Ricardo ainda em seu quarto beija a mãe. E ela fala:
- Se arrume que eu vou ligar para o Arinaldo combinando um jantar pra gente, hoje a noite.
Ricardo beija a mão no rosto e fala com carinho.
- Está bem. Vou me arrumar.
A mãe sai pela porta e Ricardo se vira para o pai. Ele fala:
- Você vai ver como o cara é maneiro Ricardo.
- Eu sei pai. Eu sei. - Diz ele com olhar triste. O pai sai e Ricardo fecha a porta. E vê Fernanda lindamente arrumada, num vestido vermelho, muito bonito.
Ricardo abaixo os olhos tristes e tenta tirar a camiseta e percebe que ela está grudada em sua pele. E sem jeito vai até a o chuveiro e o liga. E deixa a água cair em seu corpo com roupa mesmo. Logo ele sai e desce as escadas. A mãe o esperava com um grande sorriso na porta do bar.
- Tá bonito em Ricardo. - Diz uma senhora na mesa do bar.
- Obrigado dona Antonieta.
Araí estica as mãos e Ricardo disfarçando um sorriso segura na mão da mãe. E de repente ele se vira e vê a mulher descendo a escada toda arrumada. Cristiana e Felícia gritam sorrindo ao vê-la.
- Mãe! Você tá linda!
- Estou?- Diz Fernanda timidamente.
- Está dona Fernanda. - Diz Felícia com alegria.
Ricardo se vira e percebe que o sorriso da mãe tinha sumido. Ele disfarça e fala com alegria:
- Vamos mãe?
Mas quando eles vão virar a esquina, ele vê Selmo saindo da casa vizinha, todo elegante para o encontro com Fernanda.
Ricardo fecha novamente o sorriso. Mas o abre ao ver saindo da casa vizinha também Arabela, que estava com grande felicidade indo para aeroporto.
- Estou indo meu neto. Me deseje sorte.
- Toda sorte do mundo vó. - Grita Ricardo e sai para a outra direção com a mãe.
Araí olha para Ricardo que tentava manter o sorriso mas vê traços da tristeza. Araí fala calma.
- Quando eu morta, vi seu pai saindo com outra mulher, que dona Antonieta apresentou pra ele eu também fiquei uma arara. Queria matar ele também. Mas não pude fazer nada.
Eles andavam juntos rumo a casa. E Araí continua:
- Mas ai de repente eu percebi que também estava livre. E que poderia fazer coisas que quando casada não podia. Eu passei a ter amigas, sair mais. Viajei. Não veja isso como um fim do mundo meu filho. Depois, quando ela morrer, vocês se acertam.
Ricardo disfarçando o sorriso fala:
- Não vamos falar disso mãe. Aonde foi que conheceu Arinaldo?
- Foi numa festa que fui com minha amiga, Augusta para uma festa. E lá encontramos o Arinaldo. Ele era ex-marido dela. E ela nos apresentou. Começamos a namorar lá mesmo.
- O que? A esposa te apresentou o marido?
- Filho, não eram mais esposos um do outro. Já havia uma década que tinham morrido e separado.
- E eles tem filhos? Sim, três. Mas a que acho que você conheceu foi só a mais nova. A dona Maria, mãe do Werner, atendente da delegacia.
Eles param diante de uma casa pequena, humilde. E Araí toca a campainha. Logo uma mulher gordinha, com um grande sorriso aparece na porta.
- Araí, que bom que chegou. O Arinaldo não aguentava mais esperar.
- Mas ele é muito bobo mesmo dona Arcelia. Esse é o meu filho, o Ricardo.
Arcelia estica a mão e segura a mão de Ricardo que estava meio acanhado.
- Muito prazer Ricardo. Seja bem vindo a nossa casa. - Diz ela deixando eles entrarem em sua casa. - Seja bem vindo a nossa casa. Eu sou mãe da genro de Arinaldo. Eles entram e veem Maria sentada vendo televisão. Arcelia fala:
- Essa é filha de Arinaldo. Ela só fica vendo televisão o dia inteiro. O marido dela, meu filho, Arcadio, é muito triste por causa disso. Falando nisso, ai está ele. - Diz ela apontando para Arcadio, que sai da cozinha com um grande sorriso nos lábios.
- Finalmente te conhecemos Ricardo. Sua mãe fala muito de você, mesmo quando ainda era vivo.
- Muito prazer.
- Meu nome é Ricardo. Sente-se fique a vontade.
Ricardo se senta do lado da mãe, constrangido, no sofá, do lado de Maria, que chorava com as cenas de Pimenta Malagueta, na qual Ana Beatriz fazia a personagem principal ao lado de Mauricio Gesser. Ricardo fica vermelho ao ver a filha tirar a roupa na frente de todos e agarrar o homem.
De repente chega na sala Ario e Arinaldo descendo as escadas.
- Olá Ricardo? Tudo bem.
Ricardo se levanta constrangido e segura a mão de Arinaldo.
- Desculpe Arinaldo por hoje. Eu agi como um idiota.
- Mas tudo bem. Isso são águas passadas. - Diz Ario com um grande sorriso.
- Vamos para a mesa. O jantar já está pronto. - Fala Arcelia já se encaminhando para a cozinha.
- Mas mãe. Não vai esperar a Augusta? - Diz Arcadio sentado no braço do sofá do lado de Maria.
- Você anda muito interessado nessa Augusta Arcadio. - Diz Arinaldo soltando uma gargalhada enorme apesar de Arcadio ficar chateado.
- Que isso Arinaldo? Eu sou fiel a Maria até depois da morte. - Diz ele abraçando a esposa.
Ricardo vê com alegria aquela família que a mãe entrou.
- Vem Araí. A Augusta sabia o horário que iriamos servir o jantar. Vem me ajudar a por os pratos.
Ricardo fica no sofá e Arinaldo se senta do lado de Ricardo.
- Essa é sua filha não é? A Araí me contou. Você deve ter muito orgulho dela. - Diz Arinaldo para Ricardo que estava constrangido vendo a filha na televisão, com um homem em cima dela.
- Eu acho que essas novelas estão cada dia mais pornográficas. É isso que eu acho. - diz Ricardo resmungão.
- Que isso Ricardo? Isso ai é arte. - Diz ele vendo a cena de Ana Beatriz sendo focalizada e fazendo uma cara de muito prazer. - É... quem sabe é melhor vermos a televisão dos mortos. - Diz ele pegando o controle e colocando num canal onde começava uma reportagem.
O repórter estava numa praia e caminhava para rumo da maré e falava.
- Para você que está cansado da movimentação da cidade grande, que não quer andar pela rua esbarrando nos outros. Venha conhecer a beleza do fundo do oceano.
O repórter entra debaixo de água e caminha como se fosse caminhando em terra comum. Lá várias pessoas caminhavam normalmente andando pelas algas marinhas, peixes e pessoas nadando em cima deles.
- Aqui existe um mundo novo, que poderá ser explorado da forma que você desejar. Cientistas já estão pesquisando modos de construção de cidades inteiras. E logo existiram prédios debaixo da água. Venha conhecer. O número está ai em baixo.
Ario pega uma caneta e começa a anotar. E fala cutucando Ricardo.
- Eu vou fazer uma surpresa para Arcelia. Vamos fazer cem anos de casados. Bodas de Jequitibá. Vou levar para conhecer o mar.
Ricardo sorrindo fala:
- Muito bonito tantos anos de casados assim seu Ario. Uma pena, que não vou ter isso.
Ario fala com carinho.
- Calma meu filho. Depois que os dois vem para esse mundo, muita coisa tem que ser conversada e muda. Não dá para julgar o futuro quando só um veio pra cá.
De repente a porta se abre e uma linda mulher aparece.
- Cheguei muito atrasada? - Ela era, jovem, de cabelos curtos e claros e a pele branca e vermelha.
- Não Augusta. Chegou na hora. - Fala Arinaldo rindo da ex-mulher suada e tomando folego.
- Vim correndo. Sei como a dona Arcelia é pontual e detesta atrasos. - Diz ela recuperando e fechando a porta.
- Augusta, esse aqui é o filho da Araí. É o Ricardo. - Diz Arcadio apontando para Ricardo.
Ricardo finalmente abre um sorriso e segura a mão da mulher.
- Muito prazer.
- Prazer é meu. - Diz ela com um sorriso que encantou Ricardo.
De repente aparece Arcelia nervosa da cozinha.
- Uai gente, não vai vir comer não, é?
- Se arrume que eu vou ligar para o Arinaldo combinando um jantar pra gente, hoje a noite.
Ricardo beija a mão no rosto e fala com carinho.
- Está bem. Vou me arrumar.
A mãe sai pela porta e Ricardo se vira para o pai. Ele fala:
- Você vai ver como o cara é maneiro Ricardo.
- Eu sei pai. Eu sei. - Diz ele com olhar triste. O pai sai e Ricardo fecha a porta. E vê Fernanda lindamente arrumada, num vestido vermelho, muito bonito.
Ricardo abaixo os olhos tristes e tenta tirar a camiseta e percebe que ela está grudada em sua pele. E sem jeito vai até a o chuveiro e o liga. E deixa a água cair em seu corpo com roupa mesmo. Logo ele sai e desce as escadas. A mãe o esperava com um grande sorriso na porta do bar.
- Tá bonito em Ricardo. - Diz uma senhora na mesa do bar.
- Obrigado dona Antonieta.
Araí estica as mãos e Ricardo disfarçando um sorriso segura na mão da mãe. E de repente ele se vira e vê a mulher descendo a escada toda arrumada. Cristiana e Felícia gritam sorrindo ao vê-la.
- Mãe! Você tá linda!
- Estou?- Diz Fernanda timidamente.
- Está dona Fernanda. - Diz Felícia com alegria.
Ricardo se vira e percebe que o sorriso da mãe tinha sumido. Ele disfarça e fala com alegria:
- Vamos mãe?
Mas quando eles vão virar a esquina, ele vê Selmo saindo da casa vizinha, todo elegante para o encontro com Fernanda.
Ricardo fecha novamente o sorriso. Mas o abre ao ver saindo da casa vizinha também Arabela, que estava com grande felicidade indo para aeroporto.
- Estou indo meu neto. Me deseje sorte.
- Toda sorte do mundo vó. - Grita Ricardo e sai para a outra direção com a mãe.
Araí olha para Ricardo que tentava manter o sorriso mas vê traços da tristeza. Araí fala calma.
- Quando eu morta, vi seu pai saindo com outra mulher, que dona Antonieta apresentou pra ele eu também fiquei uma arara. Queria matar ele também. Mas não pude fazer nada.
Eles andavam juntos rumo a casa. E Araí continua:
- Mas ai de repente eu percebi que também estava livre. E que poderia fazer coisas que quando casada não podia. Eu passei a ter amigas, sair mais. Viajei. Não veja isso como um fim do mundo meu filho. Depois, quando ela morrer, vocês se acertam.
Ricardo disfarçando o sorriso fala:
- Não vamos falar disso mãe. Aonde foi que conheceu Arinaldo?
- Foi numa festa que fui com minha amiga, Augusta para uma festa. E lá encontramos o Arinaldo. Ele era ex-marido dela. E ela nos apresentou. Começamos a namorar lá mesmo.
- O que? A esposa te apresentou o marido?
- Filho, não eram mais esposos um do outro. Já havia uma década que tinham morrido e separado.
- E eles tem filhos? Sim, três. Mas a que acho que você conheceu foi só a mais nova. A dona Maria, mãe do Werner, atendente da delegacia.
Eles param diante de uma casa pequena, humilde. E Araí toca a campainha. Logo uma mulher gordinha, com um grande sorriso aparece na porta.
- Araí, que bom que chegou. O Arinaldo não aguentava mais esperar.
- Mas ele é muito bobo mesmo dona Arcelia. Esse é o meu filho, o Ricardo.
Arcelia estica a mão e segura a mão de Ricardo que estava meio acanhado.
- Muito prazer Ricardo. Seja bem vindo a nossa casa. - Diz ela deixando eles entrarem em sua casa. - Seja bem vindo a nossa casa. Eu sou mãe da genro de Arinaldo. Eles entram e veem Maria sentada vendo televisão. Arcelia fala:
- Essa é filha de Arinaldo. Ela só fica vendo televisão o dia inteiro. O marido dela, meu filho, Arcadio, é muito triste por causa disso. Falando nisso, ai está ele. - Diz ela apontando para Arcadio, que sai da cozinha com um grande sorriso nos lábios.
- Finalmente te conhecemos Ricardo. Sua mãe fala muito de você, mesmo quando ainda era vivo.
- Muito prazer.
- Meu nome é Ricardo. Sente-se fique a vontade.
Ricardo se senta do lado da mãe, constrangido, no sofá, do lado de Maria, que chorava com as cenas de Pimenta Malagueta, na qual Ana Beatriz fazia a personagem principal ao lado de Mauricio Gesser. Ricardo fica vermelho ao ver a filha tirar a roupa na frente de todos e agarrar o homem.
De repente chega na sala Ario e Arinaldo descendo as escadas.
- Olá Ricardo? Tudo bem.
Ricardo se levanta constrangido e segura a mão de Arinaldo.
- Desculpe Arinaldo por hoje. Eu agi como um idiota.
- Mas tudo bem. Isso são águas passadas. - Diz Ario com um grande sorriso.
- Vamos para a mesa. O jantar já está pronto. - Fala Arcelia já se encaminhando para a cozinha.
- Mas mãe. Não vai esperar a Augusta? - Diz Arcadio sentado no braço do sofá do lado de Maria.
- Você anda muito interessado nessa Augusta Arcadio. - Diz Arinaldo soltando uma gargalhada enorme apesar de Arcadio ficar chateado.
- Que isso Arinaldo? Eu sou fiel a Maria até depois da morte. - Diz ele abraçando a esposa.
Ricardo vê com alegria aquela família que a mãe entrou.
- Vem Araí. A Augusta sabia o horário que iriamos servir o jantar. Vem me ajudar a por os pratos.
Ricardo fica no sofá e Arinaldo se senta do lado de Ricardo.
- Essa é sua filha não é? A Araí me contou. Você deve ter muito orgulho dela. - Diz Arinaldo para Ricardo que estava constrangido vendo a filha na televisão, com um homem em cima dela.
- Eu acho que essas novelas estão cada dia mais pornográficas. É isso que eu acho. - diz Ricardo resmungão.
- Que isso Ricardo? Isso ai é arte. - Diz ele vendo a cena de Ana Beatriz sendo focalizada e fazendo uma cara de muito prazer. - É... quem sabe é melhor vermos a televisão dos mortos. - Diz ele pegando o controle e colocando num canal onde começava uma reportagem.
O repórter estava numa praia e caminhava para rumo da maré e falava.
- Para você que está cansado da movimentação da cidade grande, que não quer andar pela rua esbarrando nos outros. Venha conhecer a beleza do fundo do oceano.
O repórter entra debaixo de água e caminha como se fosse caminhando em terra comum. Lá várias pessoas caminhavam normalmente andando pelas algas marinhas, peixes e pessoas nadando em cima deles.
- Aqui existe um mundo novo, que poderá ser explorado da forma que você desejar. Cientistas já estão pesquisando modos de construção de cidades inteiras. E logo existiram prédios debaixo da água. Venha conhecer. O número está ai em baixo.
Ario pega uma caneta e começa a anotar. E fala cutucando Ricardo.
- Eu vou fazer uma surpresa para Arcelia. Vamos fazer cem anos de casados. Bodas de Jequitibá. Vou levar para conhecer o mar.
Ricardo sorrindo fala:
- Muito bonito tantos anos de casados assim seu Ario. Uma pena, que não vou ter isso.
Ario fala com carinho.
- Calma meu filho. Depois que os dois vem para esse mundo, muita coisa tem que ser conversada e muda. Não dá para julgar o futuro quando só um veio pra cá.
De repente a porta se abre e uma linda mulher aparece.
- Cheguei muito atrasada? - Ela era, jovem, de cabelos curtos e claros e a pele branca e vermelha.
- Não Augusta. Chegou na hora. - Fala Arinaldo rindo da ex-mulher suada e tomando folego.
- Vim correndo. Sei como a dona Arcelia é pontual e detesta atrasos. - Diz ela recuperando e fechando a porta.
- Augusta, esse aqui é o filho da Araí. É o Ricardo. - Diz Arcadio apontando para Ricardo.
Ricardo finalmente abre um sorriso e segura a mão da mulher.
- Muito prazer.
- Prazer é meu. - Diz ela com um sorriso que encantou Ricardo.
De repente aparece Arcelia nervosa da cozinha.
- Uai gente, não vai vir comer não, é?
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