara, você está num banheiro de um restaurante furreca, bêbado  Uma mulher não quer olhar mesmo para alguém nessas circunstancias. Lute para ser alguém admirável e ela vai te admirar.
- Mas como vou ser alguém admirável para Drica? O último namorado dela era professor de uma faculdade.
- Ela largou dele por você. Lembre-se quem você era quando a conheceu. E volte a fazer as coisas que fazia.
- Você está certa. - Diz Sidney se controlando e se levantando. - O primeiro passo é sair daqui. Como? Não posso aparecer para esses fotógrafos. Isso não vai me ajudar com a Drica.
Dira só se vira o olhar para a pequena janela do banheiro. Dira logo pula a janela dando num beco escuro. E olha para o lado preocupada se alguém o tivesse visto. Não. Ninguem a viu. Mas porque Sidney demorava tanto?
- Vem logo Sidney!
- Eu estou tentando. Mas estou preso. - Dira ao olhar para cima, na janela que tinha acabado de passar vê o cunhado preso pela barriga. Metade do lado de dentro, metade do lado de fora.
- Droga Sidney. Eu te falei para não ir tanto na academia.
- Me puxa Dira!
Dira tenta puxar Sidney sem perceber que um homem se aproximava do beco fumando. E ao ver a cena joga o cigarro no chão e desaparece por alguns segundos. Dira vê a cena. E começa a puxar desesparada o cunhado. Até que ele se solta e os dois caem no chão.
O fotografo logo vem correndo com a camera na mão e um monte de outros fotografos atrás dele.
- Corre Sidney! - Antes que qualquer um tirasse qualquer foto. Dira e Sidney correm em desespero atravessando o beco, pulando uma grade de ferro para o outro lado e pegando o carro de Dira e saindo em disparada.
Os dois riem dentro do carro, Dira dirigindo e rindo as gargalhadas. Sidney também ria e fala com carinho.
- Você viu a cara daquele homem quando nos viu Dira?
- Eu pensei que ele ia ter um infarto enquanto corria.
- Tivemos sorte que ele é gordinho.
As rizadas se acalmam e Dira fala mais séria.
- Você é um cara legal Sidney. Só valoriza demais a atenção de Drica. Se valorize.
- Tenho que voltar a valorizar as coisas boas na minha vida. - Diz ele demonstrando que quer mudar.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Capitulo 21 - O porque Juliana foi presa

Renato chega em casa e vê Luana na cozinha com avental mexendo uma panela que está no fogo. Luana ria e conversava com Leandra que estava na cadeira. Ele para na sala e ouve:
- Não sei se meu arroz ficará gostoso igual a da senhora mas espero que fique dona Leandra.
- Já te falei que não precisava esse trabalho todo Luana. Eu estou boa.
- O médico falou que é repouso absoluto. E eu...
Renato aparece a porta com um grande sorriso.
- Oi Renato. Hoje você vai experimentar o meu arroz. Se ficar bom você fala. - Diz ela com um riso bobo no rosto enquanto picava um cenoura na mesa.
- Acho que consegui uma ajuda no caso da Juliana mãe.
- Já falei para você parar de mexer com isso Renato.  - Diz a mãe séria e levantando-se.
- Mas mãe, agora eu conversei com primeira dama. Ela vai me ajudar.
- Você conseguiu mesmo Renato? - Pergunta Luana com alegria.
Leandra nervosa vai para o quarto do marido mas volta para a cozinha falando:
- Você acha que uma mulher tão importante como a Dira vai perder tempo com pé-rapados como agente?
- Mãe a senhora precisa ser mais confiante! - Diz Renato com um sorriso. - Sei que a Juliana descobriu algo sobre a Dira e por isso ela arrumou um jeito de coloca-la na cadeia.
Leandra fala nervosa:
- Se a Juliana soubesse alguma coisa tão importante para ela ter coragem de incriminar alguém Renato com certeza ela ia era matar e não entregar nas mãos das autoridades.
- Mas como a senhora sabe se não era essa a ideia. A Juliana ia cobrar uma divida de um traficante de drogas mãe. Ela ia ser morta com toda certeza se o Daniel não tivesse chegado.
- Você está é maluco Renato e quero que pare com essa investigação maluca.
- Mãe eu vou juntar provas e vou provar que a minha irmã não fez nada de errado a não ser se envolver com pessoas erradas.
- Deixa isso com a policia Renato! - Fala Leandra quase chorando.
- Mãe os policiais não estão fazendo nada. Você acha que as provas certas vão bater na nossa porta?
- Temos que ter paciência meu filho. Deus é conosco. E ele sendo conosco é bem capaz sim de provas para soltar Juliana virem bater na nossa porta.
De repente nesse momento se ouve batidas na porta.
Os três olham apavorados para a porta. E Renato vai abrir. E um homem aparentemente desconhecido está lá.
- Boa  noite. Estou a procura de Leandra Calafiori Moura.
- O que deseja? - Pergunta Renato com seriedade.
- Meu nome é Stenio Guimarães e sei o porque a filha dela está presa.
- Stenio Guimarães? - Pergunta Renato confuso. De repente Luana abre a porta de uma vez e fala:
- Stenio Guimarães é o ex-prefeito de Erotildes. - Diz ela para Renato. E se vira para Stenio- Como você pode ajudar a Juliana?
Ele entra com Renato abrindo caminho.
Stenio se depara Leandra que o olhava preocupada. Luana aponta o sofá da sala e fala séria.
- Sente-se seu Stenio.
Luana, Renato e Leandra se sentam no outro sofá. E ele se sentando de frente a eles fala:
- Quando fiquei sabendo que Juliana estava presa eu já imaginei logo que tinha sido culpa de Drica.
- Porque pensa assim moço? - Pergunta Leandra preocupada.
- Essa mulher é muito esperta dona Leandra. E eu sei o que ela faz para manipular os outros. Ela tem a esperteza e a inteligencia para dominar e conseguir o que quer. E de bônus ainda é uma mulher muito bonita que usa tudo para manipular todos a sua volta.
Renato nervoso fala:
- Mas o que essa mulher quer?
- Quando a conheci pensei que ela queria era apenas poder. Vi ela fez de tudo para seduzir o Sidney. Ela entrou no meio politico de uma forma muito sábia.
Ela apareceu numa festa de encerramento do mandato de Guilherme, o antigo prefeito. Ninguém sabia quem ela era, nem por quem tinha sido convidada. Mas tinha boa conversa e logo soube fazer uma roda de amigos.
Luana falou nervosa:
- Eu lembro disso. Eu fui nessa festa também junto da Juliana. Só que ela nos deixou de canto. Não sei como ela tinha nos convencido a ir numa festa de políticos. Foi para ir nessa festa que ela e o Sérgio tinham terminado.
Stenio continua:
- Sei que ela foi muito carismática e pela sua beleza logo chamou atenção de vários homens. Mas sua presa era Sidney.  E não deu outra. Logo que começou a aparecer em outras festas com ela. Mas depois de se casarem rapidamente, isso parou. Ela dar seu outro passo. Ela não queria poder. Queria o dinheiro de Sidney para financiar suas pesquisas na faculdade de Ciências de Erotildes.
- O que? - Fala Renato. - A Drica não parece com uma cientista.
Luana assustada fala:
- Mas era. Foi assim que ela conheceu Sérgio. Ele e ela eram professores de ciências no laboratório da faculdade.
Leandra fala estarrecida:
- Mas você acha que ela teria coragem de se vender por alguma pesquisa que ela esteja fazendo.
- Não parece ser só uma pesquisa comum dona Leandra. Eu ando investigando e vi que essa pesquisa é bem mais séria do que parece. - Responde Stenio.
- Será que a Juliana descobriu algo sobre essa pesquisa e por isso Drica queria mata-la? - Fala Leandra apavorada.
Luana se vira para eles e fala:
- Gente o problema nosso é o seguinte. A Juliana não foi para entregar droga para traficante nenhum. Como vamos provar que isso foi armação da Drica?
Leandra se vira para o filho e fala:
- Vou ligar para o Daniel agora. 

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Capitulo 20 - Vladimir solta coisas sobre Drica.

De noite, em seu quarto, depois de tomar um banho, Dira sai do banheiro e encontra finalmente seu marido. Vladimir estava deitado na cama e lendo alguns papeis.
- Finalmente encontrei meu maridinho em casa. - Diz meiga indo para a cama abraçando e beijando o marido.
Ele beija Dira e volta para a leitura.
Dira sem graça fala:
- Estamos tanto tempo sem ter um tempinho pra gente Vladimir. Bem que poderíamos sair um pouquinho.
Vladimir se vira para a esposa com um sorriso e fala:
- Me desculpe amor. Mas não temos mais controle para escolher nosso tempo. Eu sou o prefeito de Erotildes e você a primeira dama. Sempre estamos tão cheios de compromissos.
Ela deita ao seu lado e com um sorriso fala:
- Eu compreendo amor. Acho que se não fosse a Drica nos ajudando nem sei se teríamos tempo para dormir. - Diz ela rindo.
Vladimir rindo fala:
- Se meu irmão fosse um pouquinho mais parecido com a esposa...
Dira corta o assunto não querendo perder o fio da miada.
- O que a Drica faz de verdade meu amor. Eu sempre com meus compromissos nem tenho tempo de saber.
- Bem ela fez faculdade de ciências. E é envolvida com pesquisas no laboratório da Faculdade.
- Que tipo de pesquisas ela faz lá?
Vladimir rindo pergunta:
- Que curiosidade é essa agora Dira?
- É que ela é cunhada do meu marido e não sei responder quando os outros me perguntam.
- E quem anda perguntando isso pra você?
Dira sorrindo para o marido fala:
- Ai Vladimir são só pessoas.
- Sabe como Drica é. Não mexa nos assuntos dela.
Dira parece decepcionada. E Vladimir percebe e largando a papelada no criado vira-se para esposa a beijando.
- Não é que eu não quero responder meu amor. É que verdadeiramente eu não sei. Nunca conversamos muito. E acho que verdadeiramente nem o Sidney conversa muito com ela. Ele escolheu ela para aparecer nas épocas das eleições. Era uma mulher bonita e que dava uma boa moldura para o jeito torto do meu irmão. Ela que não era boba nem nada aproveitou a chance que meu irmão deu.
- Ela é tão estranha que nem se importa com as coisas ridículas que seu irmão faz de vez em quando.
- Ela tem a vida dela. E não gosta quando mexemos nela. Agora esquece ela. Vamos aproveitar o tempinho que temos juntos fazendo algo de bom.
Vladimir beija a esposa com carinho na boca e desce para o pescoço. Dira tenta se concentrar mas sua cabeça voa se perguntando no que pode ser tão perigoso e macabro que Drica esteja fazendo num laboratório de uma faculdade.